quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A galera que visita o Confraria do Verbo dentro e fora da Terrinha. sempre tendo muito carinho em acompanhar os nossos posts. Mandem recados pra que a gente possa conhecer melhor os nosso amigos de longe. Que Deus abençoe a todos um grande abraço.

Projeto @me sua família



Ame sua família é uma iniciativa para mobilização de resgate do valor família. Da importância da família na sociedade que hoje é colocada sua estrutura como antiquada e insuficiente para a formação e sustentação do individuo, como o amor familiar que pouco a pouco se mostra escasso neste meio. As redes sociais realmente foram um grande avanço no relacionamento das pessoas encurtou distancias e tornou possível a interação de muitas pessoas ao mesmo tempo, mas, perdemos a vontade de ter o outro, de ter uma interação real e singular, e por que isso?  

Não queremos ver nem mostrar imperfeições. A sociedade moderna vive uma  eterna busca pelo perfeito, do corpo perfeito do rosto perfeito do amor perfeito, isso tudo embalado pela forte influencia da mídia tanto alternativa com web e outras, como as de massa: tv, rádio, revista e jornais (aqui na paraíba tem em minha visão o maior exemplo desta deplorável indústria do perfeito, que é o periódico Já, que na minha opinião é, altamente nocivo a saúde do casamento). 

Os filmes em sua maioria do gênero romântico mostram a perfeição nos relacionamento como algo acessível, se percebe que no final tudo da certo, não que isso não seja o ideal, mas, os acertos estão mais relacionados com os esforços pessoais e, diretamente ligado ao status financeiro bom. Isso falo da indústria Hollywoodiana, a nossa indústria tupiniquim de perfeição plástica não fica atrás, veja Malhação desde sua estreia até hoje, os relatos de vidas dos personagem mostram classes sociais diversas frequentando o mesmo colégio particular mas será que o padrão de classe C apresentado em Malhação condiz com a realidade?

Rotos perfeitos e corpos sarados e pessoas sempre se dão bem no final. Nas redes sociais percebo que estamos querendo viver à ilusão da mídia. Chegamos à era dos Fakes.  Em uma definição que vi no fórum Yahoo me deparei com uma sentença que mostra na real o que significa ter um fake: “ter um perfil desses, é como se o individuo vestisse uma fantasia, podendo ser o que quiser”. Isso deixou de ser uma ação isolada e virou prática comum a todos. 

Nos fakes, escondemos nossos defeitos físicos e até de personalidade e nos moldamos à realidade do outro, não de forma doadora, mas de forma a chegar ao objetivo de conquista, ou seja, o ser humano passa a ser o nosso resultado final e não a troca de experiências e emoções verdadeiras. Mas tudo isso foi falado para entendermos um pouco o que a está acontecendo nos relacionamentos familiares hoje. Como não queremos mais mostrar nem ver os defeitos que o outro tem cada vez mais o relacionamento familiar se torna intolerante, os defeitos são visto de forma a inviabilizar toda e qualquer tentativa de se relacionar com o meu familiar.

As relações se tencionam porque os objetivos não são alcançados de forma satisfatória, uma vez que o resultado final no caso da relação familiar depende da doação voluntária de ambas as partes com desgaste para ambos, pois neste ponto a renuncia de certas razões e queres se faz necessária, e o resultado muitas vezes beneficia ambos, mas teve a doação de um mais que o outro. Vejo crescente a cultura fake sendo muito influente na vida real, nos relacionamentos e nas atitudes, o que se torna danoso a partir do momento em que alguém se mostra realmente como é. 

A relação familiar cada vez mais se fixa na base dos resultados positivos para o que me  interessa e o que agrada meu ego. Não é de se espantar já que o egocentrismo está ligado à cultura fake. Perceba que isso tem relação direta com a fragmentação do relacionamento familiar se não veja como seu cérebro responde a esta pergunta: Você tem mais facilidade de expressar afetividade a um irmão ou irmã, filho ou filha, pai ou mãe, marido ou mulher do que a um conhecido no Orkut? Você sente-se a vontade para dizer que ama: pai, mãe, filho, filha, esposa, esposo?

Perceba que tiramos horas e horas fazendo depoimentos e álbuns para conhecidos numa fase de nossa vida, mas o engasgo e palpável na hora de dizer apenas te amo a um familiar por quê? O relacionamento familiar requer autenticidade e tolerância, requer esforço e abnegação. Deixa de ser motivo de amor o familiar por ter uma forma de ver diferente e contrariam ao nosso ego, os interesses falam mais alto e a comunhão familiar e relegada a nada.

Este movimento tem como objetivo lançar uma semente de retorno ao bom relacionamento familiar, nãos e coloca como solução do caso, pois só Deus e nossos esforços isso pode ter uma guinada para uma melhor aceitação do outro dentro de casa. Por isso faça hoje mesmo uma declaração em suas redes sociais para seus familiares e mais do que isso deixe um recado pessoal no coração de seu familiar, diga a ele que o ama incondicionalmente. 

