quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O crente e a política II


E falando em politicagem...... Viva a dinastia Petralha. A era do nada sei 

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Ler & pensar



"Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”. João 3:3
“Pregue sempre o evangelho. Se necessário, use palavras”.
Frase, atribuída a Francisco de Assis

Quem era Nicodemos?
Nicodemos era um Fariseu que, como “líder dos Judeus”, parece ter sido um membro do Sinédrio. Ele aparece três vezes no Evangelho de João.  Queremos nos ater ao primeiro, e mais famoso momento, logo após a limpeza do templo. Nicodemos visita Jesus à noite, presumidamente para evitar detecção por outros da liderança Judaica, mas talvez em uma visita oficial como um delegado Fariseu do sinédrio para ter acesso às intenções e caráter de Jesus.

Instruído em todo conhecimento da teologia filosofia e direito romano, mas face a face com Jesus tudo se reduziu a cinzas, um copo cheio querendo ser cheio com a sabedoria de Deus. Mas talvez me vem a mente, que ele queria receber de Jesus palavras adubadoras de suas ações, algo que corroborasse os seus feitos em detrimento da verdadeira religião(Tg 1;27), do verdadeiro movimento de Deus que muda a vida dos que recebem esse renascimento de sentidos, emoções e ações.  Usando este prisma seguiremos adiante, e aqui lanço os alicerces desta reflexão.

Nosso modelo de evangelho é medíocre quando lemos o modelo da bíblia, que transcende os nossos conhecimentos acumulados. Em Nicodemos vemos o retrato da igreja atual, farta em conhecimento e escolas teológicas, chegamos a elite da sociedade, entramos na politica, e até somos da mídia televisiva, mas perdemos as palavras do meigo carpinteiro, e o que é pior nos desagradamos de suas palavras quando nos diz “Necessário vos é nascer de novo” parece sem nexo com o sentido do texto bíblico proposto mas não está, pelo contrario, vejo nas palavras de Jesus usando o vento com sua atuação livre é vivificante fazendo analogia ao espirito santo operando na vida do ser humano que se deixa invadir por ele.

Em miúdos, Jesus declara a Nicodemos que as palavras em sua mente, refletiam uma atitude morta e mecanizada, digo que até doentia, precisava de uma levantada, precisava de vida.


 “Necessário vos é nascer de novo.” João 3.v7
Hoje no Brasil há igreja pra todos, de todos os tipos e gostos, onde quem manda é o cliente onde há emocionalismo e triunfalismo em suas pregações e cânticos. Boas ações muita teologia na mente, não que seja contra, mas certo pastor disse “o problema não é falta de palavra de Deus, não, o problema é colocar em pratica.” Estamos saturados de palavras e até de movimentos que protestam contra as praticas anti-bíblicas que norteiam o comportamento do povo de Guizus. Estamos nos achando vivos, mas estamos mortos em nossas ações que mostrem um evangelho puro e altruísta para com o próximo e que responda de forma satisfatória aos questionamentos de ética e de bons valores da sociedade confusa e cambaleante que nos rodeia. Somos “Gospi” e cada vez mais nos preocupamos em encher a nossa fé de quinquilharias que nos ajudem a afirmar que somos de Deus. É “Martelo Ungido” “12 litros de óleo” “Fogueiras Santas” e até “Sementes de R$900,00 pilas” e por ai vai, vemos ouvimos e repetimos tudo em nome de uma verdadeira experiência com Deus, acho até que estamos como os viciados em entorpecentes, em busca da dose maior, pois o barato já acabou com aquele negocio agora quero uma viagem maior.

“Vamos vencer, você é filho do rei” “Receba aiiiiii”  Será que dormiremos este sono sem apercebermos que Jesus falou bem claro a Nicodemos: “Te é necessário nascer de novo filho.” “Se esvazie de si.” Deixemos a religião morta do saber e vamos partir pra luta, vamos abraçar os caídos das ruas e valados e levantemos estes para o grande banquete da graça, feito pelo próprio Deus (Lc 14;21). Estamos nos atendo a trivialidades e nos esquecendo do mais importante que é ser luz e sal, não de forma insuportável sendo juiz de tudo e de todos, mas espalhando graça e sendo um canal do mover do espirito.

Pedir a Deus que nos faça um instrumento paz, a paz que vem dele, onde houver ódio que sega o entendimento e se mostra irracional e doentio, que se leve o amor; Onde houver ofensa que muitas vezes é destilada como expressão de amor dos semideuses de Guizus, que se leve o perdão; Onde houver discórdia entre nós irmãos e irmã levantando a bandeira do calvário e essas discórdias são meras picuinhas de lideres fossilizados, que se leve a união. Onde houver dúvida, que se leve a fé verdadeira e pura em Jesus sem mistura e crendices; Onde houver erros ensinados por homens que se dizem semideuses de Guizus e que levam a engorda de suas contas bancárias, que se leve a verdade; Onde houver desespero dos que vivem as margens do humanamente digno, que se leve a esperança; Onde houver tristeza, que se leve a alegria verdadeira e sem cabrestos humanos que inescrupulosamente enfadam o povo na graça de Deus; Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, Fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado; compreender sem nossas óticas deturpadas e egocêntricas, que ser compreendido e aceito goela abaixo; amar, que ser amado. Pois, é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna.

Isso se torna difícil quando não se compreende o verdadeiro sentido do evangelho de Cristo Jesus, não é somente o que se vê, mas sim a pratica do que senti um novo nascimento de atitudes que falam mais que qualquer ostentação exterior, quando se sabe apenas amar.

Desfrute
J.C Silver

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O Cristão e a política



“Quando os justos se engrandecem, o povo se alegra, mas, quando o ímpio domina, o povo suspira.” Pv 29.2

Em uma analise franca do que é politica aqui no Brasil, o assunto tem sinônimo de ladroagem e falta de caráter. Mesmo que a palavra não tenha em seu conceito esta ideia as praticas dos nossos políticos deram-na essa ideia de que a politica é ruim. O caldo de imundícies fica mais encorpado quando se trata de crentes que estão na politica e se enrolam com a politicagem, ai meu camarada a coisa fica preta ao ponto de muitos de nos cristãos negligenciarmos esta tão importante responsabilidade e oportunidade de agregar valores a nossas comunidades locais ou estaduais e etc. Alguns irmão tem até ojeriza a politica (me lembro agora de um humorista que fala que, toda coisa ou ação que é ruim diz que é “Coisa do Rubro” kkkkk..), politica +evangélico= super-ladrão.

Nesse caminho incerto estabelecesse duas ações: ou voto branco e nulo ou voto no de fora ( pensasse que sendo de fora o erro fica com os ímpios e não há escândalo nem preocupação para igreja) mas amados e onde está a luz do mundo e o sal da terra? Lendo um texto do Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva me veio o reforço para refutar essa primeira ação que podemos chamar de fuga na omissão ou anulação do cidadão da terra que ainda somos até a vinda de Cristo.

