segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Ler & Pensar IX



Quanto Pior, Melhor!

Nos últimos 15 anos, trabalhando como executivo, aprendi muita coisa. Na área da Tecnologia a competição sempre foi bastante acirrada, pois o mercado é muito dinâmico, as margens são apertadas, há muitos players, os produtos são commodities... Sobreviver neste ambiente é tarefa hercúlea!

A boa notícia, entretanto, é que percebo claramente nos últimos tempos um movimento em busca de padrões éticos que não “canibalizem” a atuação das empresas na prospecção de clientes. Há, inclusive, Companhias que não só observam estes padrões mais os tornam determinantes na hora de escolher com quem vão trabalhar.

Quem dera fosse assim também entre aqueles que trabalham no Reino de Deus... Confesso, todavia, com tristeza, que o ambiente eclesiástico – desde os históricos, passando pelos reformados, chegando aos pentecostais, adentrando entre os pós-pentecostais e até em meio aos Católicos Romanos – tem se tornado um lugar insalubre em suas propostas, práticas e, sobretudo, no convívio entre seus líderes.

O que se vê na mídia em geral é gente atacando e sendo atacada, literalmente se “devorando”, autoproclamando-se mais “espiritual”, mais bem preparada, com maior “pedigree”, portadora de “poderes do alto”, pois em seus “cultos” existem mais “conversões”, “milagres”, “libertações”, “curas” e até “exorcismos”! É a “tenda dos milagres” personalizada, pregando um “evangelho”, não raro, distorcido, o qual se tornou produto “enlatado” para consumo de gente desesperada. Estes correm o risco de se tornarem traficantes do Sagrado, intermediando “benefícios” do céu na Terra através do “cartório-igreja” em nome do qual, supostamente, estão autorizados a prestar tal “serviço”.

Assisto periodicamente pastores se mutilando, falando mal do ministério alheio, acusando o outro de ser embusteiro, falsário, mentiroso e até bandido! Ora, é óbvio que aqui não estou tratando dos que fazem a apologética da fé, nem muito menos do caráter profético relativo à denúncia dos extravios, mas das “guerrilhas” que acontecem entre os players do “mercado da salvação”, cada um querendo encher mais a sua “botija”, defender sua fatia do “market share” dos perdidos, e isto sem qualquer critério ético ou moral!

Os “pastores” estão neurotizados, buscam viabilizar seus próprios ministérios, tentam catapultá-lo na TV, nas revistas e outras mídias, como se isso fosse possível! Igrejas selecionam ministros por sua formação, currículo, por falarem mais de um idioma, e não por sua piedade, devoção, vida de oração e santidade. No fundo são crianças atrás dos 3 P’s: palco, púlpitos e plateia. Ora, estes ainda não aprenderam como convém saber, e pensam que podem ter alguma autoridade sem que dos céus lhes seja dada. A estes digo: quebrem suas algemas de microfones e destruam seus palanques de pregação, tomem sua cruz e sigam-no!

Quero dizer duas coisas: a primeira é o texto de Paulo aos Filipenses 1:18: “Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em verdade, nisto me regozijo, e me regozijarei ainda”.

Paulo não se preocupava com QUEM pregava, mas apenas com O QUE se pregava. Deus tratará do mensageiro, e esse problema não é nem meu nem seu! Devemos ficar atentos quanto a eventuais desvios do “eixo” das Escrituras, da chave hermenêutica que é Jesus, pois ainda que um anjo dos céus nos pregue outro Evangelho que não seja o de Cristo, este será maldito e mentiroso! O resto é com Ele!

A segunda coisa é o texto de Lucas 9:49-50: “E, respondendo João, disse: Mestre, vimos um que em teu nome expulsava os demônios, e lho proibimos, porque não te segue conosco. E Jesus lhes disse: Não o proibais, porque quem não é contra nós é por nós”.

Os discípulos estavam preocupados que a “franquia do Divino” estivesse saindo do controle deles, pois pensavam em cartelizar o Sagrado. Eles imaginavam abrir a “Jesus SA”, uma companhia para realizar a divulgação do Evangelho. Mal sabiam, entretanto, que transeuntes anônimos levariam a Boa Semente de Jerusalém para os confins da Terra, disseminando a mensagem de que “Deus estava em Cristo reconciliando com Ele o mundo e não imputando aos homens os seus pecados”.

Sei que muitos dos que aí estão são “pastores-lobos” e que torcem pela desgraça dos outros, buscam “despojos” daqueles que, por algum motivo existencial, enfrentando perdas e danos, naufragaram em seus ministérios. A tônica deles é: “Quanto Pior, Melhor!”. Vejo gente conspirando, amaldiçoando, mentindo, destratando, irmão contra irmão, um espetáculo que leva o mundo a não querer jamais fazer parte de nossa “confraria”, pois, diante de tanta aberração, só há algo que possa ser afirmado: “vejam como eles se odeiam!”.

A mim, todavia, que importa? É certo que compareceremos diante do Tribunal de Cristo e, diante dEle, quem irá dissimular ou mentir? Naquele momento teremos de dar contas de tudo que tivermos feito por meio do corpo, pois Ele sonda os segredos de nossas almas, os propósitos de nossas motivações, os conteúdos de nossos corações, nossos esforços e labor. Por isso, fique tranquilo, e deixe Deus ser Deus!

Por: Carlos Moreira


Distante de Deus



Ontem foi natal, tempo de cessar as guerras e de pedir perdão aos desafetos, mas algo bem estranho aconteceu neste natal, às guerras não cessaram e perdão não foi mencionado. Na casa de orações cujo nome do Deus altíssimo está tudo muito lindo bem orquestrado, mas nada, além disso, as barreiras ainda estavam lá, além da beleza do local e pessoas, as cenas se mostravam escuras e sem calor humano, uma mistura de sin city com Batman o cavaleiro das trevas, algo bem gótico. Ai a noite no final da festa veio o lampejo de esperança, a razão da data aqui comemorada, uma razão não comercia, CRISTO, belo, simples e completo sem adornos e sem pompa.

Preciso de Ti, canção do Diante do Trono, cantada ali a capela sem instrumentos, mas tocada com as cordas do coração, naquele culto domestico duas pessoas apenas, mas nas vozes o grito de duas almas destroçadas pelo poder da religiosidade, mesmo nestas condições dizendo que estão distantes de Deus, na minha mente o paralelo com o nascimento de Jesus foi imediato, ao nascer Jesus foi e é a ponte de ligação com um Deus criador e amoroso que de uma forma sublime reparou o que havia se rompido, a ligação Deus homem.

Distante de Ti Senhor não posso viver, não vale a pena existir, essa afirmação fez as luzes do natal brilharem em mim, não digo isso como algo da data, mas sim pelo sentimento que estava imbuído no momento da reflexão dos fatos hora acontecidos, a razão da data ser lembrada era o fato de Deus em si mesmo ter provido o remédio, afastando com Jesus as nossas transgressões e como um pai ouvindo o nosso clamor e nos amando.

Dai me veio o fato, o que nos aconteceu? Como ficamos tão distantes de Deus, o que houve entre nós cristãos? Nossas atitudes se tornaram apenas meios para um fim e assim a dor causada ao próximo e justificada. As guerras por prestigio e poder são lutas santas e vistas como a mão de Guizus, almas caídas ao longo da guerra são baixas necessárias, o que houve com o nosso cristianismo, como nós tornamos tão distantes do Deus que veio a terra para se aproximar do homem?