Jo 3:16 Medite.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Fósseis do Movimento Pentecostal (Redescobrindo a História)


Como foi o surgimento do Pentecostalismo Fatos notáveis e pouco conhecidos sobre os primeiros anos do Movimento Pentecostal. Por Christian History & Biography


Certa vez, a revista Time listou os cem maiores eventos do segundo milênio e colocou o Pentecostalismo em 68o lugar. O Dicionário do Cristianismo na América diz que o Pentecostalismo é “o desenvolvimento mais significativo do Cristianismo no século XX”.

Apesar de muitos considerarem o Reavivamento da Rua Azuza (1906) como o nascimento do Pentecostalismo moderno, o falar em línguas teve lugar em duas reuniões santas anteriores, uma em Topeka, Kansas, em 1901, e a outra em Cherokee Country, Carolina do Norte, em 1896.
É difícil dizer qual é a denominação pentecostal mais antiga. A Igreja Santa Unida e a Igreja de Deus (ambas de Cleveland) apontam para raízes pré-pentecostais antes de 1886. a Igreja da Santidade Pentecostal, tem raízes pentecostais antes de 1879, e foi a primeira a adotar uma Confissão de Fé Pentecostal, em 1908.

Os primeiros pentecostais afirmam que o dom de línguas não foi primeiramente o ato de falar línguas celestiais (glossolalia), mas sim, outras línguas humanas (xenolalia). Qual o propósito? Um dos primeiros líderes, Charles Parhem, disse ,“eu senti por anos que nenhum missionário que saía aos campos estrangeiros podia pregar na língua dos nativos, e que se Deus sempre havia equipado seus ministros dessa forma [pela xenolalia], ele podia fazer isso hoje”. Apesar de algumas histórias sobre xenolalia existirem, elas não foram confirmadas.

Muitos dos primeiros pentecostais eram pacifistas. Quando a Primeira Guerra estourou, alguns pentecostais clamaram por um “grande conselho de paz”, onde eles poderiam expor sua oposição contra a guerra. Todas as grandes denominações pentecostais, em algum momento, adotaram uma resolução pacifista.

Os pentecostais têm sido tão rígidos quanto fundamentalistas quanto ao comportamento social. Além de acabar com vícios como o álcool, tabaco, e cinema, eles criticaram as gomas de mascar, os vestidos de manga curta, bebidas leves, e gravatas. No Brasil por muitos anos proibiram seus membros de ver televisão e as mulheres de se maquiarem.

Apesar disso, a maioria dos pentecostais veio da classe trabalhadora, um movimento que cresceu entre os pobres e pessoas à margem da sociedade. Os primeiros pentecostais ensinaram uma “teologia dos pobres”, interpretando seu notável crescimento como um favor especial de Deus sobre os pobres.

A harmonia racial marcou os primeiros estágios do movimento: o Reavivamento da Rua Azuza foi liderado por um negro, William Seymour, e negros e brancos adoravam a Deus e compartilhavam a liderança da igreja. Como um historiador pentecostal observou: “A fronteira de cor foi lavada no sangue”.

Os pentecostais encontraram ocasião para argumentar e discordar entre si sobre quase todos os assuntos, desde a proibição da carne de porco até a doutrina da Trindade. O resultado: hoje, mundialmente, existem mais de 12 mil denominações pentecostais ou carismáticas.

Existiam muitas mulheres pastoras e pregadoras nos primeiros anos do movimento, e a pentecostal mais conhecida do século XX foi a evangelista Aimee Semple McPherson. Outra pregadora famosa foi Maria Woodworth-Etter, que certa vez argumentou, “este é o tempo para as mulheres deixarem suas luzes brilharem; para exporem seus talentos que foram travados pela ferrugem, e usá-los para a Glória de Deus”.

Para muitos pentecostais, línguas e curas têm sido recursos para grandes finalidades. Como um moderno líder pentecostal colocou, “apesar de todas as suas contradições, os pentecostais não gastam todo seu tempo falando em línguas, eles tem insistentemente tentado trazer pessoas a Cristo”.
A maior igreja pentecostal do mundo está na Coréia do Sul: a Igreja do Evangelho Pleno de Yoido, pastoreada por David Yongii Cho. A igreja tem mais de 800 mil membros. A Assembleia de Deus do Brasil, tem cerca de 15 milhões de adeptos, dividida em várias congregações, diferentemente da igreja coreana, que é concentrada em apenas um templo.

O Pentecostalismo se tornou o grupo cristão de crescimento mais rápido do mundo. Com aproximadamente meio bilhão de adeptos, ele é, depois do Catolicismo romano, a maior tradição cristã.