A Cidadania no Brasil Atual

"A constituição Brasileira de 1988 assegurou aos cidadãos brasileiros os direitos já tradicionalmente reconhecidos, como o direito de votar para escolher representantes do Legislativo e no Executivo e o direito de se candidatar para esses cargos. Não ficou, porém, apenas nisso, sendo importante assinalar que essa Constituição ampliou bastante os direitos da cidadania.
Como inovação, foi dado ao cidadão o direito de apresentar projetos de lei, por meio de iniciativa popular, tanto ao Legislativo federal quanto às Assembleias Legislativas dos Estados e as Câmaras Municipais. Foi assegurado também o direito de participar de plebiscito ou referendo, quando forem feitas consultas ao povo brasileiro sobre projetos de lei ou atos do governo. Além disso, foi atribuído também aos cidadãos brasileiros o direito de propor certas ações judiciais, denominadas garantias constitucionais especialmente previstas para a garantia de direitos fundamentais. Entre essas ações estão a Ação Popular e o Mandado de Segurança, que visam impedir abusos de autoridades em prejuízo de direitos de um cidadão ou de toda a cidadania.
A par disso, a Constituição prevê a participação obrigatória de representantes da comunidade em órgãos de consulta e decisões sobre os direitos da criança e do adolescente, bem como na área da educação e da saúde. Essa participação configura o exercício de direitos da cidadania e é muito importante para a democratização da sociedade.
Em todos os Estados do mundo, inclusive no Brasil, a legislação estabelece exigências mínimas para que um cidadão exerça os direitos relacionados com a vida pública, o que significa a imposição de restrições para que alguém exerça os direitos da cidadania. De certo modo, isso mantém a diferenciação entre cidadãos e cidadãos ativos. O dado novo é que no século vinte, sobretudo a partir de sua Segunda metade, houve o reconhecimento de que muitas dessas restrições eram antidemocráticas e por isso elas foram sendo eliminadas. Um exemplo muito expressivo dessa mudança é o que aconteceu com o direito de cidadania das mulheres. Em grande parte do mundo as mulheres conquistaram o direito de votar e de ocupar todos os cargos públicos, eliminando-se uma discriminação injusta que, no entanto, muitos efeitos ainda permanecem na prática.
Por último, é importante assinalar que os direitos da cidadania são, ao mesmo tempo, deveres. Pode parecer estranho dizer que uma pessoa tem o dever de exercer os seus direitos, porque isso dá a impressão de que tais direitos são convertidos em obrigações. Mas a natureza associativa da pessoa humana, a solidariedade natural característica da humanidade, a fraqueza dos indivíduos isolados quando devem enfrentar o Estado ou grupos sociais poderosos são fatores que tornam necessária a participação de todos nas atividades sociais. Acrescente-se a isso a impossibilidade de viver democraticamente se os membros da sociedade externarem suas opiniões e sua vontade. “Tudo isso torna imprescindível que, os cidadãos exerçam seus direitos de cidadania.”

Percebe que a omissão de nossos direitos e deveres como cidadãos brasileiros gera o que se propaga hoje no Brasil, nossa omissão em sermos sal e luz neste assunto gera estragos tremendo em nossa cidade, estado e país. Temos padrões que podem servir de influenciador aos ímpios e que podem ser decisivos para a administração pública. Com nosso olhar critico a partir da bíblia sagrada teremos um norte para nós e para os que nos cercam. Mas ainda citando outro autor, temos um grave problema hoje, estamos vivendo dias trabalhosos como disse Paulo, dai me vem a pergunta: como nortear as decisões politicas para o bem se nos falta justamente o norte da bíblia sagrada? Essas palavras tomam fundamento quando vi as palavras de Paulo Romeiro - Jornalista, mestre em Teologia pelo Gordon-Conwell Theological Seminary e presidente da Agência de Informações Religiosas. Veja a seguir:

“Não! O crescimento da presença evangélica no Brasil não está sendo acompanhado por uma formação teológica adequada! Uma das coisas que tem contribuído para esta resposta negativa é a proliferação de escolas e institutos bíblicos despreparados, por toda a parte, sem bibliotecas. Assim, continuaremos tendo uma igreja muito mais propensa a sentir do que a pensar ou refletir, tudo isso reforçado por um anti-intelectualismo que permeia grande parte dos evangélicos atualmente. Acho que a teologia evangélica não pode influenciar a igreja católica. Roma tem posições definidas e vem mantendo com sucesso, ao longo do tempo, seus dogmas e posições. 
Basta verificar o comportamento dos últimos papas e principalmente do atual, João Paulo II. Aonde quer que vá, ele jamais cede às pressões para que haja mudanças nas posições do catolicismo em relação à ordenação de mulheres, às questões do aborto e do controle de natalidade. É verdade, no entanto, que a igreja evangélica, principalmente o seu segmento pentecostal, tem influenciado a teologia e a liturgia da renovação carismática católica. O uso intenso de símbolos, os mesmos cânticos e gestos - a aeróbica do Senhor - têm sido transportados, com sucesso, do ambiente neopentecostal para as missas do padre Marcelo Rossi e de outros.
 Às vezes, alguns modismos ou desvios doutrinários influenciam um ou outro líder católico, mas de forma isolada. É o caso do padre Alberto Gambarini, que usa os mesmos métodos de arrecadar fundos de alguns televangelistas: vende medalhas, apresenta ensinos questionáveis tais como quebra de maldições hereditárias e outros na área de batalha espiritual. Dá a impressão de que ele é um pastor tentando agradar católicos ou um padre tentando agradar evangélicos. Creio que a postura do catolicismo, de não negociar suas posições, deveria servir de exemplo para evangélicos que não hesitam em incorporar novos modismos teológicos e práticas heterodoxas, baixando o padrão de suas pregações para conseguir mais adeptos e inchar suas igrejas. 
Crise da ética a chegada de políticos evangélicos a cargos públicos não fará diferença na ética política do país, pois o universo político evangélico não constitui, pelo menos por enquanto, uma referência ética para a sociedade. Basta ver que, nos últimos anos, o envolvimento da maioria dos evangélicos com a política produziu mais males do que benefícios. A própria CPI do orçamento revelou o triste fato de deputados e organizações evangélicas roubando o tesouro público. Vários políticos evangélicos sucumbiram aos subornos, mentiram, venderam votos e tornaram-se assunto de piada por parte dos incrédulos. Creio que a crise da ética vivida por grande parte da igreja atualmente exige de seus líderes respostas e ações urgentes. Muitos jovens evangélicos colam nas escolas e acham que não há nenhum problema em fazê-lo. 
Conheço pastores que, quando alguém liga para sua casa, instruem os filhos a dizer no telefone que o pai não está ensinando-os a mentir. Basta ir às livrarias evangélicas para constatar o grande número de cheques sem fundos emitidos por crentes. Como vamos ensinar aos políticos brasileiros algo que não praticamos? Sei que há, pelo Brasil afora, líderes evangélicos e cristãos sinceros, mas não são a maioria e nem ganham visibilidade. Infelizmente, os que aparecem não representam a melhor parte do mundo evangélico. 
A igreja precisa, com urgência, colocar o ensino e a prática da ética bíblica na sua agenda de prioridades. Ensinar e viver a ética cristã é o caminho a ser percorrido por nós, se quisermos, de fato, ser o sal da terra e a luz do mundo (Mt 5: 1 3-16). Lamentavelmente, a atual ética política evangélica representa um retrato negativo, oposto ao que devemos ser enquanto cidadãos e cristãos evangélicos.”