A festa foi linda, mas fria e sem calor humano, por fim percebi que assim como no mundo o natal na Eclésia se tornou data comercial e apenas rotineira, apenas um momento e nada mais, e isso me apavora pois estamos banalizando tanto o Cristo da cruz que acho difícil amar ele como a bíblia apresenta. No final do hino me deparo com o espontâneo que Ana Paula canta uma bela reflexão, e por incrível que pareça em nenhum momento fiz paralelo com o mundo artístico, o povo de Deus me veio à mente.

Distante de ti Senhor como posso viver?

Desfrute
JC Silver 

É Natal



O SENHOR JESUS CRISTO - Pré-existente, o Verbo se fez carne e habitou entre nós.


"O dia do nascimento de Jesus é celebrado em todo o mundo. O aniversário de sua morte levanta a silhueta de uma cruz no horizonte. Quem é ele?" Com essas palavras um preeminente pregador fez uma pergunta de suprema importância e de interesse permanente.
A pergunta foi feita pelo próprio Mestre quando, em uma crise no seu ministério, perguntou:
"Quem dizem os homens ser o Filho do homem?"
Ele ouviu a declaração da opinião do povo sem comentar, mas a sua bênção foi pronunciada sobre a resposta que Pedro havia aprendido de Deus: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo."

A pergunta ainda permanece e os homens até agora tentam responder. Mas a verdadeira resposta deve vir do Novo Testamento, escrito por homens que intimamente conheceram Jesus, por cujo conhecimento tinham por perda todas as coisas.

I. A NATUREZA DE CRISTO.

A pergunta "Quem é Cristo?" tem sua melhor resposta na declaração e explicação dos "nomes", títulos pelos quais ele é conhecido.

1. Filho de Deus (Deidade).
Da mesma forma como "filho do homem" significa um nascido do homem, assim também Filho de Deus significa um nascido de Deus. Por isso dizemos que esse título proclama a Deidade de Cristo. Jesus nunca é chamado um Filho de Deus, como os homens santos são chamados filhos de Deus (Jo 2:1). Ele é o Filho de Deus no sentido único. Jesus é descrito mantendo uma relação para com Deus não participada por nenhuma outra pessoa no universo.

Para explicar e confirmar essa verdade consideremos o seguinte:

(a) Consciência de si mesmo. Qual era o conteúdo do conhecimento de Jesus acerca de si mesmo; isto é, que sabia Jesus de si mesmo? Lucas, o único escritor que relata um incidente da infância de Jesus, diz-nos que com a idade de doze anos (pelo menos) Jesus estava cônscio de duas coisas: primeira, uma revelação especial para com Deus a quem ele descreve como seu Pai; segunda, uma missão especial na terra — "nos negócios de meu Pai". Exatamente como e quando este conhecimento de si mesmo veio a ele, deve permanecer um mistério para nós. Quando pensamos em Deus vindo a nós em forma humana devemos reverentemente exclamar: "Grande é o mistério da piedade!" Não obstante tratar-se de mistério, a seguinte ilustração pode ser proveitosa. Ponde uma criancinha diante de um espelho; ela se verá, porém, sem se reconhecer. Mas virá o tempo quando ela há de saber que a imagem refletida representa sua própria pessoa. Em outras palavras, a criança adquiriu a consciência de sua identidade. Não poderia ter sido assim com o Senhor Jesus? Ele sempre foi o Filho de Deus, porém chegou o tempo quando, depois de estudar as Escrituras relacionadas com o Messias de Deus, raiou em sua mente o conhecimento íntimo, de que ele, o Filho de Maria, não era outro senão o Cristo de Deus. Em vista de o Eterno Filho de Deus ter vivido uma vida perfeitamente natural e humana, é razoável pensar que o autoconhecimento de sua Deidade houvesse surgido dessa maneira. No rio Jordão, Jesus ouviu a voz do Pai corroborando e confirmando o seu conhecimento intimo (Mat. 3:17), e no deserto resistiu com êxito à tentativa de Satanás de fazê-lo duvidar de sua filiação ("Se tu és o Filho de Deus..." Mat. 4:3). Mais tarde em seu ministério louvou a Pedro pelo testemunho divinamente inspirado concernente à sua Deidade e ao seu caráter messiânico. (Mat. 16:15-17.) Quando diante do concilio judaico, Jesus poderia ter escapado à morte, negando sua filiação ímpar e simplesmente afirmando que ele era um dos filhos de Deus no mesmo sentido em que o são todos os homens; porém, sendo-lhe exigido juramento pelo sumo sacerdote, ele declarou sua consciência de Divindade, apesar de saber que isso significaria a sentença de morte. (Mat. 26:63-65.)

(b) As reivindicações de Jesus. Ele se colocou lado a lado com a atividade divina. "Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também." "Saí do Pai" (João 16:28). "O Pai me enviou" (João 20:21). Ele reivindicava uma comunhão e um conhecimento divinos. (Mat. 11:27; João 17:25.) Alegava revelar a essência do Pai em si mesmo. (João 14:9-11.) Ele assumiu prerrogativas divinas: Onipresença (Mat. 18:20); poder de perdoar pecados (Mat. 2:5-10); poder de ressuscitar os mortos. (João 6:39, 40, 54; 11:25; 10:17, 18.) Proclamou-se Juiz e árbitro do destino do homem. (João 5:22; Mat. 25:31-46.) Ele exigia uma rendição e uma lealdade que somente Deus por direito podia reivindicar; insistia em uma absoluta rendição da parte dos seus seguidores. Eles deviam estar prontos a cortar os laços mais íntimos e mais queridos, porque qualquer que amasse mais o pai ou a mãe do que a ele, não era digno dele. (Mat. 10:37; Luc. 14:25-33.) Essas veementes reivindicações foram feitas por UM que viveu como o mais humilde dos homens, e foram declaradas de modo simples e natural; por exemplo, Paulo com igual simplicidade diria "Sou homem e judeu". Para chegar-se à conclusão de que Cristo era divino é necessário admitir somente duas coisas: primeira, que Jesus não era um homem mau; segundo, que ele não era demente. Se ele dissesse que era divino, sabendo que não o era, então não poderia ser bom; se ele falsamente se imaginasse Deus, então não poderia ser sábio. Porém nenhuma pessoa sensata sonharia em negar o caráter perfeito de Jesus ou sua superior sabedoria. Em conseqüência, é inevitável concluir que ele era o que ele próprio disse ser — o Filho de Deus, em sentido único.

(c) A autoridade de Cristo. Nos ensinos de Cristo nota-se a completa ausência de expressões como estas: "é minha opinião"; "pode ser"; "penso que..."; "bem podemos supor", etc. Um erudito judeu racionalista admitiu que ele falava com a autoridade do Deus Poderoso. O Dr. Henry Van Dyke assinala que no Sermão da Montanha, por exemplo, temos: a preponderante visão de um hebreu crente colocando-se a si mesmo acima da autoridade de sua própria fé; um humilde Mestre afirmando autoridade suprema sobre toda a conduta humana; um Reformador moral pondo de lado todos os demais fundamentos, dizendo: "Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha... (Mat. 7:24)" Quarenta e nove vezes, nesse breve registro do discurso de Jesus, repete-se a solene frase com a qual ele autentica a verdade: "Em verdade vos digo."

[d) A impecabilidade de Cristo. Nenhum professor que chame os homens ao arrependimento pode evitar algumas referências às suas próprias faltas ou imperfeições; em verdade, quanto mais santo ele é, mais lamentará e reconhecerá suas próprias limitações. Porém, nas palavras e nas obras de Jesus há uma ausência completa de conhecimento ou confissão de pecado. Embora possuísse profundo conhecimento do mal e do pecado, em sua alma não havia a mais leve sombra ou mácula de pecado. Ao contrário, ele, o mais humilde dos homens, desafiou a todos: "Quem dentre vós me convence de pecado?" (João 8:46).

