terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Ainda existe Elias na terra



As bem-aventuranças dos pastores "idiotas"

   
 Por: Geremias do Couto

Bem-aventurados sois vós, "pastores idiotas", quando fordes xingados com este epíteto simplesmente por acreditardes no que disse Jesus: "Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem consomem, e onde os ladrões minam e roubam" (Mateus 6.9). Tal ato insano, ao invés de vos maldizer, mostra que ainda estais firmes na verdade.

Bem-aventurados sois vós, "pastores idiotas", que não sucumbistes aos "encantos" da teologia da prosperidade por compreender que "os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína" (1 Timóteo 6.9). Não vos entristeçais, nem penseis que estais sozinhos. Há muitos outros "idiotas" convosco, inclusive o apóstolo Paulo.

Bem-aventurados sois vós, "pastores idiotas", por não vos curvardes aos arautos que vos maltratam em virtude de crerdes que aos ricos deste mundo a Palavra de Deus ordena: "Não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas" (1 Timóteo 6.7). Tal maldição é, na verdade, um reconhecimento de que pondes a vossa confiança não nas riquezas desta vida, mas na abundância que vos é dada para a glória de Deus.

Bem-aventurados sois vós, "pastores idiotas", que resistis aos apelos dos que vos querem enredar com o brilho do ouro que perece, porque vós bem sabeis que é vosso dever continuardes a ensinar às suas ovelhas "que façam o bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente, e sejam comunicáveis" (1 Timóteo 6.18). Saibais que outros "pastores idiotas" iguais a vós foram já recebidos na glória e aguardam o precioso galardão.

Bem-aventurados sois vós, "pastores idiotas", porque não perdestes a visão da semeadura e, por isso mesmo, sabeis que não se ganham almas com o glamour das riquezas humanas, mas com a sementeira do evangelho. Sem esquecerdes da advertência da parábola do semeador, que diz: "Os cuidados deste mundo, e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera" (Mateus 13.22).

Bem-aventurados sois vós, "pastores idiotas", por não perfilardes o triunfalismo da pregação humanista, centrada no homem, que enriquece a quem prega e defrauda a quem ouve. Ainda que vos pareça estardes "fora do modelo contemporâneo", alegrai-vos porque continuais apegados ao modelo bíblico, que diz: "Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo" (Gálatas 6.14).

Bem-aventurados sois vós, "pastores idiotas", que embora injuriados pela vossa pregação "arcaica", ainda carregais no bolso do vosso coração a credencial de servo do Altíssimo, enquanto alguns já a trocaram pelas credenciais de semideus, arrogante e soberbo e usam-na ao sabor das circunstâncias para se locupletarem em cima da lã de suas ovelhas.

Bem-aventurados sóis vós, "pastores idiotas", que, enquanto alguns voam os céus do mundo em modernos jatinhos, trafegam as grandes avenidas em luzentes automóveis e se deleitam nos mármores de grandes mansões, o vosso prazer é estar junto das ovelhas, alegrardes com elas e, se preciso for, dar por elas a vossa própria vida. Não vos esqueçais que outros "idiotas" iguais a vós se encontram já no Reino do Pai.
  
Bem-aventurados sois vós, "pastores idiotas", que preferis o "prejuízo" da coerência, da fidelidade a toda prova aos princípios imutáveis da Palavra de Deus, do que sucumbirdes - ainda que tentados - às lentilhas que se vos oferecem para amenizar eventuais necessidades imediatas. Mais vale o pão dormido da consciência tranquila do que os banquetes da consciência aprisionada.
  
Bem-aventurado sois vós, "pastores idiotas", pelo modo como sois tratados por amor do nome do Senhor e por não vos enredardes pelo brilho passageiro da glória humana. Não sois melhores por isso, mas também não sois piores. Todavia, enchei o vosso coração de alegria porque o vosso nome faz parte da galeria dos heróis da fé que professam somente a Cristo e têm Deus como o bem maior da vida. Tende como lema o que Paulo ensinou: "Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos" (Filipenses 4.4).