Partindo disto creio que os nossos parâmetros para a politica devem ser revisado, devemos tomar por base a vida dos políticos e suas ações como administrador público e não simplesmente não votar ou que é pior incorrer em omissão ao nosso dever como cidadão da terra. Em outro texto falaremos sobre os candidatos de nossas igrejas, fará diferença?

Desfrute

JC. Silver  

“Pílulas de Aprendizagem com os Antigos”






“Até quando uniremos a velhice com a infância e seremos de cabelos brancos, tão imprudentes como as crianças? Que maior imprudência pode haver do que considerar a fortuna como coisa certa, embora nada haja de mais inconstante, e considerar esta natureza imutável, como se ela estivesse sujeita a contínuas mudanças? Não seria inverter a ordem, como se se brincasse com dados, encarando assim as coisas incertas como mais firmes e duradouras do que as certas? A razão de tal erro vem de que os objetos presentes impressionam muito mais os homens pouco experimentados do que os objetos afastados, e eles prestam mais fé aos sentidos, ainda que enganadores, do que às reflexões que seu espírito poderia fazer, porque nada é mais fácil do que se deixar levar pelo que se apresenta aos nossos olhos; ao passo que é preciso raciocínio para se compreender as coisas futuras e as invisíveis. Não é que a alma tenha a vista mais penetrante que o corpo, mas alguns aguçam-na pela sua intemperança no comer e no beber, e outros, por sua estupidez, que é o maior de todos os defeitos”.

Fantástico o que o historiador Filo retrata em suas memorias no Livro Historia dos Hebreus. Se cada um de nos Eternos aprendizes, parássemos para rever a historia e aprender com eles não cometeríamos os mesmo erros. A te quando os velhos (lideres) cometerão erros crassos como se fossem apenas iniciantes, será que o que aconteceu com o protestantismo Europeu não foi suficiente para aprendermos a lidar com as mudanças em nosso meio e com isso estarmos preparando para enfrentarmos com todo o arsenal que a Bíblia nos Ensina. Não há espaço para “brincarmos” de liderança, ou assumimos o nosso verdadeiro papel de “ LÍDER”, ou estaremos guiando nossas ovelhas ao penhasco. 

Continua na próxima semana...

Por: Paulo Pereira ( O Paulo Boina) 


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Quem é você quando ninguém vê? 2




Veja, medite e desfrute.

Quem é você quando ninguém vê?



 "Porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração" I Samuel 16: 7

“Em cada um de nós existem três pessoas: a que nós achamos que somos; a que os outros pensam que somos; e a que Deus sabe que somos.” Leonard Ravenhill

Entre esta primeira e a segunda sentença, está uma verdade que não queremos pensar, pois certamente nos depararemos com o obvio; podemos até enganar aos outros, mas tem duas pessoas de quem não podemos esconder o nosso verdadeiro eu, Deus e nós mesmos, mas acredite, tentamos a todo custo esconder de Deus e até mesmo de nós as nossas verdadeiras intenções e caráter.

Ao tentarmos essa façanha, não iremos tão longe com esse plano, somos seres incapazes quando o assunto é tempo, todos os nossos esforços e objetivos estão fadados ao tempo, até mesmo a quimérica atitude de esconder o nosso verdadeiro eu. Esconde-lo nos nossos íntimos momentos ainda que seja por um momento, nos trás a sensação de sucesso na empreitada sagaz, mas logo que assumimos a forma que verdadeiramente temos, somos tomados pelo sentimento de desgaste do nosso eu, pois o mesmo anseia a liberdade de suas amarras e quer de todas as formas ser livre. Mas para onde queremos ir? Isso implica no final da frase acima “Deus sabe quem somos”.

“...porém o Senhor olha para o coração" I Samuel 16: 7

A única pessoa que sabe quem somos, e como mudar o que somos bem mais que  esperamos, é Deus. Quando esperamos de nós mesmos mudar o nosso destino, caráter e vontades, seremos apenas atores representando um papel difícil com uma interpretação pobre. Pobre, pois o fato de acharmos que enganamos a Deus é desprovido de qualquer sentimento de amor próprio, pois enganar a si mesmo é difícil, mas, tentar enganar a Deus e burrice, pois de longe ele conhece as nossas virtudes e   defeitos. Poderia tratar aqui da hipocrisia e atacar meio mundo de pessoas e a nós mesmo com ferocidade tremenda, mas, apenas seria mais um texto falando de um assunto muito abordado e me vem em mente meu próprio eu farisaico e questionado diante da imagem de Jesus, pois acredito que até mesmo para os fariseus a graça estava estendida e creio que apesar de ser nocivo e danoso o comportamento de dissimulação do verdadeiro eu o individuo que assim procede terá seu dia de escolha.

"assim, pois, como diz o espírito santo: hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração como foi na provocação, no dia da tentação no deserto". Hb. 3: 7-8

Isso tudo é para sermos o que somos sem querer mudança? Errado, no encontro de Nicodemos com Jesus quando ele falou do vento e antes disso falou da água, nas declarações de Jesus vemos que ele mostra claramente que o nosso eu tem que ser moldado à forma de Deus aonde todo o processo vem dele, pense comigo: à medida que queremos mascarar o nosso eu e tentamos viver uma eterna representação do viver de uma nova vida em Jesus estamos tomando um pensamento que estava em Nicodemos o de ser possível fazer algo de nós mesmo para alcançarmos o reino de Deus em nossas vidas, o que ainda piora quando nos acomodamos com essa pratica.

Não amigo, o sacrifício de Jesus foi maior, foi mais além que ele chegar aqui na terra e caminhar, ensinar e curar os doentes físicos, muitas almas foram curadas por ele, e isso não foi só no passado, não ele cura a alma do fariseu cansado que não quer mais se esconder, sim Deus tem balsamo para aqueles que na escuridão de suas atitudes querem tomar folego para vir para luz, sei que parece um tanto quanto condescendente com uma figura tão repudiada no meio evangélico, mas quem e justo? Ao ponto de julgar a graça de Deus lógica e pragmática?

Não há lógica no amor de Deus, e não há como padronizar a vontade do pai, veja os apóstolos, meu Deus de tudo um pouco e olha que foram os apóstolos os pais de nossa igreja.

É difícil admitir o fariseu que há em nós, mas acho que é mais difícil, aceitar que Deus ama profundamente um fariseu que se arrepende, e aceita o amor de Jesus.

“Naquela mesma hora, alguns fariseus vieram para dizer-lhe: Retira-te e vai-te daqui, porque Herodes quer matar-te. Ele, porém, lhes respondeu: Ide dizer a essa raposa que, hoje e amanhã, expulso demônios e curo enfermos e, no terceiro dia, terminarei. Importa, contudo, caminhar hoje, amanhã e depois, porque não se espera que um profeta morra fora de Jerusalém. Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir teus filhos como a galinha ajunta os do seu próprio ninho debaixo das asas, e vós não o quisestes! Eis que a vossa casa vos ficará deserta. E em verdade vos digo que não mais me vereis até que venhais a dizer: Bendito o que vem em nome do Senhor!” Lucas 13:3135

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Moda do Momento




O que é ser evangélico?