(e) O testemunho dos discípulos. Jamais algum judeu pensou que Moisés fosse divino; nem o seu discípulo mais entusiasta nunca lhe teria atribuído uma declaração como esta: "Batizando-as em nome do Pai, e de Moisés, e do Espírito Santo." (Vide Mat. 28:19.) E a razão disso é que Moisés nunca falou nem agiu como quem procedesse de Deus e fosse participante de sua natureza. Por outro lado, o Novo Testamento expõe este milagre: Aqui está um grupo de homens que andava com Jesus e que o viu em todos os aspectos característicos de sua humanidade — que, no entanto, mais tarde o adorou como divino, o proclamou como o poder para a salvação e invocou o seu nome em oração. João, que se reclinava no peito de Jesus, não hesitou em dele falar como sendo Jesus o eterno Filho de Deus, que criou o universo (João 1:1, 3), e relatou, sem nenhuma hesitação ou desculpa, o ato da adoração de Tomé e a sua exclamação: "Senhor meu, e Deus meu!" (João 20:28). Pedro, que tinha visto o seu Mestre comer, beber e dormir, que o havia visto chorar — enfim, que tinha testemunhado todos os aspectos da sua humanidade, mais tarde disse aos judeus que Jesus está à destra de Deus; que ele possui a prerrogativa de conceder o Espírito Santo (Atos 2:33, 36); que ele é o único caminho da salvação (Atos 4:12); quem perdoa os pecados (Atos 5:31); e é o Juiz dos mortos. (Atos 10:42.) Em sua segunda epístola 3:18) ele o adora, atribuindo-lhe "glória assim agora como no dia da eternidade". Nenhuma prova existe de que Paulo o apóstolo tivesse visto Jesus em carne, apesar de tê-lo visto em forma glorificada), mas esteve em contato direto com aqueles que o tinham visto. E este Paulo, que jamais perdera essa reverência para com Deus, reverência que desde a sua mocidade estava nele profundamente arraigada, contudo, com perfeita serenidade descreve Jesus como "o Grande Deus e nosso Salvador" (Tito 2:13); apresenta-o como encarnando a plenitude da Divindade (Gál. 2:9), como sendo o Criador e Sustentador de todas s coisas. (Gál. 1:17.) Como tal, seu nome deve ser invocado em oração (1 Cor. 1:2; vide Atos 7:59), e seu nome está associado com o do Pai e o do Espírito Santo à bênção. (2 Cor. 13:14.) Desde o princípio a igreja primitiva considerava e adorava a Cristo como divino. No princípio do segundo século um oficial romano relatou que os cristãos costumavam reunir-se de madrugada para "cantar um hino de adoração a Cristo, como se fosse a Deus".
Um autor pagão escreveu: "Os cristãos ainda estão adorando aquele grande homem que foi crucificado na Palestina." Até o escárnio dos pagãos é um testemunho da deidade de Cristo.

Em um antigo palácio romano foi encontrada uma inscrição (que data do terceiro século) apresentando uma figura humana com cabeça de asno pendurado na cruz, enquanto que um homem está de pé em atitude de adoração. Em baixo aparece a inscrição: "Alexamenos adora a seu Deus."
O Dr. Henry Van Dyke comenta: Assim os cânticos e orações dos crentes, as acusações dos perseguidores, o escárnio dos céticos, e as pilhérias grosseiras dos escarnecedores, tudo se une para provar, sem dúvida, que os primitivos cristãos rendiam honra divina ao Senhor Jesus... não há razão para duvidar de que os primitivos cristãos houvessem visto em Cristo uma revelação pessoal de Deus, assim como não pode haver dúvida de que os amigos e seguidores de Abraão Lincoln o tenham considerado um bom e leal cidadão americano. Entretanto, não devemos inferir dai que a igreja primitiva não adorasse a Deus, o Pai, pois sabemos que era costume geral orar ao Pai em nome de Jesus e dar-lhe graças pelo dom do Filho. Mas, para eles era tão real a deidade de Cristo e a unidade entre as duas Pessoas, que lhes era muito natural invocar o nome de Jesus.

Foi a firme lealdade deles ao ensino do Antigo Testamento acerca da verdade de Deus, combinada com a firme crença na deidade de Cristo, que os conduziu a formular a doutrina da Trindade. Embora as seguintes palavras do credo de Nicéia (século quarto) tenham sido, como ainda são, recitadas por muitos de uma maneira formalista, não obstante, elas expressam fielmente sincera convicção da igreja primitiva: Cremos em um Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, o Unigênito do Pai, isto é, da substância do Pai, Deus de Deus, Luz de Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado, foi feito; sendo da mesma substância que o Pai; pelo qual foram feitas todas as coisas que estão no céu e na terra, e o qual por nós os homens e por nossa salvação desceu, encarnou e foi feito homem, sofreu, e ressuscitou ao terceiro dia, e ascendeu ao céu, donde virá outra vez para julgar os vivos e os mortos.

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Conhecendo as Doutrinas da Bíblia
Fonte: BEREIANO

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Ler & Pensar VIII

A esperança da falência

Por: Rev. Digão


A ciência médica traz um diagnóstico que, à primeira vista, pode assustar os desavisados, mas que, após esclarecimentos, nos diz muito sobre o estado da igreja. Quando uma pessoa falece devido ao mau funcionamento de seu corpo, diz-se que ela teve falência múltipla de órgãos. Ou seja, um a um, cada um dos principais órgãos (cérebro, rins, pulmões e coração) para de funcionar devido a problemas de circulação sanguínea no corpo. Por falta de suprimento de energia, uma vez que não conseguia mais meios de se manterem vitais por ausência da oxigenação vinda da circulação, tais órgãos “jogam a toalha”, deixam de funcionar, levando o paciente a óbito.

Vendo a situação da igreja evangélica brasileira, sinto um diagnóstico de falência múltipla de órgãos vindo logo por aí pelo Médico dos médicos. Assim como no corpo humano, quando sofre de problemas de circulação que levam à falência múltipla, sofremos de circulação. O sangue de Cristo não é mais tão importante entre nós. O sangue dos mártires, verdadeira sementeira da igreja nas palavras de Tertuliano, não é mais algo que atraia a membresia das comunidades locais. Em vez disso, há uma ânsia pela circulação do sangue do capitalismo no meio das denominações, ou seja, dinheiro.

Há também falta de oxigenação. No corpo humano, a falta de oxigenação prolongada compromete irremediavelmente o cérebro. No corpo eclesial brasileiro, como já bem pontuou João Alexandre, é proibido pensar. Sempre há policiamento comportamental ou dogmático entre nós. Não sou contra dogmas. Creio neles. Para mim é inconcebível que alguém se afirmando cristão, negue publicamente a soberania de Deus, Sua onisciência/onipotência/onipresença ou ainda a divindade de Cristo, por exemplo. Mas tenho medo de dogmatismos, ou seja, da cristalização de opiniões e conceitos humanos que, com tal cristalização, assumem o valor de dogma. Um bom exemplo disso é o valor dado às palavras heréticas e blasfemas ditas por pessoas despreparadas para a ministração da Palavra, mas que alcançaram status de popstar. Afinal, questionar tais popstars é levantar a mão contra o “ungido do Senhor”...

Mas estou esperançoso. Ainda que a igreja evangélica brasileira esteja a caminho da falência múltipla de órgãos, tenho uma grande esperança em meu coração. Digo isso porque cada vez mais entendo que igreja-instituição não é a mesma coisa que igreja-organismo. Por mais que haja pessoas que confundam os dois (se de forma inocente ou deliberada não sei), não dá para discordar de Emil Brunner e Howard Snyder, entre outros, que fizeram maravilhoso trabalho na distinção entre organização e organismo (Snyder), ou ekklesia e igreja (Brunner).