Assina um "idiota" como todos vós.



sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Em nome de Guizus


Vi a imagem e pensei comigo mesmo "escrachada demais" mas em segundos percebi que lamentavelmente a imagem diz muito do que se passa no meio gospi atualmente. As ações dependidas de alguns Castores, vem deixando a imagem de crente mais suja que casa de pombo. Fico me perguntando até quando muitos de nós ainda a de preferir o silencio covarde a contestação corajosa em nome da pureza do evangelho?

O silencio e a vista grossa em muitas das ações corruptas que se seguem no nosso meio tem deixado um cheiro horrendo nas narinas de Deus e levado os homens a fazer piada. 

JC Silver 

Loucuras do Patriarca


O PATRIARCA APOSTÓLICO E A GAIOLA DAS VAIDADES
  Por Daniel Clos Cesar

Recentemente o sr. Renê, líder de uma igreja no estado do Amazonas (que obviamente não tem culpa), recebeu uma tal de “unção patriarcal”. Pouco antes disso, o agora apóstolo e patriarca, ordenou mais de duzentos homens e mulheres ao posto de apóstolo, dando uma clara indicação de que “apóstolo”, não é mais o topo da carreira eclesiástica na igreja brasileira.
Apesar de “criado” na igreja, conheci o Evangelho apenas em meados da década de 1990. Nesse período, todo tipo de ensandice surgia no seio da igreja evangélica brasileira. Os antigos cantores evangélicos atendiam agora por levitas, passado um tempo, os líderes desses levitas deixariam de ser apenas levitas para se tornarem ministros. Não muito tempo depois, alguns ministros tornaram-se no próprio ministério, e o que antes era uma prerrogativa da igreja como instituição, passou a ser do indivíduo.

Se em uma esfera hierárquica inferior aconteceu tantas mudanças em função tão somente de vaidade (e muito pouca espiritualidade), na esfera superior a loucura foi e é ainda maior. Pastor, bispo, presbítero e reverendo eram os títulos (ou cargos) atribuídos a tanto tempo quanto o próprio protestantismo (ou mesmo o cristianismo, excetuando-se a igreja romana com seus cardeais, pardais e andorinhas), uma que outra igreja criava alguma distinção no seu quadro, mas muito mais de cunho administrativo que “espiritual”. No entanto, embalados pelo mover “espirituoso” pós-moderno das últimas duas décadas, novos “cargos espirituais” foram revelados à igreja e iniciou-se uma frenética guerra de vaidades entre diferentes denominações, ministérios e visões.

Em uma entrevista anos atrás, outro líder religioso de nome Miguel, a quem se atribuiu o título de apóstolo-primaz, e que alega ser o primeiro no Brasil com tal “unção”, revelou que assim que se “consagrou” apóstolo tornou-se motivo de piada entre os outros líderes evangélicos, até então simples pastores, e que muitos desses que o ridicularizaram no passado agora respondiam por este mesmo “ministério”.

Acredito que o mesmo acontece agora com este senhor natural de Serrinha. Neste momento, provavelmente algum Paulo ou Silas está rindo do “amigo”: – Como ele se atreve? Patriarca? Não obstante, patriarca parece despontar em um futuro bem próximo como o novo rosa da moda gospel. Pois, se apóstolo já tinha virado lugar comum, que dirá agora que apenas uma igreja ordenou mais de duzentos? E se ele é patriarca de uma visão… quantas visões não pedirão seu próprio papa?

Mas infelizmente, são estes líderes os doutores do cristianismo contemporâneo.