Determinar a identidade do evangélico brasileiro é difícil tanto para estudiosos quanto para líderes do segmento.

Por Alves Filho e Laelie Gonçalves

Dizem que, para algumas perguntas, não existe resposta. Ou então, há várias, mas que nenhuma pode ser considerada totalmente correta. Parece ser o caso de uma questão com a qual os brasileiros passaram a lidar com maior frequência nos últimos anos, em grande medida por conta das implicações sociais: o que significa ser evangélico em nosso país? Não vale a pena apressar-se em responder, até porque se trata de um questionamento retórico, que leva a outras indagações. Como definir a pessoa que assim se classifica? E que traços a identificam e distinguem daquela que não se apresenta como tal? Há algumas décadas, uma resposta evidente seria: “Evangélicos são os bíblias, que andam de terno ou saia longa no domingo e vão à igreja de crentes.” Reducionista e pejorativa tal definição, embora comum no passado, já era incapaz de abranger um conceito tão amplo. Mas servia, ao menos, como forma de distinguir os cristãos protestantes, que também eram notados pelo modo de vida frugal e conduta modelar. Sim, ser “bíblia” era sinônimo de integridade noutros tempos...

Hoje, porém, esse perfil não cabe mais. No que diz respeito a hábitos e estilos, tanto as roupas protocolares quanto a Bíblia de capa austera não constituem mais características dominantes entre os membros e frequentadores de igrejas evangélicas, principalmente no contexto urbano. O estereótipo de que crente é gente pobre caiu por terra há pelo menos uma geração: ao contrário de seus pais, os evangélicos de hoje – ou melhor, parte significativa deles – já não têm pudores em acumular bens materiais e almejar a prosperidade neste mundo. 

Além disso, escândalos recentes envolvendo líderes e denominações, principalmente nas últimas duas décadas, mancharam a imagem de probidade antes atribuída a todos os protestantes. Até em termos de pesquisa (e vem aí um novo Censo) fica difícil determinar se uma pessoa é ou não evangélica. Isso porque, nas pesquisas sobre pertencimento religioso, realizadas pelo Instituto Brasileiro de Estatística (IBGE), o termo é usado para englobar qualquer crença fora do catolicismo que se afirme cristã, o que coloca no mesmo caldo, por exemplo, as testemunhas de Jeová e os mórmons, apesar das profundas diferenças teológicas e doutrinárias desses grupos com o segmento evangélico.  Junte-se ainda o fato de várias pessoas se apresentarem como “evangélicas” por motivos nada espirituais, como o artista que precisa virar notícia para sair do ostracismo ou o criminoso – de colarinho branco ou não – instruído a passar uma imagem de “gente de bem” que está sendo injustiçada.

Ser evangélico, hoje, já nem significa necessariamente ter ligação visceral com uma igreja, o que costumava ser uma característica fundamental dos crentes. “O evangélico não praticante já é uma realidade”, opina a pesquisadora Eunice Zillner, do Ministério de Apoio com Informação (MAI). “Em minhas pesquisas, tenho encontrado pessoas que se dizem evangélicas, mas não praticantes.” Ou seja, ser evangélico, no país, tornou-se um conceito extremamente vago. “Não existe uma Igreja Evangélica no Brasil; é simplismo pensar assim”, afirma o pastor Ricardo Gondim, dirigente da Igreja Betesda, em São Paulo. “Não é possível traçar um perfil, pois o termo ‘evangélico’ não possui características que o nomeiem.” Para exemplificar a fragilidade dessa ideia, Gondim cita o próprio movimento social do país: “Sempre se acreditou que, à medida que os evangélicos crescessem no Brasil, o país seria afetado. Isso é um pensamento ingênuo, pois conforme um movimento cresce, a tendência é ficar parecido com o meio que está inserido.”

“Mosaico”  
Essa indefinição faz com que a identidade evangélica permaneça à deriva e, portanto, passível de rotulações. Na opinião do sociólogo cristão Paul Freston, professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais na Universidade Federal de São Carlos e professor de sociologia do Calvin College (EUA), esse fenômeno gerou uma imagem pública do evangélico fortemente associada às igrejas neopentecostais – denominações cuja pregação e prática difere frontalmente do protestantismo clássico. “Isso tem implicações negativas nos setores mais intelectualizados da sociedade”, analisa o pesquisador. “A identidade ficou comprometida. Essa ideia começou com os políticos, quando começou a se eleger bancadas evangélicas. A imagem começou a se prejudicar com a corrupção e o despreparo para a função pública”. A forte presença midiática corrobora esta percepção. “O neopentecostalismo não tem essa força toda, mas a imagem da mídia ajuda as pessoas a acharem que são todos ‘farinha do mesmo saco’.”

O pastor presbiteriano, teólogo e escritor Augustus Nicodemus Lopes compartilha a opinião de Freston. “O termo ‘evangélico’ passou a designar mais especificamente os neopentecostais, devido ao fato de eles se apresentarem como tal, o que é questionado por vários ramos protestantes”, avalia. Nicodemus diz que a diferença brutal entre eles e o cristianismo histórico não foi percebida pela mídia, que desconhece o assunto, passando a tratá-los por essa designação. O pastor destaca outro fator importante que não pode ser menosprezado por qualquer pessoa que pretenda chegar a uma definição sobre a identidade do crente nacional. “Sem dúvida, o Brasil é influenciado por outros países. A massa evangélica brasileira pouco tem de original. É moldada por ideias, práticas e costumes oriundos dos Estados Unidos”. A exceção, continua, está justamente no neopentecostalismo.

“A Igreja Universal do Reino de Deus e seus derivados, originalmente, são uma produção brasileira, valendo-se das religiões afro-brasileiras para suas estratégias de crescimento. É aqui que talvez resida a identidade própria dos evangélicos brasileiros, no movimento de batalha espiritual e teologia da prosperidade, que reagem mais ao espiritismo e catolicismo.” Analisado dessa maneira, o fenômeno evangélico nacional – marcado por multiplicação de igrejas e denominações, ocupação de mais espaços públicos e privados e presença marcante nos meios de comunicação – tem tanto a ver com religião quanto com outras dimensões sociais, como a política, o mercado de consumo e a mídia. Portanto, não faria mais sentido responder à pergunta: “O que é ser evangélico?” apenas sob o ponto de vista da adesão à fé protestante.

“Evangélico deveria ser aquele que assume um compromisso ético e moral com o Evangelho, mas não é isso que vemos hoje”, declara Ricardo Bitun, sociólogo e pastor da Igreja Manaim, na capital paulista. “Hoje o segmento evangélico é um leque.” Para ele, não existe mais homogeneidade. “A gente vivencia um corpo multiforme, com variedade de liturgias contraditórias que não combinam. É uma mistura, um mosaico. Isso impossibilita traçar um perfil do evangélico.”