A organização está falindo. Algumas já faliram, apesar de ainda ter seus ministros, oficiais, reuniões administrativas. Outras ainda não chegaram a este ponto. Mas a igreja de Cristo, o Corpo, o Povo de Deus, aqueles por quem as portas do inferno não resistiriam (Mt 16.18), esses continuam de pé, já que são cuidados por Ele, e não por nossos mini-papas regionais.

Quando Jesus ressuscitou, vencendo a morte, não foi atrás de Anás e Caifás, ou bateu às portas do templo para dizer “Viu? Voltei!”. O Senhor sabia que o templo judaico estava com o diagnóstico da falência múltipla de órgãos. Antes, Jesus voltou para os Seus amados, imperfeitos e falhos discípulos.

Hoje, como naqueles dias, Jesus não volta Seus olhos para o sistema religioso, que é apenas tolerado. Antes, volta Sua atenção a nós, rebanho de Seu pastoreio. A própria Bíblia já nos deu essa percepção muito antes de nossos tempos bicudos virem à tona. No salmo 121, o salmista diz elevar os olhos para os montes, buscando socorro (v. 1), ou seja, para Jerusalém, cidade firmada sobre montes, e símbolo da religião judaica. Em vez de esperar ajuda de Jerusalém, ou do sistema religioso de sua época, o salmista diz esperar no Senhor (v. 2). Possamos, então, sempre esperar pelo Senhor, e deixar de olhar para os montes institucionais. Nisto é que deve residir nossa esperança.


Fonte: www.genizahvirtual.com

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Santos




Diálogos

Por: Digão

– Bem, acho que podemos começar nossa reunião – disse Tobias.

– Calma, irmão, nosso irmão Levi ainda não chegou – Disse Joel.

– É fogo! Esse pessoal fica cuidando da família e se esquece das coisas do Senhor! Deviam ser como eu, que abandono tudo por causa das coisas de Deus! Maldito seja!

– O irmão Levi chegou, olha ele ali.

– A paz do Senhor, irmão Levi – disse Tobias – Estávamos sentindo sua falta! Até mesmo comecei a orar por você, pedindo que o Senhor o abençoasse muito!

– Obrigado, irmão – respondeu Levi, sem muita convicção, já lhe conhecendo o veneno – É que não deu para sair de casa no horário.

– Bom – retomou Tobias – agora sim, acho que podemos começar. Nosso propósito aqui nesta noite é glorificarmos ao único e todo-poderoso Deus.

– Sim, é verdade – responderam os outros dois.

– A verdade, queridos irmãos no Senhor, é que estamos sendo ameaçados por este sujeitinho – disse Tobias, já começando a corar de raiva.

–Sim, irmão Tobias – disse Levi – Aquele sujeito lá pensa que prega a Palavra do nosso Deus, mas fica só falando de pecado, de arrependimento, de um Reino que não se pode ver...

– Ele até mesmo deixou uma família nossa desgostosa – disse Joel.

–E isso não podemos permitir – bradou Tobias!

– Mas você mesmo não tinha brigado com aquela família no passado, dizendo que eram encrenqueiros, Tobias? – Perguntou Levi.

– Não me questione, irmão! – irritou–se Tobias – Meus motivos são puros e santos, assim como é puro e santo meu coração!

– Bom... – disse Joel, tentando quebrar o climão – o sujeito lá fala que conhece a Palavra, que tem a doutrina...

– Se ele tivesse a doutrina, saberia que somente nós é que interpretamos a Palavra, que apenas nós temos o comando, e que ele veio só para somar conosco, mas que deveria fazer tudo o que dissermos – disse Tobias, já babando de ódio.

– Pois é. De que adianta ter o conhecimento de uns mil livros, se ele não faz o que queremos? – disse Joel, dando apoio a Tobias.

– Então está decidido. Vamos eliminar o sujeito, e assim vamos ficar com o nosso caminho livre para podermos louvar e adorar o Senhor de todo o nosso coração e da nossa própria maneira, que é a única correta – disse Tobias.

– Aleluia! Glória a Deus! – Disseram os outros dois.

Os nomes são inventados, mas os fatos, não. Este diálogo pode ter sido uma reimaginação de alguma conversa que precedeu o julgamento fraudulento de Jesus. Mas também pode ter sido uma descrição não tão fictícia assim de uma reunião secreta em uma pizzaria onde presbíteros conspiram contra seu pastor na calada da noite. Não importa. Lá, como cá, mata-se em nome de Deus com a mesma alegria.


Fonte: www.genizahvirtual.com

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Raio X de um hipócrita religioso



10 maneiras de identificar um fariseu

Por Zé Luís

No meio cristão é usual associarmos a hipocrisia com o que chamamos “fariseu”, já que era Jesus quem denunciava-os publicamente dessa forma, sem se importar com a influência política que esses líderes religiosos da época tinham, a ponto de poderem conseguir penas capitais através do Estado dominante - no caso, Roma – como a crucificação, por exemplo. Fariseus tinham apoio público para seus atos, inquestionáveis, e exerciam a posição mais poderosa deste mundo: ministravam diretamente ao Deus Altíssimo, criador dos Universos.

Mas a pergunta que não quer calar é: você é um fariseu? Tem tendências a isso? Será?

1. Boas intenções originais justificando atos ruins
A seita dos fariseus surgiu em uma época anterior ao nascimento de Cristo, na época dos Macabeus – vide livros apócrifos na bíblia católica – quando a influência da religião helênica romana começava a trazer elementos à religião judaica (como o uso de imagens representando deuses) que descaracterizaram a Lei Mosaica, patrimônio nacional. Defender a manutenção dos valores da Lei era, além de apologia religiosa, garantia de que o Judaísmo não seria contaminado com abominações como a Idolatria.

Essa luta apologética pela preservação das Escrituras foi o marco inicial do grupo. Não demorou muito para que essa seita, que migrou para partido político, começasse a abandonar a força original, já que a liderança era passada de pai para filho, e os mesmo nem sempre tinham a mesma perseverança de seus antepassados, mas usando do prestígio do passado para se manter a frente, no poder.

2. A organização em nome de Deus é mais importante que Deus.
Jesus denunciou isso sistematicamente, não respeitando líderes daquele grupo por serem gente bem colocada socialmente. O mestre pedia contas a eles pelas responsabilidades que tinham em mãos, questionando a postura egocêntrica quando usavam de suas posições para beneficiar-se. O uso de retóricas religiosas para justificar atos perversos, e a incorporação desses atos como regras a serem usadas em benefício próprio, mesmo quando isso não é compatível com os preceitos no qual, originalmente, se propôs quando ingressou na organização é tipicamente farisaica. A tradição de um sistema, mesmo que claramente perverso, para um fariseu, é mais importante do que a religião defende.

3. Não existir policiamento para quem faz policiamento é uma benção
Um dos detalhes que mais aborreciam o Mestre era o fato dos fariseus “aperfeiçoavam” cada vez mais as Leis e não às cumpriam.
Era comum entre os “rabinos” a discussão sobre determinados pontos da lei, como por exemplo, o cumprimento do sábado sagrado: Se um discípulo, quando questionado sobre quanto se pode caminhar em um Sabath respondesse 10 quilômetros , e outro 2 quilômetros, aquele que deu uma margem mais “dura” era tido como um bom discípulo, enquanto o que dava uma distância menor era tido como “liberal”, um “abolicionista da Lei”. Jesus acusava-os de inventar preceitos rígidos, fardos pesados, para cobrar dos outros o cumprimento, mas nem de longe cumpriam. Uma regra mais justa é melhor elaborada quando o próprio policiamento se policia. Isso pareceria muito mais com misericórdia, sentir a dor alheia.