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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Timotinho Cabral de Cristo





Pastores que oprimem Jornalista lança livro em que aborda a questão do abuso espiritual praticada por líderes contra seus fiéis. Por Joanna Brandão


Adriano era um profissional com futuro promissor. Advogado formado pela prestigiada Universidade de São Paulo, a USP, ele ainda ocupava a função de obreiro na igreja que frequentava. Aspirava ao pastorado – o que, conforme a própria Bíblia é uma excelente opção para o crente. Fiel ao seu líder espiritual, Adriano costumava seguir seus conselhos e determinações à risca, entendendo que desta forma estava agradando a Deus. Chegou a fazer um voto público de lealdade ao dirigente. “Ele fazia uma espécie de mantra em torno do versículo que diz que quem honra o profeta recebe galardão de profeta”, lembra. Gradativamente, o jovem obreiro passou a negligenciar suas responsabilidades fora da igreja, como o trabalho e o cuidado com a família, tudo em prol daquele seu voto. Submetia-se a condições duras, enquanto o pastor não se furtava a luxos como mesas fartas e carros importados. A mulher e os dois filhos de Adriano acabaram abandonando-o, não suportando o controle exercido pelo pastor sobre sua vida. Frustrado, o advogado fraquejou na fé, envolveu-se com outras mulheres e acabou engravidando uma delas.

A vida do rapaz virou do avesso. Hoje, Adriano aguarda o nascimento do bebê inesperado e preocupa-se com o baixo orçamento e a impossibilidade de rever constantemente os filhos, que vivem com sua ex-mulher. “É uma loucura o dano que meus filhos sofreram por causa disso tudo. Não há indenização que pague o que esse pastor causou em minha vida”, desabafa. Este e outros relatos, verídicos apesar da omissão dos nomes verdadeiros, constam do livro Feridos em nome de Deus (Mundo Cristão), da jornalista evangélica Marília Camargo César. A partir do depoimento de gente que se considera vítima de líderes religiosos autoritários, a autora realiza um estudo sério sobre essa realidade, analisando as diferentes situações envolvidas no círculo de abuso com sensibilidade e propriedade. A obra descreve as diferentes formas que o abuso religioso pode assumir – pastores que dominam suas ovelhas sob o ponto de vista emocional, financeiro e psicológico, quase sempre com consequências ruins. “O líder impõe sua visão de mundo sobre a ovelha, e esta a aceita como uma ordem divina que precisa ser obedecida, sob pena de punição”, diz Marília.
“O abuso espiritual poderia ser definido como o encontro entre uma pessoa fraca e uma forte, em que a segunda usa o nome de Deus para influenciar a outra e levá-la a tomar decisões que acabam por diminuí-la física, material ou emocionalmente”, define Marília. O problema acontece mais comumente em igrejas pentecostais, onde geralmente o líder tem maior autonomia e pode apelar para elementos empíricos, como supostas profecias ou revelações para legitimar seu domínio sobre a vida dos fiéis. Estabelece-se então uma relação que vai muito além do saudável discipulado bíblico e pode envolver áreas pessoais da vida do crente. “A obediência ao líder não pode ser cega. Todo ensino deve ser confrontado com as verdades bíblicas, para evitar desvios de rota”, adverte o pastor Paulo Romeiro, autor dos livros Supercrentes e Decepcionados com a graça, lançados pela mesma editora, em que aborda, entre outros assuntos, a questão do controle exagerado do rebanho pelos pastores. Para o estudioso, no entanto, um erro não pode justificar outro: “A Epístola aos Hebreus que ordena explicitamente: ‘Obedeçam aos seus líderes e submetam-se à autoridade deles. Eles cuidam de vocês como quem deve prestar contas. Obedeçam-lhes, para que o trabalho deles seja uma alegria e não um peso, pois isso não seria proveitoso para vocês’”, recita.

“Porta-voz divino”
Quando o círculo do abuso religioso é analisado mais de perto, nota-se que ambas as partes, abusado e abusador, sofrem no processo. A base dessa semelhança está no fato de que, em um dado momento, as duas pontas perderam o controle, sua identidade e a própria dignidade. “Quem exagera no autoritarismo também foi ou está sendo vítima de abuso”, aponta o pastor batista Ed René Kivitz. Ele explica que a figura de um pastor único não tem respaldo do Novo Testamento. “A única vez em que a palavra ‘pastor’ é usada no singular é para se referir a Jesus. Em todas as demais, é usada no plural, para indicar um grupo de anciãos, ou presbíteros, que zela pelo bem-estar de toda a comunidade.” Nesse caso, a autoridade fica dividida entre um colegiado, o que dificulta a possibilidade de haver exageros no controle da obra de Deus e força os líderes a prestarem contas uns aos outros.
Fato é que muito sofrimento poderia ser evitado nas igrejas se os fiéis estivessem mais preparados para reconhecer os abusadores ou o ambiente propício para formá-los. O pastor Ricardo Gondim, dirigente da Igreja Betesda em São Paulo, realizou um estudo expondo algumas características comuns aos pastores abusadores. Entre estas, encontra-se a postura incontestável do líder, o qual passa a ter a palavra final para todas as questões, tornando-se dono da verdade, uma espécie de “porta-voz divino”. “O medo na relação entre o fiel e seu pastor pode ser um sinal de problemas, pois essa relação deve ser permeada de amizade sincera, doação, afeto e solidariedade”, comenta Gondim.

