quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Frustrados com meu deus eu


Relendo uns textos no meu arquivo, vi este que me deu uma sacudidela e me mostrou em um momento mais crítico com relação a minha caminha a novos rumos. Creio que seja muito pertinente para o momento confuso que muitos cristãos estão vivendo neste momento.



Muito além das discussões sobre a melhor tradução desta letra, vendo ela hoje numa terça-feira melancólica, os traços de humanidade que estão contidos em cada linha desta bela canção exalam um sentimento até então adormecido em mim. Sou humano, em si esta declaração não tem espanto, mas se analisada sob a ótica de quem vive com o sistema religioso vigente a torturar a alma dizendo que, vencer a si mesmo, está baseado em colocar barreiras humanas feitas muitas vezes de repressão, e que, não mostram a face doce que existe em Deus, a declaração toma ares de analise bem colocada e muito pertinente ao hino.

Mas aqui vai um aviso aos que, ao lerem as primeiras linhas digam que sou liberal, apego-me a soberania de Deus expressa em sua palavra, e não acho razão em viver a margem do que sua palavra diz. Apenas vejo nesta canção uma alma que se coloca de forma verdadeira a vontade de Deus mesmo em grandes dilemas que cercam a alma. A dúvida, o medo a frustração. A duvida do mover de Deus em nossas vidas, a incerteza de sua atuação como Deus misericordioso e compassivo, afinal aprendemos a ter medo de Deus e não ama-lo.

Ter medo de Deus é melhor, nos ajuda a nunca removermos as barreiras colocadas, nos acorrentas as nossos supostos fundamentos adquiridos de forma espontânea. Se frustar com o nosso deus concebido neste terreno fértil e mais que natural, paremos pra pensar, estamos vivendo as margens do verdadeiro relacionamento com Deus, a dúvida de um Deus misericordioso leva ao medo de ter vontade de conhece-lo melhor e assim a um relacionamento frustrante com aquilo que pensamos estar tendo de proveitoso com Deus.

Ao passar os olhos na letra percebo que há uma frustração em ver que, o que impede de ser o ideal de Deus é o que pensamos de ideal pra nós, loco não? Mas calma isso é simples de se entender e Paulo descreve isso magistralmente em Romanos 7 15-25, mais precisamente do 15 ao vesso 24 a triste constatação de nossa guerra interior, o que é interessante é que, anteriormente Paulo fala do poder de Deus  Rm 1-16,um poder que salva a todos, uma fonte de calmaria pra momentos assim.

A desolação que se vê na voz do cantor e na tradução da música se eclipsa ao ouvirmos ao vermos um Aleluia (ALELUIA traduzida do hebraico הַלְלוּיָהּ (Halləluya) onde a primeira parte da palavra Hallelu (הַלְּלוּ) significa “Louvem! Adorem!” num elogio, e a segunda parte Yah (יָהּ)  uma abreviação do nome Javé (YHWH). Portanto, ALELUIA quer dizer: “Louvem a Deus” ou “Adorem a Deus”). Mas estou mais inclinado assentir a essência da palavra como uma forma de dizer a Deus que apesar de minhas frustrações eu o amo.

Em Romanos vemos que não podemos esperar de nós mesmos a vitória contra o nosso próprio eu, lutar devemos, mas esperar vencer por si só e frustrante. Já percebo que o erro não é admitir que alguns dias são negro mesmo vendo a mão de Deus ao nosso favor, queremos barganhar com Deus o nosso final pois achamos que como um filho que erra, mesmo que se arrependa não vai mais ter aquilo que esperava,( eu me sinto assim as vezes) mas Romanos está ai pra mostrar que Deus ainda ama os pecadores.

Seja Deus em tudo.
Silver James.

Letra e Tradução 

Hallelujah

I've heard there was a secret chord
That David played and it pleased the Lord
But you don't really care for music do you?
It goes like this - the fourth, the fifth
The minor fall, the major lift
The baffled King composing Hallelujah

Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah

Your faith was strong but you needed proof
You saw her bathing on the roof
Her beauty in the moonlight overthrew you
She tied you to a kitchen chair
She broke your throne, she cut your hair
And from your lips she drew the hallelujah

Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah

Maybe I've been here before
I know this room, I've walked this floor
I used to live alone before I knew you
I've seen your flag on the Marble Arch
Love is not a victory march
It's a cold and it's a broken hallelujah

Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah

There was a time when you let me know
What's real and going on below
But now you never show it to me, do you?
And remember when I moved in you
The holy dark was moving too
And every breath we drew was hallelujah

Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah

Maybe there's a God above
And all I ever learned from love
Was how to shoot at someone who outdrew you
And it's not a cry you can hear at night
It's not somebody who's seen the light
It's a cold and it's a broken hallelujah

Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah
Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah

Aleluia

Eu ouvi que havia um acorde secreto
Que Davi tocou e louvou ao Senhor
Mas você não se interessa mesmo por música, não é?
É assim - a quarta, a quinta
A menor cai, a maior ascende
O rei perplexo compondo aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia.

