segunda-feira, 7 de maio de 2012

Não Ameis o Mundo I



 “Não ameis o mundo nem as cousas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo.” (1 João 2.15-16)

Porque amamos tanto o mundo que nos cerca? Freneticamente buscamos as melhores coisas deste mundo como se o melhor de Deus se acomodasse a esta realidade sem sal e plástica. Pisamos a terra com uma eterna vontade de possuí-la como se aqui fosse nossa morada final, ao contrario do que Cristo fez ("Eu vim não para ser servido, mas para servir e dar a vida por resgate de muitos" Mc 10,45). Cristo tinha todos os pretextos para requerer o melhor deste mundo, para ser servido e tomar os reinos da terra para si,  mas ele não o fez e assim descreve o apostolo João em I João 3:8 que Cristo o milagre do amor veio para libertar-nos das obras do diabo. “... para isto o Filho de Deus se manifestou, para desfazer as obras do diabo”. Cristo tinha em mente que o mundo com toda a sua exuberância está tomado pelas obras do inimigo, que sua beleza nos chama para uma trilha de destruição e morte. “O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir” Jo 10:10a.

Nestas palavras vemos o que o mundo tem a oferecer, então porque uma vez provado do verdadeiro tesouro que nos espera, temos a intenção de construir castelos e feudos na obra do Senhor e se assenhorear daquilo que não é nosso e que, no sentido que se percebe deste mesquinho esquema de dominação, uma nova roupagem dos agentes legalistas da entrada aos céus que, na época de Cristo se chamavam fariseus. Cristo nos deu uma missão muito maior, uma tarefa de levar a mensagem que liberta os cativos e que muda vidas. “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão.” Marcos 16:15-18

Não podemos nos deixar levar pelos sentimentos de querer ter um relacionamento de meritocracia com Deus, temos que ter o céu como nosso alvo de lutar, querer as glórias da terra é apenas uma forma de ter os holofotes humanos e perder os olhos do Pai em cima de nós. Ignorar que os sentimentos do mundo hoje permeiam o seio de muitas igrejas é fazer o Senhor se irar. “...Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele...”

“...a concupiscência (ou desejo) dos olhos....”
Os olhos são a candeia do corpo assim falou Jesus "A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz; se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!" Mateus 6.22-23. 
Fiz questão de mostrar na integra esta passagem para mostrar na bíblia o que é um conceito em vender algo, fazer a propaganda ser a alma do negócio. Durante toda a existência humana o diabo tem usado este principio que o próprio Senhor mostrou “Os olhos a candeia do corpo” no jardim do Éden foi à primeira investida e a mais devastadora. Em Gn. 3 1-6 vemos a serpente fazendo a propaganda do negócio que nocivamente vem escravizando toda a raça humana até hoje: a busca por ser Deus e ter todo poder, note que nos versículos anteriores ao seis, o diabo faz toda uma argumentação tentadora com relação ao que acabo de falar:

Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal”. Gênesis 3:5

Tenho em mente que a possibilidade de saber sobre o bem e o mal na mente de Adão e Eva daria a eles o poder de decidir suas vidas e também de ser criador. Apenas imagino que tal pensamento poderia ter passado na mente dos mesmos. A difusão de evangelhos alternativos em que, o que vale é o que se torna praticável aos olhos, dando ao homem o direito da palavra final, e a Deus apenas o agente paparicador do “filho de Deus”. Deus nestes modelos de evangelho também atua como garçom, a sua palavra meramente especulação para um viver na “sua vontade”.

Isso não é coisa nova, a história nos mostra que o homem em “nome de Deus” os tais arrogavam para si o poder temporal, o direito de reinar os homens como deuses, eternizar os nomes nos livros da história humana. Tento pensar por que o desejo de ser maior que Deus vem tanto na mente humana, a origem sabemos que teve com o diabo, e imagino que nossa natureza caída propicia terreno fértil para este sentimento diabólico.

Nunca seremos Deus, e nossa vida aqui na terra não nos foi dada para requerer nada além daquilo que Deus nos deu e nos dará. Usar o nome de Deus para fundar reinos e feudos na igreja do senhor é se condenar a uma eternidade sem Deus e sem a verdadeira riqueza. Nunca teremos um reino inabalável, sempre que quisermos ter reinos na terra haverá guerra no arraial de Deus. Continua....

Xápiç Eirêneuô
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