Conjunção de influências 
Mário Sérgio Cortella, sociólogo e professor titular da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, associa essa imagem multifacetada a um movimento social bastante conhecido no Brasil: a migração. “O perfil do evangélico baseado nas igrejas neopentecostais é o pertencimento às classes C, D e E, migrante, que trouxe para a cidade grande valores que haviam sido deixados na roça, como a figura do demônio, reformatada pelos neopentecostais para dentro da igreja”, afirma. O estudioso lembra que o Brasil sempre teve uma cultura católica – todavia, nos últimos quarenta anos, a sociedade passou a ver as práticas cristãs sob uma nova perspectiva. “O evangélico hoje é alguém que foi católico ou que nasceu na tradição reformada. Da mesma forma, há um aumento no número de pessoas que circulam por várias práticas religiosas, o que também caracteriza o evangélico no Brasil.”

Por força dessa conjunção de influências, a fidelidade à igreja, antes marca reconhecidamente evangélica, também começou a se perder. Na sua avaliação, a falta de identidade religiosa, antes associada aos fiéis do catolicismo, já é uma característica também do segmento evangélico. O sociólogo credita essa tendência à redução na participação comunitária das pessoas nas igrejas – prática presente nas denominações históricas e que desapareceu nas igrejas de surgimento mais recente: “Essas igrejas, à semelhança da Católica, possuem um clero centralizado, o que leva ao descompromisso por parte dos membros.”

Para líderes da velha guarda, carece de sentido essa história de evangélico não praticante. “Ser evangélico é unir-se a uma igreja chamada evangélica. O perfil do evangélico, de acordo com a Bíblia, é aquele que viveu a experiência da conversão, tem certeza dela e segue os ensinamentos da Bíblia, além do batismo e da vida cristã”, enumera, do alto de seus 97 anos de idade, o pastor batista pentecostal Enéas Tognini. “Para ser evangélico, você deve ser convertido e praticante. O que acontece é que alguns grupos só querem crescer numericamente, mas não ensinam o povo a passar por uma mudança de vida verdadeira”, sentencia.

O pastor Sócrates de Oliveira, diretor executivo da Convenção Batista Brasileira (CBB), também se vale da objetividade para determinar o que seria um perfil dos crentes em Jesus: “São pessoas que tiveram uma experiência pessoal com Deus a partir da leitura da Bíblia. Essa experiência faz com que queiram tornar-se membros de uma igreja, submetendo-se ao batismo, um ato de pública profissão fé espiritual”. Além disso, continua, os evangélicos procuram crescer no conhecimento da vida cristã, buscam anunciar essas verdades a todos “e têm uma conduta espiritual e moral digna dos valores enunciados na Bíblia”, resume. Apesar disso, Sócrates reconhece que houve uma mudança de paradigmas. “Acho que atualmente o termo evangélico está completamente desvinculado do que realmente identificava os crentes há cerca de vinte anos. Hoje, existe um grande número de templos que se identificam como igrejas evangélicas. Entretanto, não passam de organizações sem princípios bíblicos ou doutrinários, o que não permite que possam ser consideradas como tais.”

“Perfil do Senhor” 
Há quem não veja motivo para fazer distinção entre o sentido da palavra “evangélico” nos dias atuais e em um suposto passado perdido. É o que pensa, por exemplo, o pastor Jabes Alencar, líder da Assembleia de Deus de Bom Retiro, em São Paulo. “Para mim, ser evangélico é crer no Evangelho, seja em que tempo for”, sintetiza. Jabes reconhece que, atualmente, muitos cristãos, inclusive líderes, evitam dizer-se evangélicos, já que no sistema religioso também esconde-se gente que com seus atos depreciam o Evangelho de Jesus. Mas acha que tal postura não faz sentido. “Daqui a pouco, vão dizer que não são mais brasileiros porque o Brasil tem muita corrupção”, compara. “Portanto, permaneço sendo evangélico, servo de Deus, cristão, assim como todos os homens de Deus se posicionaram ao longo da história.”

Isso talvez resolva a questão semântica, mas não oferece uma resposta definitiva à pergunta fundamental, qual seja: o que define a identidade evangélica nacional? Se os hábitos e as liturgias das igrejas – para o bem ou para o mal – assimilaram e foram assimiladas pelo contexto cultural, o que sobra? Para o pastor Lourenço Stelio Rega, doutor em ciências da religião e diretor geral da Faculdade Teológica Batista de São Paulo, a ética deveria ser a melhor resposta. “A questão da ética não é só na transmissão do ensino, mas na vivência real e concreta no cotidiano”, aponta. O professor lembra os primórdios da Igreja, quando a fé era tão impregnada no estilo de vida que os cristãos provocaram uma revolução religiosa e social no ambiente em que estavam inseridos. Segundo Rega, o conceito tornou-se vago pelo distanciamento entre a profissão de fé e a prática dos devotos. “Para tirar uma identidade própria dessa mistura é preciso conhecer mais profundamente a identidade do que é ser cristão no Novo Testamento e assumir incondicionalmente o Evangelho como modo de vida.”

Mesmo assim, na opinião de vários teólogos e líderes de igrejas, é nessa capacidade de refletir o Reino que transforma o indivíduo e, consequentemente, a sociedade que os evangélicos podem encontrar seu maior traço de distinção. “Eu diria que o típico evangélico hoje é alguém que conheceu a Palavra de Deus e seu amor sendo pobre e morando na periferia de uma de nossas grandes cidades”, afirma o escritor Valdir Steuernagel, pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana. “A pessoa evangélica é, muitas vezes, uma mulher sozinha cuidando dos seus vários filhos. Esse perfil me parece significativo porque o encontro dessa pessoa com o Evangelho a transforma e coloca num patamar de dignidade de vida. Ele indica também que o Evangelho de Jesus Cristo tem um jeito fantástico de atingir as pessoas em seus dramas, promovendo-as a cidadãs do amor de Deus.”

Esse perfil, na opinião de Steuernagel, costuma ser contraposto por dois clichês: o do evangélico que quer levar vantagem em tudo que faz e o do crente retrógrado, aquele que nunca está em compasso com a sociedade e sua necessidade por mais justiça, amor e compreensão. “Esses estereótipos, porém, não são dignos do Evangelho de Jesus Cristo, e não devemos deixar que a nossa identidade seja moldada por eles”, frisa o religioso. “O nosso perfil deve ser modelado pelo Senhor. E isso deve acontecer em cada lugar e a cada geração.

Resgate
Foi a partir dessa visão que surgiu um termo alternativo para “evangélico”: o evangelical. Usada com relativa frequência, principalmente em países em que se fala o inglês, a expressão disseminou-se a partir da Conferência de Lausanne, em 1974, ligada a uma abordagem que se tonnou conhecida como Evangelho integral – qual seja, aquele que atende o homem na plenitude de suas necessidades, inclusive as físicas e sociais. A palavra serve para distinguir os cristãos nominais – ou simples frequentadores de igrejas – daqueles que se dispõem a fazer de sua fé motivo para engajamento e interação com a sociedade. “Várias pessoas acham que o evangelicalismo é um caso perdido e que os evangélicos históricos devem buscar um outro termo para se denominarem”, diz o bispo anglicano Robinson Cavalcanti, da diocese de Recife (PE). “Eu não acho. Várias instituições ainda levam o verdadeiro sentido e devemos resgatar o nosso termo.”