Algum tempo atrás, enquanto assistia a um documentário da Missões Portas Abertas junto com alguns irmãos, descobri que nenhum deles fazia a menor ideia de quem era o irmão André ou o Portas Abertas. Nunca haviam lido nada a respeito dele ou de seu trabalho missionário atrás da Cortina de Ferro nos anos da Guerra Fria. É certo também, que poucos ou ninguém dentro desses movimentos “neopentecolescos” sabe quem foi James Hudson Taylor, Charles Thomas Studd ou mesmo o português João Ferreira de Almeida, que não apenas traduziu a versão da Bíblia mais lida no Brasil, mas também foi perseguido e condenado à morte pela inquisição por se opor energicamente ao catolicismo romano nas colônias ibéricas da Ásia.

A igreja brasileira e não a Igreja de Cristo (pela qual Cristo morreu) está podre por dentro e cheirosa por fora. Seus templos são sofisticados, seus apresentadores usam terno italiano (com exceção de alguns que gostam de usar coisas douradas ou prateadas que mais parecem fantasia do Cirque du Soleil) e andam em carros importados. Suas doutrinas no entanto são vazias, antropocêntricas e perecíveis, mas que atendem os desejos da massa mundana que enchem estes espaços de endeusamento de homens.

É lamentável… mas inevitável.

“Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas.” (2 Tm 4.3-4)
***
Daniel Clós Cesar é do tempo em que ministério era coisa séria e honrada e que a igreja ainda era pastoreada por pastores.

Fonte: Púlpito Cristão

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

É Proibido Pensar

Dentro do contexto dos assuntos que colocamos está semana, queremos compartilhar uma música do cantor e compositor cristão João Alexandre, É PROIBIDO PENSAR, muito apropriada para o momento de amordaçamento que alguns movimentos evangélicos vem fazendo contra a reação de cristão sinceros que lutam por um evangelho sem misticismo e ilusionismo. Vejam a letra e o  vídeo, desfrutem.

É Proibido Pensar
João Alexandre

Procuro alguém pra resolver meu problema
Pois não consigo me encaixar neste esquema
São sempre variações do mesmo tema
Meras repetições

A extravagâncias vem de todos os lados
E faz chover profetas apaixonados
Morrendo em pé rompendo a fé dos cansados
Com suas canções

Estar de bem com vida é muito mais que renascer
Deus já me deu sua palavra
E é por ela que ainda guio o meu viver

Reconstruindo o que Jesus derrubou
Re-costurando o véu que a cruz já rasgou
Ressuscitando a lei pisando na graça
Negociando com Deus

No show da fé milagre é tão natural
Que até pregar com a mesma voz é normal
Nesse evangeliquês universal
Se apossando dos céus

Estão distantes do trono, caçadores de deus
Ao som de um shofar
E mais um ídolo importado dita as regras
Pra nos escravizar.

É proibido pensar (5x)

Procuro alguém pra resolver meu problema
Pois não consigo me encaixar neste esquema
São sempre variações do mesmo tema
Meras repetições

Meras repetições
É proibido pensar

Aos amados Legalistas



Alguma coisa está muito errada

Em uma noite tempestuosa de outubro, numa igreja nos arredores de Mineápolis, centenas de cristãos se reuniram para um seminário de três dias. Comecei com uma apresentação de uma hora sobre o evangelho da graça e a realidade da salvação. Usando a Escritura, histórias, simbolismo e experiência pessoal, enfoquei a completa suficiência da obra redentora de Jesus Cristo no Calvário. O culto terminou com um cântico e uma oração. Deixando a igreja por uma porta lateral, o pastor e seu auxiliar espumavam de raiva.

—Humph, aquele cabeça-oca não disse nada sobre o que temos de fazer para ganhar a salvação! — disse o pastor. —Alguma coisa está muito errada — disse o auxiliar em tom de concordância. Dobrando-se aos poderes deste mundo, a mente deformou o evangelho da graça em cativeiro religioso e distorceu a imagem de Deus à forma de um guarda-livros eterno e cabeça-dura. A comunidade cristã lembra uma bolsa de obras de Wall Street, na qual a elite é honrada e os comuns ignorados. O amor é reprimido, a liberdade acorrentada e o cinto de segurança da justiça-própria devidamente apertado. A igreja institucional tornou-se alguém que inflige feridas nos que curam, em vez de ser alguém que cura os feridos. Dito sem rodeios: a igreja evangélica dos nossos dias aceita a graça na teoria, mas nega-a na prática.