4. Inventar regras para evitar debates:
A interpretação da Lei com textos fora de contexto - assim como fazem com a Graça hoje – muitas vezes foi artifício montado para evitar questionamentos de mentes mais ávidas. Jesus questionou essa postura e - sendo conhecedor da Lei( que Ele mesmo criou) – não dava brecha para esse tipo de invenção. O messias, não saindo do contexto e não estando atado a proteção de nenhuma organização religiosa, explanava as reais razões e motivações que originavam a criação da Lei. O Legalismo ainda hoje é uma forma eficaz de calar bocas, embora não passe de falácia.

5. Máscaras
A aparência na vida de um fariseu é primordial. Diferente de um político – que necessita da projeção para ganhar votos – o religioso, que tinha seu cargo assegurado por ser de descendência, exige que os lugares de honra, assim como exige que os que vivem a sua volta o tenham como uma espécie de ser sagrado, o que Jesus nunca fez.


6. Em nome da proteção da Lei, ele quebrará a Lei.
Está escrito “Não matarás”, “Não dará falso testemunho”, mas para calar a boca de Deus, os fariseus ignoram fatos e quebram o Mandamento, não explicitamente, mas com a desculpa de que, na verdade, estão destruindo o inimigo da Lei. Pregadores da Justiça cometendo injustiças para que a suposta Justiça prevaleça.

7. Fariseus perdem o foco sempre que sua teologia é confrontada.
Kemuridama é um artificio ninja para escapar de determinados confrontos, uma pequena explosão de fumaça que oculta a fuga do guerreiro. Jesus – e mesmo o apóstolo Paulo – usou a “ressurreição” como kemuridama quando estava entre fariseus e saduceus, grupos de pensamento contrário sobre o assunto, deixando de ser o foco de ataque, deixando que se engalfinhassem com suas infrutíferas discussões sobre o sexo dos anjos.
Paulo conhecia o artifício tão bem que alertou contra ele, quando soube que havia alguns assumindo linhas “teológicas” de Apolo, Pedro ou Paulo. “estaria Jesus dividido?”. Ainda pode-se ver hoje discussões acaloradas sobre a compreensão adotada (vide Calvinismo x Arminianismo).

8. Seguir a Lei só quando é conveniente.
Por tradição, o filho do sacerdote do templo deveria assumir o sacerdócio e cumprir toda a Lei. Na época de Jesus, o sacerdote herdeiro não estava no templo, mas no deserto, não tinha vestes sacerdotais, mas pele de camelo substitui a alimentação levítica por gafanhotos e mel. João Batista era filho de Zacarias, mas quem estava no comando dos “negócios” do templo era dois parentes, Anás e Caifás, genro e sogro. Se houvesse zelo como defendiam aqueles fariseus, certamente não assumiriam a posição que não lhes pertencia, nem quebraria a preciosa tradição, já que existe apenas um sumo-sacerdote, e não dois, intercalando-se ano a ano. A necessidade de projeção social fez com que fizessem vistas grossas àquela situação óbvia, e ignorar a Lei aqui seria prejudicial.
Muitas igrejas mantêm regras obviamente erradas para manter em beneficio aqueles que a criaram, apesar de serem nitidamente injustas e incondizentes com o Cristianismo que buscam defender.

9. Por trás da aura angelical, ira belicosa.
Todo fariseu posta certo ar de equilíbrio quase zen-budista. Isso dá segurança aos que veem como referência espiritual. Isso é uma arte Alguns exageram, ficam com trejeitos estranhos, esquisitices. Na intimidade, são pessoas comuns, até agressivas, e algumas até perversas. Isso é comum quando a necessidade da aparência suplanta a necessidade intima de conversão.

10. Mentiras em nome de Deus
Um fariseu conhece a Palavra, isso é fato. Somando-se a sua aparência de legítima santidade e o reconhecimento público de suas insígnias, uma mentira ou outra, usadas por “causa justa” jamais serão questionadas. Quem, em sã consciência questionaria um servo de Deus e correr o risco de ser fulminado pelos céus por petição desse servo?
Mentiras ajudam a manter o rebanho, reforçam verdades universais com pequenas distorções benéficas aos cofres, colaborando na manutenção e expansão do reino (com letra minúscula mesmo).

É a forma mais rápida de se atuar em nome de Deus quando o Espírito não tem mais vez nas escolhas da comunidade.


Fonte: www.genizahvirtual.com

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A Droga



Vendo o filme O Advogado do Diabo, pensei em como às vezes está parte do filme leva-me a pensar, que o amornado está usando está mesma tática conosco. Vaidade e poder uma combinação altamente viciante, é como misturar álcool e drogas. Em certo momento o poder nos adormece o sentido de sermos humanos e achamos que somos bem mais, atiçada pela vaidade a sede de poder nos leva aos mais delirantes lampejos de grandeza.

A igreja – concebida para ser a representante da fonte da graça divina, local de refugio para os destroçados pelo mundo cão, logo cedo apercebeu-se do “poder” que poderia ter sobre os homens, ou melhor colocando, os homens perceberam o poder que a igreja tinha e como poderiam controlar todo o mundo com esse poder. Tristemente a humanidade foi extremamente eficaz nessa empreitada, rapidamente transformou a mensagem do evangelho em mecanismo de rentabilidade, meio de sugar os outros, extorquir em nome de uma falsa religião e de um falso deus. Os homens constituíram reinos, impérios e dinastias em nome de Jesus.

Em seu nome o ouro se tornou o alvo principal da mensagem, em seu nome diziam e dizem os “santos lideres”. O nome de Deus tornou-se Ala, e com ele vivemos em nosso tempo a mesma empreitada sangrenta que em séculos atrás foi orquestrada por outro reino que apresentava um outro nome mas a mesma sede de sangue, a conquista religiosa da Igreja Católica.

A vaidade sega igrejas que se intitulam a mais reta, a mais certa, a mais mais, “somos grandes, não há quem nos bata, somos a mais próxima de Deus.” O achismo deste séculos nos entorpece os sentidos e lamentavelmente estamos inertes aos clamor das almas embriagados no cálice do poder. Onde está a força e a grandeza quando filhos do pai morrem vitimas das drogas, onde está nossa aproximação com o Pai se nossas atitudes são tão fétidas que afastam as pessoas de Deus?

Os semideuses – O amornado alimenta os desejos expostos pela vaidade, acho até sádico da parte de alguns lideres, falarem em nome de Deus, em seus discursos solícitos por santidade, sem ao menos temer a politicagem praticada. “A cada passo vou me aproximando é um degrau a mais pra chegar perto de Deus”, trecho de um antigo hino que ouvia quando a minha avô colocava o vinil pra funcionar, acho que hoje isso em muitas mentes doentias soaria assim “A cada passo vou me aproximando é um degrau a mais pra ser igual Deus”, é lamentável, mas é a pura verdade, lideres que não temem mais mentir e encobrir falcatruas em nome da manutenção do poder em suas mãos, o pecado é relativo dependendo da rentabilidade do membro.

O que nos leva e perguntar onde está a igreja? Cadê o povo que vai morar no céu? Então vejo almas sobreviventes, pessoas que se refugiam em escombros fugindo das sentinelas morais que combatem a verdadeira igreja sofredora e sedenta de Deus. Vejo que estamos sendo colocados em arenas pelos imperadores dos reinos denominacionais. O desejo vaidoso pelo poder é alimentado cedo nos indivíduos que entram no sistema, mas isso fica pra outra hora por hora veja o vídeo e reflita em que lado você está.
continua...

Desfrute

JC Silver

Joias da Arca




Para Paulo Cezar do grupo Logos, a música cristã não pode abrir mão do conteúdo bíblico.