Autoritarismo, manipulação e desrespeito.
Autora do livro, Feridos em nome de Deus, a jornalista Marília Camargo César falou sobre as dimensões que o abuso espiritual pode ter na vida de fiéis submetidos a lideranças eclesiásticas autoritárias. “Mas é possível identificar o problema e lidar com suas consequências”, diz, nesta entrevista a CRISTIANISMO HOJE:

CRISTIANISMO HOJE – A senhora diz que a motivação para escrever o livro foi um caso de abuso espiritual que presenciou. Fale sobre essa experiência.

MARÍLIA CAMARGO CÉSAR – Não fui, particularmente, machucada por pastores, porque não andava rotineiramente muito próxima deles, embora convivêssemos bem. Mas testemunhei, na vida de amigos próximos, o estrago que o convívio com nossas antigas lideranças produziu. Muitas histórias de abuso começaram a aparecer depois que um dos pastores de nossa antiga comunidade afastou-se por motivo de saúde. Pessoas que caminhavam bem perto daquele líder começaram a contar histórias tenebrosas de abuso de poder, manipulação psicológica e tirania explícita. As vítimas de abuso eram pessoas adultas e com uma boa formação socioeconômica, por isso eu não conseguia entender como haviam se deixado manipular daquele jeito, só tendo coragem de denunciar o que havia depois que ele se afastou.

Qual foi o caso mais grave de abuso que a senhora conheceu enquanto escrevia o livro?
Foi o caso de uma jovem que sofria de uma doença degenerativa rara – miastenia gravis – e que foi simplesmente massacrada por sua congregação porque não alcançou plenamente a cura. Além desse problema, ela foi levada a crer, pelo pastor, que deveria orar e investir num relacionamento afetivo com um rapaz da igreja, situação que acabou lhe causando enorme constrangimento quando ele apareceu na igreja com uma nova namorada. De certa forma, foi bom para ela, porque o embaraço serviu-lhe para mostrar o nível de adoecimento daquela comunidade, o nível de fundamentalismo que praticavam, e isso acabou por abrir os seus olhos. Ela saiu da igreja e, até onde eu sei, não fez parte de nenhuma outra congregação desde então.

Em sua opinião, quais são os principais tipos de abuso espiritual e suas características?
O livro fala de abuso de poder, de abuso financeiro, mas mostra as nuances do abuso que julgo mais sutil e difícil de identificar, mas bastante devastador da mesma forma, que é o abuso de ordem psicológica ou emocional. O líder impõe sua visão de mundo sobre a ovelha, e esta a aceita como uma ordem divina que precisa ser obedecida, sob pena de punição. O pastor diz, por exemplo, que o discípulo deve casar-se com determinada pessoa, porque teve uma “visão” de que esta era a vontade de Deus para a sua vida. Não importa que não haja, a princípio, nada em comum que possa unir aquele casal. E o fiel obedece. O pastor fala para uma mulher que apanha sistematicamente de seu marido que ela deve fidelidade a ele, porque isso é bíblico. Ou então fala para uma pessoa com uma doença grave que ela ainda não foi curada porque está fraquejando na fé. Todos esses são exemplos reais de pessoas que só se recuperaram emocionalmente após muitas horas de psicoterapia. E, claro, após deixarem essas igrejas.

E por que as pessoas deixam a situação chegar a tal ponto?
Depois de escrever o livro, compreendi que, quando acreditamos estar sofrendo alguma coisa por amor a Deus, aguentamos as piores humilhações. Aquelas pessoas acreditavam, sinceramente, que estavam sendo disciplinados por profetas do Senhor para o seu próprio bem e crescimento espiritual, quando na verdade estavam sendo é espezinhados emocionalmente.

Como os abusos podem ser evitados?
Maturidade espiritual não é alguma coisa trivial, que se alcance da noite para o dia. É preciso uma longa caminhada, tolerância e paciência; o fiel precisa estar bem acompanhado – e aí se incluem lideranças maduras, com uma boa formação, saudáveis física, psicológica e teologicamente, que possam ensinar um cristianismo autêntico, vivo e não fundamentalista. É preciso também cercar-se de amigos verdadeiros, que nos apoiem e não fiquem nos julgando quando falamos aquilo que estamos sentindo, por mais horrível que isso possa ser.
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A lição



A religiosidade mata. Tentar podar as manifestações do amor de Deus é farisaísmo e mediocridade. Ao tentarmos limitar o alcance da mensagem de boas novas do senhor Jesus e nos colocarmos como seres angelicais, aqui na terra, e pura estreiteza de visão. Nos confortamos em nossos templos e metodologias ultrapassadas de divulgação da mensagem de Cristo.

O ide imperativo não foi somente para apenas levar a palavra por si só, mas, como despenseiros da graça, devemos levar ações que minimizem o sofrimento do próximo. Achamos caro contribuir com uma clinica de reabilitação para dependentes químicos, seja ele dependente de drogas licitas ou ilícitas, mas cada festa pomposa que se faz em nossos templos as cifras batem os recordes dos mil.