Dizemos acreditar que a estrutura mais fundamental da realidade é a graça, não as obras — mas nossa vida refuta a nossa fé. De modo geral o evangelho da graça não é proclamado, nem compreendido, nem vivido. Um número grande demais de cristãos vive na casa do temor e não na casa do amor. Nossa cultura tornou a palavra graça impossível de compreender. Repercutimos frases de efeito como: "Nesta vida nada é de graça". "Cada um acaba ganhando o que merece". "Quer dinheiro? Vá trabalhar". "Quer amor? Faça por merecer". "Quer misericórdia? Mostre que é digno dela". "Faça aos outros antes que lhe façam". "Observe as filas nos órgãos assistenciais, os mendigos preguiçosos nas ruas, a merenda grátis nas escolas, os estudantes ricos com bolsas do governo: só os trapaceiros se dão bem". "Sem dúvida, dê a cada um o que merece — e nem um centavo a mais".

Minha editora na Revell contou-me que ouviu certa vez um pastor dizendo a uma criança: "Deus ama os bons meninos". A medida que ouço sermões com ênfase definida no esforço pessoal — toma lá, dá cá — fico com a impressão que uma espiritualidade "faça-você-mesmo" é a nova onda americana.

Embora as Escrituras insistam que é de Deus a iniciativa na obra da salvação — que pela graça somos salvos, que é o Formidável Amante quem toma a iniciativa — frequentemente nossa espiritualidade começa no eu, não em Deus. A responsabilidade pessoal substituiu a resposta
pessoal. Falamos sobre adquirir a virtude como se ela fosse uma habilidade que pudesse ser desenvolvida, como uma bela caligrafia ou um bom gingado numa tacada de golfe. Nas épocas de penitência, nosso foco é superar nossas fraquezas, livrarmo-nos de nossos entraves e alcançarmos a maturidade cristã.

Transpiramos debaixo de diversos exercícios espirituais como se eles fossem concebidos para produzir um Mister Universo cristão. Embora algum elogio nominal seja dirigido ao evangelho da graça, muitos cristãos vivem como se fossem apenas a sua disciplina pessoal e sua autonegação que deverão moldar o perfeito eu. A ênfase é no que eu estou fazendo cm vez de no que Deus está fazendo. Nesse processo curioso, Deus é um espectador velhinho e benigno que está ali para torcer quando compareço para minha meditação matinal. Transferimos a lenda de Horátio Alger1 sobre o homem que venceu pelos seus próprios esforços, o self-made man, para nosso relacionamento com Deus. Quando lemos no salmo 123: "Como os olhos dos servos estão fitos nas mãos dos seus senhores, e os olhos da serva, na mão de sua senhora", experimentamos uma vaga sensação de culpa existencial. Nossos olhos não estão fitos em Deus. No fundo somos pelagianos2 praticantes. Cremos que somos capazes de nos erguermos do chão puxando nossos próprios cadarços — que somos, de fato, capazes de fazê-lo sozinhos.

Mais cedo ou mais tarde somos confrontados com a dolorosa verdade da nossa inadequação e da nossa insuficiência. Nossa segurança é esmagada e nossos cadarços, cortados. Uma vez que o fervor passa, a fraqueza e a infidelidade aparecem. Descobrimos nossa incapacidade de acrescentar uma polegada que seja a nossa estatura espiritual. Começa então um longo inverno de descontentamento que, eventualmente, floresce em depressão, pessimismo e um desespero sutil: sutil porque permanece não diagnosticado e não percebido, e, portanto, não confrontado. Ela assume a forma de tédio e trabalho forçado. Somos esmagados pela normalidade da vida, pelas tarefas diárias executadas à exaustão.