Ele sabe, porém, que o trabalho não será fácil. “As igrejas não ensinam mais ética nem enfatizam questões sociais. Elas transmitem moralismo e legalismo. O resultado é que o povo está despreparado, contaminado pelo mundanismo. Há uma crise de propagação da Palavra.” Mesmo assim, ser evangélico ainda significa algo. Ainda que não estejam vivendo totalmente de acordo com os ideais defendidos pelas Sagradas Escrituras, eles – sejam chamados de crentes, bíblias, protestantes ou cristãos – ainda se fazem notar. “Alguma diferença existe”, afirma o pastor presbiteriano Elben Lenz Cesar. “Nem que seja para dizer que o evangélico é menos secularizado, menos blasfemo, menos apático e mais crente, mais leitor da Bíblia, mais cristocêntrico e mais cuidadoso com a sua conduta”, opina.


Fé e prática

Enquanto líderes e teólogos se esforçam para elaborar uma resposta sobre o que significa ser evangélico no Brasil, os próprios – isto é, os evangélicos – preferem não teorizar sobre o que são. Para crentes de diferentes denominações, mais importante do que definir um perfil é identificar a própria fé com a pessoa de Cristo:

“Ser evangélico é ter o Evangelho em si, é seguir as coisas que Jesus ensinou em sua vida. Isso é o puro e simples Evangelho: fazer os outros conhecerem a Jesus.”
Wesley Fiorentini da Silva, 21 anos, estudante, membro da Assembleia de Deus

“Acho que ser evangélico é seguir o que diz a Bíblia, ir sempre à igreja, ouvir a Palavra de Deus e fazer o que o Senhor quer que a gente faça”
Mara Cristina Bastos Ferreira da Silva, 50 anos, dona de casa, membro da Igreja Paz e Vida

“Ser evangélico de verdade é viver o Evangelho de Cristo, ter parâmetros e conceitos de vida baseados no que o Senhor nos ensinou. Mas hoje virou uma máscara – ser evangélico virou um título”
Sinara Lopes Mota, 22 anos, crente batista e estudante

“Ser evangélico, no sentido real da palavra, é crer e obedecer ao Evangelho de Jesus. Para mim é ser servo, ser feliz, ser livre e fazer a diferença perante a sociedade cumprindo o mandamento maior que Jesus nos deixou: o amor”
Alexandre Soares, assessor de comunicação e assembleiano

“O evangélico é aquele que frequenta uma igreja e obedece à Bíblia, além ser exemplo de vida para os outros, isto é, influencia as pessoas com a sua fé”
Romina Fernandes Valente, 37 anos, comerciante, integrante do Ministério Coração Adorador

“Para um recém-convertido, igual a mim, e devido à vivência que estou tendo hoje, sei que ser evangélico é viver uma guerra constante. Por isso, é necessário estar sempre orando e louvando a Deus, buscando o caminho e a libertação e seguindo a Palavra de Deus, com o auxílio e a orientação dos pastores.”
Denys Pacheco Fernandes, empresário, 33 anos, membro do Ministério Apascentar



Em busca de unidade

No fim do ano passado, um grupo de noventa líderes evangélicos reuniu-se para tentar dar forma a algo que parece difícil: reunir os crentes brasileiros em torno de uma associação. Representantes de diversas denominações evangélicas, eles se encontraram na sede da Igreja Batista da Água Branca, em São Paulo, no dia 14 de dezembro, para discutir a criação de um organismo evangélico que una igrejas, movimentos e entidades ligadas ao segmento protestante. A ideia não é nova: desde 1903, quando foi fundada a Aliança Evangélica Brasileira – mais tarde, transformada na Confederação Evangélica Brasileira (CEB) –, tenta-se algo neste sentido. A iniciativa mais bem sucedida até agora foi a Associação Evangélica Brasileira (AEvB), criada em 1991 e que tinha tudo para dar certo num momento em que os evangélicos voltavam a demonstrar preocupação com seu papel social.

Liderada pelo pastor Caio Fábio D’Araújo Filho, a AEvB conseguiu atrair a adesão de diversos e denominações. A instituição tornou-se referência da Igreja perante setores da imprensa e da política e teve participação destacada em diversos episódios e movimentos sociais, como o Rio, Desarme-se e o Reage, Rio. Contudo, a excessiva personalização da liderança acabou levando a AEvB ao fracasso. Com seu ministério abalado por problemas pessoais, Caio afastou-se da associação, o que provocou seu esvaziamento.

A ideia do novo grupo é justamente mudar esse histórico e consolidar algo mais abrangente e descentralizado. Segundo o pastor Valdir Steuernagel, representante da Visão Mundial Internacional e um dos organizadores do encontro, o propósito da foi o de estabelecer uma aliança. “Queremos buscar a direção de Deus e o discernimento do Corpo de Cristo quanto ao estabelecimento de uma rede por parte de segmentos expressivos da caminhada evangélica brasileira”, afirma. Após mais de quatro horas de reunião, os líderes presentes tomaram várias decisões, como a permanência do grupo de trabalho atuante e sua composição, além da discussão dos principais pontos discutidos na Carta de princípios divulgada publicamente antes do evento. A caminhada é longa: “Reconhecemos a necessidade de continuarmos conversando e de aglutinar mais pessoas em torno da proposta”, encerra Steuernagel.

Fonte Cristianismo Hoje.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Sinceridade



O caráter nunca é comprovado por uma declaração escrita ou oral de convicções. É demonstrado pelo modo como vivemos, pelo comportamento, pelas escolhas e decisões. Caráter é a virtude vivida.

O caráter ruim ou o comportamento pouco ético tem sido comparado ao odor do corpo: ficamos ofendidos quando o detectamos nos outros, mas raramente o detectamos em nós mesmos. Os líderes espirituais sempre devem ser sensíveis ao fato de que suas ações falam muito mais alto do que as palavras ditas do púlpito. Visto que as ações que praticamos raramente são percebidas como provas de caráter defeituoso, fazem-se essenciais à introspecção e à auto-avaliação, não porque desejamos agradar ou evitar ofender os outros, mas porque a reputação e o caráter do ministro devem estar acima da repreensão (1Tm 3.2,7).


Nossas palavras e pensamentos devem ser agradáveis perante a face de Deus (Sl 19.14), mas nossas ações revelam nosso caráter aos outros. As características do caráter exigido por Deus daqueles que querem habitar em sua presença são ações, e não um estado passivo do ser.

‘Senhor, quem habitará no teu tabernáculo?
Quem morará no teu santo monte?
Aquele que anda em sinceridade, e pratica a justiça, e fala verazmente segundo o seu coração;
aquele a cujos olhos o réprobo é desprezado; mas honra os que temem ao Senhor;
aquele que, mesmo que jure com dano seu, não muda.
Aquele que não empresta o seu dinheiro com usura, nem recebe subornos contra o inocente; quem faz isto nunca será abalado’ (Sl 15).