Por ENTREVISTA
Por Carlos Fernandes

O título desta entrevista é o mesmo de uma das canções mais conhecidas do grupo Logos. Mas também sintetiza parte importante da vida do pastor, cantor e compositor Paulo Cezar da Silva. Aos 60 anos de idade e com mais de trinta de carreira – ou, conforme ele mesmo define ministério –, Paulo é dos nomes mais conhecidos da música evangélica brasileira, de cuja evolução participa desde os anos 70. Foi naquela época que, ainda aluno do seminário Palavra da Vida, em São Paulo, formou um conjunto musical, já com a presença de Nilma, com quem acabou se casando. A iniciativa entre amigos deu origem, em 1979, ao grupo Elo, que marcou uma geração de crentes. Alguns de seus álbuns, como Calmo, sereno e tranquilo e Ouvi dizer, viraram clássicos, e Paulo Cezar, com sua poesia, uma referência.

A trágica morte do talentoso instrumentista Jayro Gonçalves, o Jayrinho, acarretou o fim do Elo. Mas Paulo quis seguir adiante. “Fui buscar consolo e inspiração na Bíblia”, conta. E foi das Escrituras que surgiu a ideia para batizar o novo grupo. “O nome foi escolhido por significar a palavra viva e por ter tudo a ver com nosso ministério, onde a Bíblia tem centralidade absoluta”, diz o artista. Com o Logos, Paulo Cezar legou ao público cristão 17 álbuns e pérolas como as canções Mão no arado, Portas abertas e Autor da minha fé. Compositor da maioria das músicas do grupo, o artista defende um louvor com conteúdo – coisa que, segundo ele, já não é prioridade. “A falta de conhecimento bíblico e os interesses comerciais estão na base da superficialidade”, resume.

Apesar da já longa jornada, o Logos não está parado no tempo. Com uma formação que vem se renovando ao longo dos anos, o grupo é a base de um ministério evangelístico cuja sede fica em São José dos Campos (SP). O Logos faz pelo menos três grandes viagens por ano, levando não apenas louvor musical, mas evangelismo, edificação espiritual e encorajamento às igrejas. Em janeiro, o Logos esteve na África, em ação missionária. Nesta entrevista a CRISTIANISMO HOJE, Paulo Cezar permitiu-se falar de coração aberto sobre o que pensa acerca da indústria musical, do próprio ministério e da Igreja. E não escondeu: “Sonho com bons músicos, crentes de verdade, que rendam seus talentos ao Senhor e testemunhem com suas vidas o caráter de verdadeiros adoradores.”

CRISTIANISMO HOJEVocê é um dos nomes mais conhecidos da música cristã brasileira, tendo acompanhado de perto sua evolução nos últimos 30 anos. O que mudou para melhor e para pior ao longo desse tempo?

PAULO CEZAR – Para melhor, acho que mudou a qualidade técnica. A evolução dos músicos, dos estúdios, dos instrumentos e do som é perceptível. As chances de alguém gravar e fazer um bom trabalho, hoje, são muito maiores do que antes. O que mudou para pior, com algumas exceções, foi o conteúdo, tanto do que se produz como do objetivo com que se canta. Atualmente, a chamada música evangélica, ou “gospel”, está sendo atacada de todos os lados. O mundanismo tomou o lugar da contextualização. Além disso, vemos a repetição de muitos jargões, palavras de ordem e mensagens de prosperidade.

Por que a música evangélica de hoje carece de conteúdo?
As músicas e tais tendências nos conduzem a nomes, mas eu não quero, de modo algum, reconhecer ou classificar adoradores. Afinal, se Deus os procura, quem sou eu para achá-los? Mas creio que as letras são escritas de acordo com várias influências. O conhecimento é um desses aspectos, e é importantíssimo. Ninguém, mesmo que queira, poderá escrever sobre o que não sabe. A falta de conhecimento ressalta a superficialidade e o apelo emocional. Em outras palavras, um compositor ou pregador superficial ficará contente diante de pessoas chorando no altar ou mãos erguidas no auditório – mesmo que os ouvintes não sejam salvos ou que seu caráter não seja mudado nos dias que se seguem. Outro aspecto é a razão. Responder conscientemente ao motivo pelo que se compõe é determinante para quem o faz. E isso é que faz toda a diferença!

Mas essa contextualização é boa ou não?
Acredito que essa tal contextualização tem levado compositores, escritores e pregadores a compor, escrever e dizer o que seus “clientes” gostam, e não o que precisam. Eles não percebem que, agindo assim, perdem a inspiração divina e a própria criatividade.

Ainda existe espaço para grupos de louvor com visão missionária, como Logos e Vencedores por Cristo?
Com toda certeza, ainda existe sim. O Senhor nos tem aberto portas em muitas denominações. Fazemos três grandes viagens todo ano, cada uma com duração de dois meses e meio, nas quais visitamos as igrejas diariamente. Nosso trabalho é evangelístico – e o que queremos é anunciar o Evangelho de forma séria, através de boa música e de mensagens claras e objetivas.

Como foi a viagem à África e como você avalia a realidade espiritual de lá?
Fomos convidados a participar de uma conferência para missionários brasileiros em Dakar, no Senegal. Resolvemos aproveitar a oportunidade para visitar também Guiné Bissau. Nos dois países, estivemos em igrejas, escolas e agências missionárias.  Os missionários brasileiros que atuam lá choraram ao ouvir as músicas que foram usadas por Deus no seu próprio chamado ou em momentos marcantes de seu ministério. A rea­lidade espiritual é a de um povo oprimido pela religiosidade. A tradição familiar é muito forte; ela tira a individualidade das pessoas, tornando muito difícil a absorção do Evangelho. Afinal, a Palavra de Deus apresenta uma nova tomada de posição espiritual. E uma mudança religiosa significa rompimento direto, não só com a religião predominante, mas, sobretudo, com a própria família.

O que você e o ministério Logos têm feito no sentido de dar contemporaneidade ao seu trabalho, evitando parar no tempo?
Bem, em primeiro lugar, temos seguido o exemplo da Bíblia, nunca mudando a essência do que fomos chamados a ser e a fazer. Temos também procurado usar os instrumentos modernos em nossa música. Ao dizer isso refiro-me tanto aos instrumentos que são pessoas, quanto aos instrumentos que são coisas; porém, sempre tomando o cuidado de não permitir que um ou outro assuma o centro das atenções. Estamos conscientes de que, quando a performance ofusca o brilho do conteúdo, só resultados superficiais são colhidos.

Quais são os artistas que hoje atuam e que chamam sua atenção positivamente pela postura e pelo ministério?
Há vários adoradores no meio artístico. Eu prefiro não citar nomes para evitar injustiças, mas resumo minha resposta afirmando que os que chamam a minha atenção são aqueles que têm um compromisso verdadeiro com o Senhor e fazem de suas vidas a maior expressão daquilo que pregam.

É correto alguém dizer que a música é um ministério? Qual seria a base bíblica para tal afirmação?
Vivemos dias em que as nomenclaturas fazem parte de um complexo esquema organizacional. Não creio que isso, em si, seja mau. E é verdade que cada crente tem que achar o seu lugar funcional na obra. Mas a incompreensão do uso de um ministério pode trazer orgulho ou desajuste na função de alguns. A Palavra de Deus nos ensina sobre dons, serviços e ministérios. Entendo que existe aí uma sequência lógica, onde o dom é a capacidade espiritual que o Senhor dá a cada um, segundo o seu propósito, como, por exemplo, a misericórdia. Já o serviço é o meio pelo qual aquele dom é manifesto, como o diaconato. E o ministério é o que é executado no final dessa sequência. Quando isso é entendido, os ministérios voltam ao seu lugar de trabalho, perdendo a característica perigosa de ostentação.