Secretamente admitimos que o chamado de Jesus é exigente demais, que a entrega ao Espírito Santo está além do nosso alcance. Passamos a agir como todo mundo. A vida assume uma qualidade vazia e desprovida de contentamento. Começamos a lembrar o personagem principal na peça de Eugene O'Neill O Grande Deus Brown: "Por que tenho medo de dançar, eu que amo a música e o ritmo e a graça e a canção e o riso? Por que tenho medo de viver, eu que amo a vida e a beleza da carne e as cores vivas da terra e o céu e o mar? Por que tenho medo de amar, eu que amo o amor?”.

Algo está muito errado.

Nosso afã de impressionar a Deus, nossa luta pelos méritos de estrelas douradas, nossa afobação por tentar consertar a nós mesmos ao mesmo tempo em que escondemos nossa mesquinharia e chafurdamos na culpa são repugnantes para Deus e uma negação aberta do evangelho da graça....

 Extraído do Livro: “O Evangelho Maltrapilho” de Brennan Manning

domingo, 8 de janeiro de 2012

Amor Aquele


“Por que Deus amou o mundo de tal maneira” trecho de João 3;16

Deus amou. Muitas vezes essa afirmação é compreendida de forma meramente teológica, um clichê nos sermões e hinos, em momentos de aflição como palavra de consolo e de alento, mas a essência desta afirmação se torna algo distante na pratica do dia a dia. As contas que vencem, os insucessos da vida, aquilo que se queria ter não vem, e tudo mais da errado. As incompreensões sentidas e as frustrações de um momento ruim que não passa como sentir um amor que às vezes chega a ser mito, apenas peça de ornamento de uma vida cristã morta vazia e apenas pratica corriqueira em nosso viver?

Deus amou, em minha mente ao ler uma reflexão diária do livro de Brennan Manning ( Meditações para Maltrapilhos) a do dia 4 de janeiro, vejo que o amor de Deus deve ser sentido por mim e provado não com algo que ele vai fazer, mais sim por que ele fez e nunca deixou de fazer algo por mim. Deus de uma forma sublime se apropriou das mazelas humanas para me curar de minha falta de esperança nos momentos de solidão e fracasso, sentiu o desprezo dos seus para me dar forças na maldade dos meus quando sofro o escárnio do próximo, Deus se apoderou das chaves do inferno e da morte para me dar esperança, Deus fez o impossível por mim para mostrar que mesmo que se minha mãe me esquecer ele não vai esquecer-se de mim.

Posso vaguear na falta de visão das manifestações deste amor, mas meu nome este lá, gravado em suas mãos. Posso gemer na amargura de nunca ter uma boa casa e um bom carro, mas eu vou ser morador de um lugar que não vi, mas sinto que vou ser de lá. Talvez boa parte deste sentimento de miopia no amor de Deus seja culpa do sistema feudal que se coloca em muitas igrejas, onde apenas atrapalha, gerando uma massa de descontentes com um Deus que e muito mal compreendido por nós cristãos. Deus em sua palavra demonstra seu amor na cruz e em muitos milagres. Há um pequeno versículo que fala que ele chorou, sinto que Deus chora por mim, quando eu estou tão distante de um momento feliz.

Quando tudo que me cerca e dor e sofrimento seja por fala de saúde ou de momentos de bom lazer, acho que o amor de Deus deve ser notado em minha vida quando acordo e vejo que ainda posso ver a luz do sol que nasce. Quando ainda posso ir ao banheiro sozinho e andar ao meu trabalho sem muletas e sem rodas, não que isso seja algo a se alegrar aos que estão nesta situação e eu não, mas pelo fato de ter que reavaliar melhor minha solicitude, afinal Deus está em cada ponto bom que vejo em minha vida, e me guardando em cada sombrio caminho que ando.