Reflexão Ética:

“Quando um irmão leva muito tempo para fazer algo, é lento. Quando eu levo muito tempo, sou cuidadoso.

Quando um irmão não faz o que deve ser feito, é preguiçoso. Quando eu não faço, estou muito ocupado.

Quando um irmão sustenta com firmeza seu ponto de vista, é estúpido. Quando eu sustento com vigor, estou sendo firme.

Quando um irmão ignora algumas normas de etiqueta, é mal-educado. Quando eu negligencio algumas normas, sou original e independente.

Quando um irmão realiza bem uma tarefa e agrada o chefe, está bajulando. Quando eu ajo assim, faço parte da equipe.

Quando um irmão tem sucesso, certamente foi um golpe de sorte. Quando eu consigo prosperar, foi porque trabalhei com afinco”.


***
Fonte: Manual Pastor Pentecosta

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Cristão pode ser Romântico



“Beija-me com os beijos de tua boca; porque melhor é o teu amor do que o vinho... Formosas são as tuas faces entre os teus enfeites, o teu pescoço, com os colares... Eis que és formosa, ó querida minha, eis que és formosa; os teus olhos são como os das pombas.” Cantares de Salomão 1:2,10-15


Poderia colocar aqui um texto tão longo quanto o blog me permite, mas o texto acima é tão belo e completo que me permite apenas uma reflexão: Nós evangélicos, (gospi!!!) Carecemos de romantismo, digo isso por experiência própria pois luto contra a espiritualização do casamento todos os dias, acho que o fato de pra muitos de nós que acreditamos no casamento pra toda vida a acomodação é uma consequência inevitável, algo que se torna implacável conosco. isso não falo somente no caso de nós homens, mas também algumas mulheres também se tornam vítimas deste destruidor voraz do amor em nossos corações.

Vivemos os dias após o casamento como um descanso da nossa luta pelo objetivo alcançado: o outro o bem amado, mas ao fim dos dias de descanso nos deparamos com a realidade dos fatos, o casamento é de certa forma uma criança inquieta que não se afeiçoa da mesmice dos dias. É como um atleta radical viciado em adrenalina, um animal selvagem que não se acostuma com as jaulas do seu novo lar. Li certa ver em um livro com o título Coração valente que o homem tem por natureza a necessidade de uma donzela para resgatar e uma batalha para lutar,( no caso de batalhas que o diga a bíblia,kkkk os homens de Deus descritos nela adoravam uma brigazinha,kkkk).

O coração do homem quer aventuras, mesmo os mais caseiros querem viver uma batalha épica em que tenha que resgatar uma donzela, o fato é que: os extremos espreitam essa necessidade, de um lado a inércia do outro o exagero de querer salvar todas as donzelas. Mas a o fato é que, se nos atermos a bíblia temos o texto de 1coríntios 13 que nos remete ao amor na forma mais plena, um amor inabalável que tudo supera e tudo suporta (um amor pra recordar bem que poderia ser o exemplo clássico deste texto). Um amor incondicional que ama sem esperar, que não vê no tempo uma depreciação do ser amado mas vê um parceiro no amadurecer de uma sentimento singular entre ambos.

O amor na forma branda, fraternal e companheiro é de fato, a ancora dos dias derradeiros do casamento algo em baixa hoje em dia onde o outro é visto como descartável e apenas o objeto para o prazer imediato e rápido afinal a vida de relacionamentos genéricos está ai. Isso tudo nos mostra um dos pontos danosos do extremo da necessidade do homem de uma donzela para resgatar, o outro ponto extremo acho de igual modo danoso ao casamento; a inercia.

A inercia é nociva e silenciosa ela vem de forma lenta e fatal em muitos casos, sem percebermos estamos as vias de morte do nosso amor (falo agora dos homens) uma vez inoculado o veneno desta serpente chamada inercia a toxina age de forma lenta e fatal, nos tirando o fogo da paixão e nos levando a crer que nada pode mudar essa situação. Fato consumado e nada há mais para lutar.

Dai para as brigas e falta de interesse pelo outro é um pulo e nada, é mais danosos que as brigas pelas brigas (há casos que as brigas nos ajudam a ter o céu na terra,kkkk). Vi recentemente a nova roupagem dos três mosqueteiros e no encontro de D'Artagnan com três mosqueteiros na casa deles na conversa ele questiona o marasmo dos três na conversa um deles diz “Éramos mosqueteiros, não mais causas para se lutar, não sobrou mais nenhuma.” Mal sabiam eles que o mal tinha um nome e que, havia uma causa sim a lutar e estava bem próximo deles, o Cardeal Richelieu.

Acho que o desfecho mais apropriado para este texto seria umas receitar de como avivar a paixão do  casamento, mas acho melhor deixar a meditação dos que leem o texto de cantares e digo: use a imaginação não tenha medo da amar sua mulher, seu marido você é cidadão dos céus mas seu casamento é daqui, da terra o amor entre um homem e uma mulher não precisa ser espiritual em todo o momento, lembrasse do fogo do namoro? Coloque querosene para avião, ame seja romântico, acho que vou ser muito ousado mas é assim mesmo, não veja seu marido ou mulher como anjo 24h, veja nela aquela ou aquele que você queria beijar loucamente, afinal o amor é isso mesmo. Se tem dúvida lei cantares.

Desfrute

JC. Silver

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A ira de Deus




"Pois do céu é revelada a ira de Deus contra toda a impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça." Rom 1:18


Por diversas vezes me deparei com essa pergunta, quando meu cérebro questionava as verdades que pra mim eram colocadas como absolutas. Embora muitas vezes a força de versículos intencionalmente colocados fora de suas realidades de sentido, para extrair aceitação cega e incondicional.

Dentro de mim havia uma perturbação ao extremo da alma, algo que me incomodava às entranhas e fazia gelar o coração: Será que Deus me condenara por não concordar com certos comportamentos anormais a palavra de Deus, e, pelo fato de ser protestante em minha comunidade, em dizer não ao comportamento pacifista medíocre que afaga as desvirtuações morais com uma péssima sugestão de “dissimular os atos injusto dos filhos de Deus?”.

Demorou mas está neurose que muitos usuários do púlpito usam para amordaçar as mentes dos crentes pensantes, logo veio a ruir em meu coração, pois Romanos de certa é, o tratado mais completo sobre a fé cristã. As informações de romanos que alias, o livro se mostra uma leitura agradável à alma e de rica alimentação, mostram que em nada sou diferente de meu criador que não sei por que, nós que aceitamos a Cristo, nos achamos tão diferentes de Deus se em Gênesis 1:26. Mostra o quanto somo imagem de um Deus criativo, pensante e questionador. “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”.