E quando esse entendimento é jogado para escanteio em nome do mercado?
Se eu não tivesse certeza de que este veículo de comunicação circula na Igreja, pularia esta pergunta. Testemunhar de coisas que não são boas não me traz alegria. Acho que as coisas ruins que eu tenho testemunhado são frutos de falsas conversões e de distorções daquilo que alguns chamam de “ministério”: A ganância por posição, popularidade, fama e dinheiro é absolutamente antagônicos ao caráter do Reino de Deus e em momento algum reflete o ministério daquele em quem nos espelhamos, Jesus. Quando sei dos valores que alguns “homens de Deus” cobram para fazer algo “em nome de Jesus,” sinto-me enojado. Não fora minha consciência de ministério, eu me sentiria ultrajado como servo. Mas isso também não me surpreende; a Bíblia está repleta de admoestações relativas a esse tipo de pessoas. Muitos se escandalizam por um político que esconde dinheiro nas meias, não é? Pois isso é muito pouco diante de “servos” que o escondem no coração.

Com a decadência da indústria fonográfica gospel, qual o panorama que se desenha para o futuro? As grandes gravadoras e grupos do segmento estão com os dias contados?
Depende. Acho que, pela ordem natural das coisas, tanto a indústria como o comércio fonográfico terão que fazer adaptações severas. Alguns conseguirão sobreviver; outros, não. O uso da tecnologia moderna é um fator básico do desenvolvimento. As indústrias correrão sempre nessa direção e farão as adaptações necessárias para driblar a crise, abrindo assim um novo cenário. Creio ainda que, diante do mercado paralelo crescente – a pirataria – e com o advento da internet, os valores e condições de pagamento dos produtos dessa indústria se ajustarão a um modo cada vez mais pessoal, fácil e ágil, que satisfaça perfeitamente ao cliente. Isso acabará resultando em maior consumo.

Você tem uma postura crítica em relação à apropriação comercial da música evangélica, particularmente por parte das grandes gravadoras do segmento?
Não sou contrário a essa apropriação da música em si, porque os direitos de um contrato são mantidos por lei. Minhas críticas são por outros motivos. Tenho certeza de que a parte comercial de uma gravadora – evangélica ou não – sempre dará prioridade ao lucro. É o lucro que a fará conquistar o mercado, e por causa disso a visão ministerial, ainda que exista, será considerada em um plano inferior. Não vejo problema em que se venda a Bíblia no bar da esquina. Ora, qualquer um pode vender o que quiser; a diferença, para mim, está só na razão pela qual se faz isso. E é aqui que eu vejo o problema mais sério, quando o conteúdo de uma música realmente cristã não é o produto desejado para ser difundido pelas gravadoras chamadas evangélicas. Vale qualquer coisa, desde que resulte em grana!  Então eu pergunto: Onde está a visão do Reino nesse negócio?

O Logos teve uma passagem pela Line Records, gravadora ligada à Igreja Universal do Reino de Deus. O que representou para você aquela experiência?
Quanto à Line Records, sempre tive e tenho por ela profundo respeito. Nunca o Logos foi destratado ali e não há nada pendente em relação ao contrato que fizemos, que foi de distribuição. Tanto, que a previsão do contrato era de dois anos, mas nossa relação perdurou por mais quatro anos além do que foi assinado. Aqui, preciso ressaltar que, embora pessoalmente, discorde de certas práticas e costumes da Igreja Universal – algo, aliás, nunca escondido e respeitado em nosso relacionamento –, reconheço que eles foram sérios conosco, e somos gratos por isso.

Se uma grande gravadora propusesse hoje ao Logos um contrato vantajoso, qual seria sua resposta?
Olha, se uma gravadora vir o Logos como um grupo sério e maduro, que goza de respeito e aceitação por parte de várias denominações em todo país, não haverá impedimentos para uma aproximação. Temos princípios, mas nunca estamos fechados a contratos se a visão do contratante for de fato, ministerial, independentemente da competitividade artística do momento.

Como está a situação do ministério em termos de viabilidade financeira?
Bem, somos uma missão, e realmente sem fins lucrativos. Isso significa que sempre estamos com nossas contas em dia e nunca temos recursos antes de projetos. Funciona assim: temos projetos antes de recursos. Mas não estranho isso; acho que é coisa de Jesus, mesmo... Aprendemos com ele a ver pães e peixes serem multiplicados. Então, quando saímos, fazemo-lo como trabalhadores que o representam, e não como artistas e empresários.

Como é o seu processo de composição?
Eu componho após pensar: pensar na minha própria vida, na vida das pessoas, nas necessidades; e sempre trago essas coisas diante da Palavra de Deus, que me diz o que fazer, ou como ir adiante. Evidentemente que os talentos natos vindos do Senhor afloram e a excelência de quem quer adorar não permite a futilidade. Sei que, se eu for superficial e não verdadeiro, os resultados do que estou compondo serão também assim.

É difícil conciliar essa busca por autenticidade com a necessidade de vender CDs?
Veja, o comércio não é pecaminoso, como também o dinheiro não é. O que faço com ele é o que me diferencia. Não componho para ganhar dinheiro, mas sei que vender os trabalhos é o modo de fazê-los chegar a quem preciso atingir. Sabemos que o trabalhador é digno de seu salário. Não é pecado ser bem remunerado. As pessoas pagam entradas para assistir jogos de futebol, peças de teatro e filmes no cinema. Nada mais justo do que remunerar o artista segundo a arrecadação que ele mesmo produz. Mas fazer missões é outra coisa!

Em sua opinião, é lícito ao músico cristão tocar profissionalmente fora da igreja? Isso não seria desvirtuar o talento dado por Deus?
Vamos por partes. Primeiro, é preciso compreender que a música é um talento, e não um dom espiritual. Como talento, ela não é santa em si mesma. Há coisas lindas compostas por artistas descrentes. Depois, é preciso pensar que a música é também uma profissão artística reconhecida em todo mundo; portanto, qualquer pessoa que tenha esse talento pode exercer essa profissão, sendo crente ou não. Há, entretanto duas grandes observações aqui. A primeira é que o músico crente, como qualquer outro profissional que conhece Jesus, tem que ter a sua vida santificada ao Senhor. Isso implica no seu testemunho comum de crente e na santificação de seu caráter de forma geral. Então, se ele cantava palavrões ou obscenidades quando não era crente, agora, com Cristo, terá de mudar essas coisas. A outra observação tem mais a ver com o chamado ministerial, e creio ser este o ponto mais importante. Se um músico, após a sua conversão, receber de Deus um chamado de dedicação total à obra e atendê-lo, então, também como qualquer outro profissional, estará à disposição do Senhor para servi-lo e por ele ser sustentado, não mais como um artista lá fora, mas como um servo no lugar onde estiver servindo.

É cada vez mais comum músicos populares no segmento secular dizerem-se convertidos ao Evangelho, logo engatando uma carreira art´stica entre os crentes. Qual o resultado disso?
Se forem verdadeiramente convertidos pelo Espírito Santo, e, como consequência disso, deixarem-se discipular como qualquer outro pecador rendido ao senhorio de Cristo, poderão ser usados pelo Senhor, a despeito do que foram ou fizeram. Se assim não for, será simplesmente uma troca de posicionamento profissional.

Por outro lado, gravadoras seculares andam de olho e até contratando nomes mais expressivos do gospel nacional. Como um músico evangélico deve se comportar diante de uma proposta como essa?
Para qualquer músico eu diria que, caso a proposta seja boa, agarre-a com todas as suas forças. Mas, se o músico em questão for um crente verdadeiro, ele deve saber aproveitar a oportunidade, mas nunca negociando seus reais valores.