A formação de torres de Babel evangélicas, mostrando uma competição desenfreada de glamour e sofisticação, onde se fala em agradar a Deus, mas, sinceramente, a quem queremos enganar isso só infla egos do tamanho das construções. Deus em sua palavra afirma que não habita em templos feitos por mãos humanas. A bem da verdade acho que as vezes tenho a leve impressão de que queremos enjaular a Deus, como se fosse um mutante ou alguém que possui dons miraculosos e que queremos usufruir disso em beneficio próprio.

10 milhões de alcoólatras no Brasil isso em 2009 e recentes pesquisas apontam o Brasil como um do lideres deste Ranking. Em cada rua, em cada calçada lá estão eles, contaminados com uma doença espiritual que os leva a bebida. Pensemos nisso quando estamos em debate interior sobre a roupa que vamos usar no domingo à noite? Vivemos a lição do evangelho ou a sombra dele?

Mais de 1 milhão de viciados em crack no Brasil. São mortos vivos, que se consomem entre uma tragada e outra, sem forças para deixar a droga, sem forças para estender a mão e sair do buraco. Crianças, velhos, jovens, homens e mulheres, todos vivendo as margens da dignidade humana dia após dia, mas nossa luta e divulgar as maravilhas de cimento e números, apenas isso. Não será ações temporárias que vão mudar isso, a igreja precisa se unir, deixar as bandeiras teológicas de lado e viver o que se fala em João 3:16. Ora se Deus amou assim somos mais que o nosso Senhor?

A nossa mesquinhes em sentir a dor do outro nos levara a ruina diante de Deus, nossas brigas por poder e posição, nos deixara aqui na terra. O avivamento verdadeiro está longe de ser buscado, apenas queremos as ações imediatas, que demostrem de forma patente aos nossos olhos que Deus está em nosso meio, mas nos esquecemos de que a graça de Deus e sua presença se manifestam em nos: “Pois o reino de Deus está entre vós. [ou dentro de vós]”  

A lição de oficina G3 como pano de fundo deste vídeo, por si só falaria  tudo, mas as vezes a explanação exaustiva da ideia é a única forma de atingirmos corações, engessados pelo tradicionalismo religioso e moralista. Uma realidade clara o bastante está mostrada neste vídeo, precisamos botar em prática o que ensinamos: “Deus temos que aprender o que é o amor, a cada dia, não deixar morrer em nós, a tua poesia.”.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Apenas Humano


“Não nos trata segundo os nossos pecados nem nos retribui de acordo com as nossas culpas. Pois, como os céus se elevam acima da terra, assim é imenso o seu amor para com os que o temem. Quanto dista o Oriente do Ocidente, assim também, ele afasta para longe de nós as nossas próprias transgressões. Como um pai se enternece pelos filhos, assim, semelhantemente, o Senhor tem compaixão de todos aqueles que o temem. Porquanto Ele conhece a nossa estrutura, lembra-se de que somos pó.” SL 103 vs 10-14

Ser apenas humano,

Sabe quando você se depara com um erro, uma falha moral, um evidente fato da incapacidade de ser um supercrente. Quando apesar de todos os esforços você vê escorregar entre os teus dedos a “oportunidade de agradar a Deus com suas boas ações”. Mesmo que pensemos que não, fomos treinados a ser excelentes barganhadores com Deus. Acreditamos lá no intimo que o relacionamento com Aba está diretamente baseado muna relação de troca de ações, em que, “Eu faço tudo certo e ele me recompensa”. Apena isso, fácil e sem complicação, certo? Errado.

Veja o caso de Jó, homem sincero e integro diante de Deus, que se desviava do mal – isso é louvável. Mas a até bem pouco tempo eu estava fadado a acreditar apenas que o que acontecera com Jó, foi para Deus mostrar o quanto seu servo era leal. Mas recente fui instigado por um pastor amigo meu, a ver de outra maneira o episódio. Fui atiçado a ver a história, por uma, outra ótica. Jó precisava saber quem era Deus e como se relacionar com ele, pois se analisarmos algumas declarações de Jó, veremos que ele fazia exatamente o que se falou até agora. Barganhar e agradar a Deus para  não ter problemas na vida.

“Porque aquilo que temia me sobreveio; e o que receava me aconteceu.”
                                                                                                                                                                       Jó 3:25
Sei que parece meio duro com Jó, mas, sinta estas palavras não como um ato de acusação contra o fiel Jó, mas quero aqui apenas demostrar que o erro de acreditar  em meritocracia com Deus do que aceitar que sua graça é completa não é apenas um mal desta era. Metodologias de como ser um vencedor, como conquistar o que você quer, são parasitas que estão minando a nossa percepção do amor de Deus para conosco. Se estamos em crise financeira, apelamos para o fato de estarmos na prova(acredito em provações e sei que Deus é quem comanda minha vida), e se o tempo passa, acreditamos que estamos fazendo algo de errado, e ai , bem vamos pro final da fila de novo. Mas veja comigo uma incoerência nisso tudo -  Quem é 100% ou pelo menos 70% do que Deus quer?