Resolvido isso dentro da alma a indubitável pergunta vem à tona: Mas, o que traz a ira de Deus?  A maldade, a corrupção moral e a perversidade humana, isso traz a ira de Deus sobre a humanidade e sobre o homem. Recentemente li uma entrevista no site Cristianismo Hoje com o pastor Antônio Gilberto, e em uma das suas falas vi algo que da gancho ao que vou dizer adiante. Ele diz: “As pessoas perderam o temor a Deus” e isso é fato. Em outro texto, falamos acerca da imagem que se faz de Deus, isso é claro de forma inconsciente, o adoramos nos hinos e nas pregações, mas, em nosso dia a dia ele está muito mais para um deus olimpiano do que o Deus EU SOU.

Frequentamos a igreja como um lazer social e somem as atitudes que expressem Deus. Acima falamos do mal da dissimulação ou ser dissimulado. Mas vejamos o que significa ser dissimulado. Adj. e s.m. Que ou aquele que tem o hábito de dissimular; enganador; hipócrita.

Isso é a atitude que se usa para ter a paz e equilíbrio em situações que embaraçam muitos no poder, mas, a palavra de Deus me fala outro expediente: "Pelo que deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros." Ef. 4:25. O próprio Senhor Jesus falou que a verdade liberta Jo 8:32 “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.”

Não, eu não vejo o Cristo dissimulando com os fariseus e religiosos da sua época. Não vejo o apostolo Paulo dissimulando com Pedro sobre sua conduta dúbia, para com os irmãos gentios Gálatas 2.11. Tanto o Senhor Jesus como o apostolo Paulo foram severos com a hipocrisia e dissimulação, algo que vem se tornando práxis, e isso falo não por erro de palavra para descrever rotina, mas falo no sentido de se tornar cada vez mais uma filosofia de vida de muitos cristãos.  

A filosofia Fake já tratada em texto recente se mostra habitual e predileta para se ter entre nós, alias já dizia um certo personagem de um filme que vi: “A sinceridade não é mais a moeda do reino.” De fato a sinceridade é na verdade encarada como uma verdade desnecessária, algo que não vai interferir no resultado final pois entregamos a Deus, mas se não estou vendo coisas estamos sendo pragmáticos com em nossos relacionamentos com o nosso próximo e com Deus e o que é pior estamos negligenciando com a verdade e a justiça.  Justiça acho que é isso que mais incomoda o EU SOU.

Desfrute.
J. Silver


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Heróis da Fé



Sem direito à justiça Pastor iraniano, Youcef Nadarkhani, é condenado à morte por enforcamento e comove a opinião pública internacional.

Nos últimos dias do mês de setembro de 2011, a atenção da mídia internacional ficou voltada para o Irã. Desta vez, o assunto não era a questão nuclear, mas as últimas audiências do pastor Youcef Nadarkhani, na casa dos 30 anos, acusado de apostasia. Segundo a sharia, conjunto de leis islâmicas, a apostasia é o crime para quem abandona o islã para converter-se a outra religião. E a sentença para tal ato é a morte.
A acusação original contra Nadarkhani, entretanto, aconteceu porque ele queria que seus filhos fossem educados em escolas cristãs. Como seus antepassados eram muçulmanos, isso automaticamente o classifica como tal e seus filhos não serem educados debaixo dos preceitos islâmicos seria uma violação da lei.

A última execução por apostasia ocorrida no Irã se deu em 1990, portanto, é uma forma rara de sentença de morte. O que quase sempre acontece com os cristãos atualmente são assassinatos brutais que não são resolvidos por parte da polícia. Ninguém é acusado ou sequer existe investigação. No caso do pastor, sua morte ocorreria por enforcamento.

O tribunal da província de Gilan ofereceu de forma “compassiva”, segundo a lei sharia, três oportunidades para Nadarkhani voltar à “religião de seus antepassados”. A terceira e última chance foi no dia 28 de setembro e o pastor não aceitou negar a Cristo. Até o fechamento desta matéria, a sentença não havia sido decretada, o que causou muito apreensão.

Comentários sobre a anulação da execução foram divulgados, mas o Centro Americano para a Lei e Justiça (ACLJ, em inglês), entidade que tem trabalhado junto ao pastor, acredita que essa foi uma estratégia do Serviço Secreto Iraniano para impedir que a mídia continuasse cobrindo o caso. Várias emissoras de TV internacionais, jornais e blogs reportaram a situação. A Casa Branca também comunicou sua preocupação e criticou a condenação de Nadarkhani. “O pastor Nadarkhani não fez nada além de manter sua fé, que é um direito universal de todas as pessoas”, disse a declaração vinda de Washington. 

Além disso, no Brasil, jornalistas como Reinaldo Azevedo comentaram a atrocidade em seus blogs. Políticos como o senador Marcelo Crivella levaram o caso ao Plenário e pediram ao governo do Irã que poupasse a vida do cristão.

As boas relações diplomáticas do Brasil com o Irã desde o governo Lula podem influenciar e ter “voz” mais ativa do que muitos outros países em relação a este caso. Pensando nisso, a Portas Abertas, organização que lida com a perseguição religiosa no mundo criou ações em favor da vida de Nadarkhani por meio de um abaixo assinado para que os brasileiros pressionassem o presidente do Senado, José Sarney, a enviar carta de apoio ao pastor Youcef em nome do Senado Federal conforme solicitação do senador Paulo Paim. Além disso, a entidade enviou outro abaixo assinado para que o Itamaraty, ou seja, o ministério de Relações Exteriores do Brasil se pronunciasse publica e favoravelmente pedindo pela vida do pastor Youcef.

Ainda que a pressão internacional tenha efeito sobre a decisão da sentença, o pastor não sairá ileso. Punições como um longo período na prisão pode ser o resultado do “perdão”, uma vez que, se o tribunal simplesmente o liberar poderia ser visto como uma derrota. Mas acredita-se que a prisão também continuará causando pressão ao governo iraniano.
“Eles provavelmente não irão matá-lo hoje, mas podem fazer isso quando quiserem”, disse uma fonte ligada ao caso do pastor Nadarkhani para a agência internacional de notícias Compass Direct. “Eles podem enforcá-lo ao meio dia ou então daqui a 10 dias. Às vezes entregam o corpo para a família junto com o veredito. Eles têm ultrapassado as fronteiras da lei”.

Nos dias da audiência, a esposa de Nadarkhani estava muito apreensiva com relação à decisão do tribunal. O casal tem dois filhos: Joel, 7 e Daniel, 9. “A mulher dele está em depressão e preocupada. É uma situação difícil para toda a família”, relatou a fonte. O pastor Youcef conseguiu ver seus filhos durante a audiência pela primeira vez desde março. “Ele estava de bom humor e falava de sua enorme vontade de servir a Igreja depois que fosse libertado da prisão”, revela o Compass.

Fato interessante no caso do cristão Youcef Nadarkhani é que seu advogado, Mohammad Ali Dadkhah, é muçulmano com grande expertise em Direitos Humanos e está cuidando do caso do pastor. “Isso mostra que pessoas de diferente fé estão dispostas a arriscar suas próprias vidas e carreiras para salvar outros”, alerta Jordan Sekulow, diretor executivo da ACLJ.

Copyright © 2011 Cristianismo Hoje
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...