Sem uma igreja ou ministério provendo sustento, e sem pagar “jabá”, o grupo Logos ainda toca em rádios?
Acho que sim. Deus é fiel, não é? Ele nos deixaria viver para pregar para paredes? Acho que não! Então, nossa música será ouvida até que ele queira, mesmo que já não estejamos mais aqui.

Autor da minha fé é uma das composições mais conhecidas de seu repertório. A letra fala sobre a segunda vinda de Cristo, tema meio esquecido ultimamente. Você acha que a música evangélica no Brasil perdeu seu papel profético?
Não posso generalizar o que acontece nos púlpitos, até porque, devido ao trabalho de viagens evangelísticas, estou mais tempo pregando do que ouvindo pregações. Mas, com certeza, reconheço que o assunto não figura entre os temas mais abordados.

Como você vê a formação musical nas igrejas e nos seminários?
Há várias igrejas que estão trabalhando isso. Conheço também algumas escolas voltadas nessa direção. No seminário onde estudei, embora não se tenha, especificamente, ensinado sobre os temas louvor e adoração, recebi as bases para ser um verdadeiro adorador.  E é isso que, desde então, tenho procurando ser. Mas o que tenho constatado é que a dificuldade maior hoje não está em treinar musicalmente os alunos, capacitando-os e ensinando-lhes posturas de um ministro de louvor. O problema é quais são seus modelos. Certamente, o que esses alunos considerariam como referência seriam aqueles que estão na mídia, fazendo shows. Eles desejariam imitar seus gestos, seus jargões, seu tipo de música e até suas roupas.  Assim, se tivéssemos que prepará-los de acordo com a modernidade do ministério, teríamos que ensinar-lhes matérias como presença de palco, expressão corporal, vestuário artístico e um vocabulário de palavras de ordem, além de estimulá-los a moldar suas músicas ao que está “rolando” hoje. Mas é disso que a Igreja está precisando ou é isso que a está afastando cada vez mais do genuíno papel da música evangélica?

Você já disse em várias ocasiões que é contra a cobrança de cachês por cantores evangélicos. Como o ministério Logos se sustenta financeiramente?
O Logos nunca cobrou cachê, e por princípio nunca o fará. Em todos esses anos de trabalho, sempre usamos o bom senso para termos as necessidades da missão supridas, sem colocar uma corda no pescoço de ninguém. Todos os pastores que nos conhecem, no Brasil ou fora dele, recebem o Logos com confiança. O que praticamos é uma taxa chamada de manutenção que qualquer igreja pode absorver. Ela cobre gastos com as viagens, que fazemos a bordo do nosso ônibus, com toda a equipe e equipamentos, aos lugares mais remotos do país.

O que você acha que deve acontecer com a música evangélica brasileira daqui para a frente?
Não quero responder com pensamentos previsíveis, mas com desejos de alma. Eu sonho com uma música diversificada em estilos e mensagens, que atenda as reais necessidades das igrejas. Sonho com bons músicos, crentes de verdade, que rendam seus talentos ao Senhor e testemunhem com suas vidas o caráter de verdadeiros adoradores. E, finalizando, sonho com uma Igreja que permaneça fiel diante dos modismos sufocantes da falsa contextualização.


Fonte: Cristianismo Hoje 

Valeu


MUITO OBRIGADO 
5.000 VISITAS 


Sendo ainda uma criança na web, mas entrincheirado com outros companheiros de, na luta contra o avanço do Avangelho que se comercializa em muitas casas de "oração". Valeu mesmo espero sempre contar com vocês nesta luta e vamos mais além, vamos propagar o puro e simples evangelho de Jesus, sem teatro e sem  mascaras apenas ele mesmo simples e completo. Muito Obrigado Painho, muito obrigado Jesus.

Lampejos do Reino I



PLC 122 é engavetado. Novo texto é redigido com a ajuda de parlamentares evangélicos

  
O PLC 122 Projeto de Lei que criminalizava a “homofobia” no Brasil, foi “paralisado”. A senadora Marta Suplicy explicou que “não se trata de arquivar o PLC 122, mas preparar um substitutivo para ele”.
O novo texto foi criado pelos senadores Demóstenes Torres, Marcelo Crivella e pela própria Marta Suplicy. Apesar de não assinar como um dos autores, o senador evangélico Magno Malta também participou de reuniões sobre o projeto de lei que será apresentado nos próximos dias ao Senado. Representantes da ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros) também integraram reuniões.

Nesta nova proposta, discursos que condenam a homossexualidade não entraram no texto – esse era o maior impasse, já que fere a Constituição brasileira quanto às liberdades religiosa e de expressão. O texto atual condena crimes homofóbicos violentos, discriminação no trabalho, em ambientes comerciais ou repartições públicas e violência doméstica. O mesmo também penaliza com maior rigor gangues que pratiquem ou incitem a violência contra homossexuais e transexuais. Porém, o artigo 3 ainda causa alguma polêmica, pois condena a um a três anos de prisão quem “deixar de contratar alguém ou dificultar a sua contratação, quando atendidas as qualificações exigidas para o posto de trabalho, motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero”.





Leia o novo texto na íntegra:

Emenda CDH (Substitutivo)
Projeto de Lei da Câmara 122, de 2006

Criminaliza condutas discriminatórias motivadas por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero e altera o Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal para punir, com maior rigor, atos de violência praticados com a mesma motivação.

O CONGRESSO NACIONAL decreta:

Art. 1º Esta Lei define crimes que correspondem a condutas discriminatórias motivadas por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero bem como pune, com maior rigor, atos de violência praticados com a mesma motivação.

Art. 2º Para efeito desta Lei, o termo sexo é utilizado para distinguir homens e mulheres, o termo orientação sexual refere-se à heterossexualidade, à homossexualidade e à bissexualidade, e o termo identidade de gênero a transexualidade e travestilidade.

Discriminação no mercado de trabalho
Art. 3º Deixar de contratar alguém ou dificultar a sua contratação, quando atendidas as qualificações exigidas para o posto de trabalho, motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero:
Pena – reclusão, de um a três anos.
§ 1º A pena é aumentada de um terço se a discriminação se dá no acesso aos cargos, funções e contratos da Administração Pública.
§ 2º Nas mesmas penas incorre quem, durante o contrato de trabalho ou relação funcional, discrimina alguém motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.

Discriminação nas relações de consumo
Art. 4º Recusar ou impedir o acesso de alguém a estabelecimento comercial de qualquer natureza ou negar-lhe atendimento, motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero:
Pena – reclusão, de um a três anos.

Indução à violência
Art. 5º Induzir alguém à prática de violência de qualquer natureza motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero:
Pena – reclusão, de um a três anos, além da pena aplicada à violência.

Art. 6º O Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal, passa a vigorar com as seguintes alterações:
“Art. 61……………………………………………………………………….
II…………………………………………………………………………………
m) motivado por discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.”

Art. 121……………………………………………………………………………..
§ 2º……………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………
VI – em decorrência de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.” (NR)

Art. 129……………………………………………………………………………
……………………………………………………………………………………….
§ 9o Se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade ou em motivada por discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.” (NR)

Art. 140……………………………………………………………………………..
“§ 3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero:
………………………………………………………” (NR)

“Art. 288……………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………
Parágrafo único – A pena aplica-se em dobro, se a quadrilha ou bando é armado ou se a associação destina-se a cometer crimes por motivo de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.

Art. 7º Suprima-se o nomem iuris violência doméstica que antecede o § 9º, do art. 129, do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal.

Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Sala da Comissão, Presidente”

***
Fonte: Uol / CPAD News. Divulgação: Confraria do Verbo 
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