Em romanos 7:19 lemos “Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço.” Há dentro de nos uma vontade voraz de amar o pecado, temos em nosso interior um eu que queremos esconder dos outros  mas, alimentamos ele todos os dias de nossas vidas, assim falou Paulo em Romanos 7:24 "Miserável homem que sou! quem me livrará do corpo desta morte?"  o grande apostolo reconhece isso e clama num grito de agonia, dor e penso, em esperança.

Se nestes versículos vejo a incapacidade minha de se relacionar com um Deus tão infinito e tão puro e santo, onde, por mais que eu faça, não vou chegar a bajulá-lo ao ponto de ser achado apto aos mimos deste Deus, mas, em Jo 3:16, tenho um feixe de luz que ilumina a inquietude de meu coração. Onde Deus declara em alto e bom som que atitude de aproximação entre criador e criatura, em primeira ação foi feita por ele. O relacionamento por barganha ao longo do tempo se mostra uma prisão cruel, solitária e fria. Nos afastamos desta realidade que a sua palavra mostra, o fato é que, não digerimos bem a ideia de uma graça sem limites. Anos e anos usando de certos conceitos e metodologias pra seguir tentando agradar a Deus, e no fim, ao evidenciarmos que foi vã a nossa via cruzes com esses artífices, achamos que nos desviamos do caminho, que estamos longe de Deus.  E o que mais dói e saber que não são os outros que nos tortura a alma, não, não é, a rigidez dos dogmas humanos e suas neuroses ostentadoras, não, o que mais tortura a alma, é o fato de não aceitarmos a graça de Deus como ela é, loucura, paixão no nível mais rebelde da palavra, e que nos pede apenas para amar e confiar, ter fé.

Loucura para os gregos, em suas concepções de Deuses imponentes e inacessíveis que ao visitar os humanos, se deleitavam em manipular mesquinhamente os humanos com joguinhos e diversões pervertidas, mas invencíveis e impossíveis de se baixar a reles humanidade.

Escândalo para os judeus, um salvador que se humilha e mostra que o amor de Deus (JaHWeH) aceita um filho que se vai por mera mesquinhes juvenil buscar alegrias. O pai espera e vela, se prepara para o encontro. O pai ao vê-lo, corre ao seu encontro e o beija. Deus, como sinto isso agora. É até hoje impossível a um judeu conceber seu salvador se tornar um como nós pra nos salvar.

Não precisamos barganhar com Deus o que não temos pra dar a ele, não somos aceitos por ele pelo que somos, mas, sim pelo que ele é pra nós. Na magistral sentença de Philip Yancey sobre a graça de Deus ele declara algo que estarrece os nossos ouvidos “Não há, nada que eu possa fazer para Deus me amar menos, e, não há nada que eu possa fazer para que, Deus me ame mais. Deus me ama da maneira que um Deus infinito pode amar um ser humano.” Não me recordo em detalhes, mas a ideia é essa. abaixo segue a letra de um hino que me fez pensar nessa condição.




Sou Humano
Bruna Karla

Deus mais uma vez segura em minha mão
Minha alma aflita pede tua atenção
Cheguei no nível mais difícil até aqui
Me ajude a concluir
Quando penso que estou forte, fraco eu estou
Mas quando reconheço que sem Ti eu nada sou
Alcanço os lugares impossíveis, me torno um vencedor
Estou sentindo minhas forças indo embora
Mas Tua presença me renova nessa hora
Senhor, vem, e me leva além
O meu sonho de chegar está tão longe
Sou humano não consigo ser perfeito
Vem, Senhor, vem, e me leva além
(2x)
Me ajude a ousar com minha fé
Sou pequeno eu não sei ficar de pé
Sou dependente, tão dependente
Vem Senhor ao meu favor
Me ajude a ousar com minha fé
Sou pequeno eu não sei ficar de pé
Me dá sua mão,
Me tira do chão.
Vem me ajudar.
Estou sentindo minhas forças indo embora
Mas Tua presença me renova nessa hora
Senhor, vem, e me leva além
O meu sonho de chegar está tão longe
Sou humano não consigo ser perfeito
Vem, Senhor, vem, e me leva além 

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O que mostra sermos de Deus?



Uma gente cheia do Espírito não carece de espetáculos narcíseos para saber quem é. Já sabemos quem somos. O Espírito já nos foi dado (Lc 11.13). Qualquer outra prova é uma exigência idólatra e tola. Trecho do texto de “Meu pentecostalismo Revisitado”
                                                         Elienai Cabral Júnior

Recentemente me deparei com uma passagem de Jo 17 Vcs 21-26, a famosa oração sacerdotal de Jesus, de cara eu me deparo com a forte realidade que está no verso 23 do capitulo: Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim.” Unidade, uma marca que permeia toda a mensagem do evangelho de Jesus (Boas Novas), mensagem está que em seu centro gravita a liberdade, esperança e filiação com o pai. Uma filiação que não se demostra com espetacularizações de ações sobrenaturais do Espirito de Deus, uma filiação que se ratifica pelo mover do espirito em nosso interior dia após dia, que se mostra na união e no amor que temos uns com os outros.