Me vem a mente o trecho do salmo 23 que fala “ O Senhor é meu pastor, nada me alta”, acho que o meu cuidou bem de mim até agora, não me deixando ir fora do seu redil, mesmo quando os homens fazer de tudo para me tirar, e aqui vai caro leitor uma experiência para o neófitos no caminho da graça, vejam o amor de Deus e se apeguem nesta verdade que o amor de Deus é muito mais forte que os Montes de Sião. Caia nas garras da graça e se deixe levar pelos braços deste meigo Galileu. Sinta o amor dele como antídoto para o veneno da falsidade e hipocrisia e um revigorante quando não tiver mais forças para ver bondade na terra dos viventes.

Sinta no “Tudo está consumado” de Jesus o final de sua depressão e falta de amor, e veja que há mais além do que dor neste caminho ao céu veja que Deus te dará bom companheiros e amigos para nas noites escuras ser teu luzeiro e fiel caminhante. Deus me amou de tal maneira, ele me amou de uma maneira louca aos olhos humanos, pois ele me aceita, mesmo sabendo que nunca aqui na terra serei o que devo ser, mas mesmo assim me ama.

Desfrute

JC Silver



sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Apenas Sinta














O amor de Deus



1º de janeiro

O amor de Deus não depende de coisa alguma, e é o fato de não depender de nada que nos dá segurança. Bastava estarmos fiados em qualquer coisa que fizéssemos para que então, desabando essa “coisa qualquer”, o amor de Deus também ruísse. Mas com o Deus de Jesus isso jamais é possível. As pessoas que percebem isso conseguem viver de modo mais liberto e com mais plenitude. Lembra-se de Atlas, que carrega o mundo inteiro sobre os ombros? Temos também muitos Atlas cristãos que equivocadamente carregam o peso de tentar merecer o amor de Deus. Mesmo a simples observação da vida dessas pessoas é deprimente. Sabe o que eu gostaria de dizer ao Atlas? “Largue esse globo e dance sobre ele.” E para esses Atlas cristãos exaustos? “Largue sua carga e construa a vida sobre o amor de Deus.” Não precisamos fazer por merecer esse amor; nem somos responsáveis por sustentá-lo. É um dom gratuito. Jesus chama a plenos pulmões: “Venham a mim todos vocês, Atlas, que estão cansados e acham a vida um fardo, e eu os aliviarei”.

O SENHOR lhe apareceu no passado, dizendo:

Eu a amei com amor eterno; com amor leal a atraí”.
Jeremias 31:3

Extraído do Livro:

MEDITAÇÕES PARA MALTRAPILHOS - BRENNAN MANNING


Uma pequena observação desta realidade por parte da massa ordeira aos caprichos dos papas evangélicos faria os homens tremerem e o Deus Jeová sorrir de alegria.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Voltar a Crer




“Aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrario, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna.” Jo; 14




Certa ver o salmista Davi disse – “Torna Senhor a me dar alegria em tua salvação” uma colocação muito estranha para um homem que era segundo o coração de Deus, o que pode ter acontecido com o grande guerreiro de Deus, aquele que bailou ao ver as bondades de seu Deus? Não quero entra na questão em si de Davi, mas tomo como exemplo essa frase para expressar a pergunta que abate a minha alma em meio a profunda reflexão de tudo que vivi até hoje no meio evangélico. Vi o mover de Deus  tão doce que me faz pensar nos momentos passados, vi choro de alegria, vi a vitória de um derrotado, vi um sujo e enlameado ser colocado entre os reis.

Vi o que não tinha valor confundir os que são ricos e poderosos, vi os ossos se tornarem um grande exercito e vencer os medos e traumas no poder de um Deus glorioso. Entretanto agora me deparo com uma fera que espreita minhas convicções e minha fé, vejo um lobo voraz e faminto por minha alma, em suas garras estão venenos mortais que se cravadas matará a minha alma e rasgará a minha fé. Esta fera é a descrença na igreja e no evangelho que se prega e ensina em nossos dias, no lugar da sinceridade e doçura do evangelho nos deparamos com sagacidade, hipocrisia e voracidade dos cristãos, ávidos por poder e ascensão social e riqueza, a tão propagandeada benção de “Deus” aos seus filhos.