O trecho que inicia esta reflexão é real apesar de difícil de aceitar pelos mais apegados a este movimento pentecostal genérico, diluído com a moda do mundo que nada tem em comum com o pentecostalismo bíblico. Sou pentecostal de carteirinha, nasci para uma nova vida numa denominação pentecostal, fui abençoado pela mesma com minhas primeiras experiências com Deus, e digo com saudosismo e later vivido em meu coração que foram marcantes estas experiências.

Mas não fecho os olhos para a realidade que constato não só no texto de Elienai Cabral Júnior, mas nos relatos vistos em blogs de renomados pastores, bem como experiências oculares que, Deus sabe queria apagar de minha memoria. De certa forma o afã das experiências sobrenaturais afetou a realidade que Cristo expressa nessa oração acima, (dia deste um amigo meu, um irmão amado me disse que está foi a única oração de Jesus não respondida.kkk...) a nossa união é a evidencia mais forte que somos de Deus, falando individualmente e coletivamente. Analisemos At 2.44-47: “Os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum. Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade. Todos os dias, continuavam a reunir-se no pátio do templo. Partiam o pão em suas casas, e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração, louvando a Deus e tendo a simpatia de todo o povo. E o Senhor lhes acrescentava diariamente os que iam sendo salvos.”

Elienai fala na liturgia que mudou na postura do movimento que mudou no objetivo que mudou, mas, eu vou além, onde está o evangelho? A mensagem cheia do espírito santo que vibrava na fala dos pregadores que tinham somente o desejo de buscar almas para Cristo.  Onde está a mudança de vida? Nos comportamos hoje como se Deus fosse uma figura mitológica do nível de Odin ou Zeus um mero mito, adorado sim, temido sim, mas sua ação é levada em conta em nosso dia-dia, não.

Há dias passados falamos nisso; ao aceitar a Jesus, a nova alma passa a ser doutrinada a viver de acordo com os demais, a vista do exterior, as ações interiores estão adormecidas e enjauladas por amarras humanas, o que na concepção pensa-se bastar.
O que num futuro bem próximo se mostrará uma armadilha fatal tanto para a denominação quanto para a alma do neófito (que mesmo com mil anos não deixa de ser assim, por nunca se deixar nascer de novo Jo 3 Vcs 3-5).

Isso faz com que não se creia que Deus nos chamou para uma nova forma de viver a vida, com parâmetros que não os do mundo, mas os de Jesus. Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus.” (Mateus 5:20)

Não adianta levantarmos números para declararmos ao mundo que somos um movimento de Deus, um movimento legítimo e que sendo assim merece a primazia de ser “a denominação que mais se aproxima do novo testamento”. Onde vejo o próprio Cristo a dizer: DOIS OU TRÊS REUNIDOS EM MEU NOME, E, EU ESTAREI NO MEIO DELES”. Mateus 18:20.

Os números, as manifestações de glossolalia (falar em línguas) e outras pirotecnias (quando estas só por puro exibicionismo de poder temporal), no dia a dia mostram o quanto precisamos parar e repensar os destinos que tomou o movimento trazido por missionários que tinham em seu coração a ação do pentecostalismo, para servir a obra e não para evidenciar a nossa aceitação por Deus. Se pensarmos assim fatalmente reduziremos à mensagem de Cristo, a outra forma de judaísmo, uma forma de distinguir os aceitos por Deus e os desafortunados no mundo.

Em romanos 9 versos 25-33 temos algo para nos mostrar que as obras mesmo que em tom de sinceridade são meramente fetiches humanos frente a graça de Deus: “Como também diz em Oséias: Chamarei meu povo ao que não era meu povo; E amada à que não era amada. E sucederá que no lugar em que lhes foi dito: Vós não sois meu povo; Aí serão chamados filhos do Deus vivo. Também Isaías clama acerca de Israel: Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo. Porque ele completará a obra e abreviá-la-á em justiça; porque o Senhor fará breve a obra sobre a terra. E como antes disse Isaías: Se o Senhor dos Exércitos nos não deixara descendência, Teríamos nos tornado como Sodoma, e teríamos sido feitos como Gomorra. Que diremos, pois? Que os gentios, que não buscavam a justiça, alcançaram a justiça? Sim, mas a justiça que é pela fé. Mas Israel, que buscava a lei da justiça, não chegou à lei da justiça. Por quê? Porque não foi pela fé, mas como que pelas obras da lei; tropeçaram na pedra de tropeço; Como está escrito: Eis que eu ponho em Sião uma pedra de tropeço, e uma rocha de escândalo; E todo aquele que crer nela não será confundido”.


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Em memoria de mim



E, chegada a hora, pôs-se Jesus à mesa, e com ele os apóstolos. E disse-lhes: Tenho desejado ardentemente comer convosco esta páscoa, antes da minha paixão; pois vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no reino de Deus. Então havendo recebido um cálice, e tendo dado graças, disse: Tomai-o, e reparti-o entre vós; porque vos digo que desde agora não mais beberei do fruto da videira, até que venha o reino de Deus. E tomando pão, e havendo dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, depois da ceia, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo pacto em meu sangue, que é derramado por vós. Lc 22,14-20

Em memória de mim, além de ser o titulo de um belo hino sacro é também uma das mais belas frases que Jesus disse. O que tem a citação do hino com o texto acima? Bem, tudo em comum. Ao ler esta passagem sinto em mim o calor e o memorial que Cristo queria deixar aos nossos corações. O pão e o vinho, a semelhança dada aos dois elementos com o sacrifício de Cristo não foi uma mera escolha, pois vendo o relato de Isaias 53 o servo sofredor, o significado dado a estes elementos se torna mais claro.

Ao partir o pão Jesus demonstrava que não seria nada fácil o caminho de nossa redenção.  Deus atreves de Isaias descreve bem isso, “5 Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados”. Agora vejo nitidamente a cena.

Cristo pega o pão e dando graças o parte, acho que isso foi uma eternidade, chega a ser uma cena em super câmera lenta. As fibras do pão sendo partidas em sua mão, se contorcendo se separando e deixando traumas na estrutura do pão que nunca mais seria o mesmo, mas para alimentar, dar vida, teria que ser partido.

O que vou dizer não consta no texto, mas de forma poética aqui eu tomo em meu pensamento a imagem de Jesus partindo o pão e vem em sua mente à cena de Isaias 53. Mais de forma resoluta Jesus diz: Isto é o meu corpo, que é dado por vós. Ao dar o pão, Jesus mostrou aos apóstolos que seu corpo havia de ser moído por todos os pecados, e que a dor e a agonia não iam leva-lo para longe deste destino.

Ele escolheu os cravos, ele aquentou a dor das chicotadas a dor dos espinhos e a truculência dos soldados romanos. Agora me vem à mente o filme de Mel Gibson “A paixão de Cristo”, a primeira vez que eu vi cai em prantos, não por achar que foi aquilo mesmo (acredito que foi bem mais que aquilo), mas por que até então, não tinha em minha mente algo que chegasse perto do que Jesus sofreu.

E certo que aquele pão que ele partiu nunca mais seria o mesmo e não voltaria a ser pão, Cristo o pão descido do céu também não, Cristo veio a ser o autor e consumador de nossa fé, pois o final de seu destino era a cruz onde outro elemento entra em cena, o vinho.

Semelhantemente, depois da ceia, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo pacto em meu sangue, que é derramado por vós. O sangue de Cristo mostrando a cruz, mostrando a graça de Deus, vem de imediato a cena mais cruenta do filme de Mel Gibson o momento das chicotadas em Jesus, a quantidade de sangue se vê chega a ser inapropriado para os espectadores, não é atoa que muitos aqui onde moro tiveram mal estar.

Mas o inapropriado, aos nossos olhos foi aceitável em certo modo a Deus, como diz o verso 10 do capítulo 53 de Isaias: Todavia, foi da vontade do Senhor esmagá-lo, fazendo-o enfermar; quando ele se puser como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias, e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos. No derramar de seu sangue se abriu um novo caminho, onde uma prostituta pega como isca para trair Jesus, mesmo usada, abusada e posta a frente da justiça, pode ir a Deus, onde um publicano é chamado pra ser um dos pais da igreja, um condenado da justiça, malfeitor ao ver este caminho teve ao reconhecer Jesus como Senhor acesso aos braços do pai.

Assim como a pascoa que lembrava o livramento que Deus dera ao povo Hebreu no Egito, a ceia com Jesus tinha um aspecto de nos lembrar de que foi ele quem deu a sua vida por nos. Engraçado que cansei de ouvir pessoas a falar que a ceia era pra os que estavam preparados ouvi muitas vezes a declaração de “Como vai seu cartão espiritual?” como se a ceia fosse para aqueles que já alcançaram por si só a pureza suficiente de se colocar diante de Deus sem Jesus.

Acredito que nem mesmo os apóstolos entenderam o significado das palavras de Jesus naquele momento, mesmo por que estavam embebidos ainda com os conceitos judaicos e toda bagagem tradicionalista de uma religião morta em si, que já havia se esquecido do significado da páscoa que, apontava para aquele momento que viviam com Jesus.

O sangue e o pão abriram um novo caminho, onde cegos, coxo e mancos até os presos por satanás, os opressos pela religiosidade arrependidos e libertos tem  acesso a mesa do senhor, se alguém, arrota ser digno não o julgo mas, acho bom considerar que  foi o corpo e o sangue de Jesus que foi moído e derramado, foi o sangue dele que nos trouxe paz e restauração e nada além do sangue de Jesus pode nos trazer justiça diante de Deus.

Seja Deus em tudo.

Silver James.
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