Não importa o quando de danos vá causar as ações, não importa se fico longe do Deus que falo, o importante é o resultado, afinal, ser abençoado é o mais importante. Somado a isso nunca se viu tanta hipocrisia no meio cristão, e me desculpe o meio pentecostal, mas, somos campeões neste tipo de procedimento, chega a ser uma atitude inata em certas pessoas, praticada sem muito pudor, tida com : Falta leve "os fins justificam os meios". O joguete do poder é a razão que move alguns ministérios, não mais a vontade de Deus.

Digo isso pois como sou do meio pentecostal, me deparo com alguns dias que me sinto um estranho no meio, vejo a igreja em “fogo” e me sinto intocado com tudo, desacreditado no “mover de Deus” que abala as pessoas que vejo, pois a minutos do fim tudo volta a mesma condição de vidas sem pudor de matar e jogar com as almas, a um olhar volta-se a mentir e enganar em nome do bem estar próprio, me vem a mente a inevitável questão: Como, a mesma boca que louva a Deus mata e pratica genocídio em proveito próprio? Nos tornamos donos da igreja, determinamos quem deve ficar em nosso meio e quem não pode ficar, isso se evidencia quando vemos as famílias dos coronéis do poder na igreja, ditando até mesmo o que o pastor deve ou não fazer e pensar.

Diante disso me sinto enfadado em caminhar para a instituição chamada igreja? Como achar Deus em um lugar tão insípido, notório apenas pela grandeza e poder monetário que tem, afinal saímos do status de apenas crentes para evangélicos, das igrejinhas de esquinas para os mega ministérios, com poder de mídia internacional. Somos agora Globais estamos na telinha e a globo agora tem tudo a ver conosco afinal Promessas está ai pra gente ver que conseguimos o que queríamos evangelizamos a TV. Grande conquista, mas estamos perdendo em nosso próprio terreno para o grande inimigo da igreja.

Parece que estou vagueando entre assuntos, mas não estou, se profundamente analisarmos tudo o que disse veremos que está tudo ligado, estamos perdendo a essência do evangelho, o mundo está na igreja, as denominações estão perdendo o seu papel de anunciadoras do caminho da salvação e abrigo da verdadeira igreja, para se tornarem meras instituições sociais e barganhadoras de poder e favores que claro, são em muitas vezes aos lideres e não aos membros.

O vazio campeia os cultos mesmo com tanto barulho e apenas isso, barulho. O povo quer ser o ator principal no palco, os hinos alimentam o sentimento de revanche e vingança que claro vai ter sabor de mel, pois Deus é meu exterminador do presente faz o que eu “oro”, e não vai me deixar ser envergonhado. Assim respaldo a minha declaração de que é apenas barulho e nada mais que isso, agora já me sinto menos culpado, pois vejo que o verdadeiro mover de Deus não é apenas barulho, mas sim ações que mover o coração de Dele.

Vejo com muito temor o futuro da igreja aqui na terra, em foco o movimento pentecostal, que fatidicamente ira ruir se não mudar sua conduta, as ações de alguns lideres e pastores estão ruindo o sentimento de apego e respeito que os membros tem pelo movimento. O momento é de mudança ou então de ruína e não cataclísmico em minha afirmações,pois elas se baseiam nos fatos noticiados e vividos localmente, a incoerência das afirmações e ações e o discurso que não condiz com a pratica, a crise de caráter está alocada e não é mais uma previsão futurística, o próximo passo para isso é as ações separatistas é cá entre nós já começaram.

Deus ajude a verdadeira igreja na terra dos homens.

JC Silver



Bom Samaritano


Ano novo vida nova, nova oportunidade de sair do cômodo evangelho Gospi. Até que ponto vai sua paixão pelas almas, qual sua visão diante do sofrimento alheio? Você se chocaria com o que ele fez ou pensaria sobre sua vida tranquila e feliz no evangelho de Jesus? Veja pense e mude, precisamos mudar.
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