Sua fé era forte, mas você precisou de provas
Você a viu se banhando do telhado
A beleza dela sob a luz do luar te arruinou
Ela te amarrou numa cadeira da cozinha
Ela destruiu seu trono, cortou teu cabelo
E dos seus lábios ela extraiu a aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia.

Talvez eu já tenha estado aqui antes
Eu conheço este quarto, eu andei neste chão,
Eu costumava viver sozinho antes de conhecer você.
Eu vi sua bandeira no arco de mármore
O amor não é uma marcha vitoriosa
É um frio e triste aleluia

Aleluia, aleluia, o aleluia, aleluia.

Houve uma época em que você me deixou saber
O que realmente contecia lá embaixo
Mas agora você nunca me mostra isso, não é?
E lembra de quando eu me aproximei de você
A escuridão sagrada foi junto também
E cada suspiro que déssemos era aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia, o aleluia.

Talvez lá haja um Deus acima
E tudo que eu sempre aprendi sobre o amor
Foi como atirar em alguém que te desarmou
E isso não é um choro que você pode ouvir à noite
Não é alguém que vê a luz
É um frio e triste aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia, aleluia, aleluia, aleluia,
Aleluia


Dinheiro


Se trabalha, se luta, se quer, se mata... Tudo aqui na terra ao menos em uma olhadela se observa que gira em torno de dinheiro. As ações deste mundo por menor que seja segue este mecânica, este movimento que chega a ser inato no comportamento humano. Questões políticas, lá esta a força do dinheiro, relacionamentos olha ele lá ditando as regras e medindo o afeto e o grau de intimidade entre as pessoas.

Pasmo em ver que até em questões mais íntimas ele, o dinheiro é o dono dos holofotes, como por exemplo, a venda de virgindades na internet, minha visão sobre isso é que realmente a humanidade chegou num grau extremo de banalização. Num assunto tão íntimo como a virgindade o ser humano chegou a esse nível de miserabilidade mental e emocional. O fato em si é que, se descartou qualquer capacidade intelectual e física de alcançar um objetivo falível para se tomar uma atitude irracional e banal. 

Em outros textos coloquei que a ideia de fundo do filme Resident Evil de que, um vírus letal chamado de T vírus que tira todos os sentidos de pensamento e racionalidade e torna os seres infectados em bestas incontroláveis dominadas pelo instinto mais primitivo de alimentar-se é um olhar para o futuro da humanidade talvez se mostrasse um tanto apocalíptico, mas, veja se não. As pessoas deixam de raciocinar e de agir com sanidade frente ao dinheiro, o que existe muitas vezes é um instinto incontrolável de ter o dinheiro e as coisas que ele pode de forma transitória dar.

Ai... Bem nós entraríamos em uma discursão sobre as questões que afligem o ser humano moderno, mas isso fica pra outra hora.

Reality Shows onde se coloca homens e mulheres como animais de zoológico a se matarem por dinheiro, não é mais novidade em nossos dias, que alias uma ação bem engenhada pelos nossos governantes, uma reedição da política de alguns imperadores romanos que davam ao povo pão e sangue nas arenas de luta. Bem as armas são outras, a arena é outra os lutadores, mas, o que o povo quer ver ainda é o mesmo, a ascensão de um miserável que de todas as formas escusas chegou ao prêmio.

O dinheiro chegou à fé e neste campo chegou e se tornou um deus que chega a ter práticas bem diversificadas para abençoar seus seguidores, um deus sincretista, que se utiliza de várias manobras para possuir o coração dos seus. Assim nós observamos nos dias de hoje, copo de agua, mesa branca, banho de sal grosso e até reza de fogueira e aja folego pra subir montes e escalar morros kkkk....

O amor ao dinheiro realmente é a raiz de todos os males e ainda falando sobre o campo da fé, os estragos que esse sentimento trás são incalculáveis. O amor ao dinheiro, em uma fé fingida pode trazer males de magnitude de um tsunami. Uma pessoa que almeja o episcopado (pastorado) apenas de forma econômica e de acessão social pode adoecer igrejas e mutilar almas que apenas desejam seguir ao céu. Acho que, de todos os pecados este me deixa mais perplexo uma vez que ao mutilar uma fé, uma alma que deseja de forma genuína e pura sua entrada no céu, seu aconchego nos braços do pai, cura de seus males físicos e espirituais serem maltratadas apenas pelo desejo de poder e riqueza, chega a ser imoral e hediondo.

Sei que existe a vontade de vencer na vida, todos nós devemos buscar uma vida de satisfação e conforto, mas de forma serena e pura, honesta e sem dolo ao próximo. Neste ponto vem em minha mente o que Jesus falou “... Do que adianta o homem ganhar o mundo inteiro e perder sua alma”.

Xápiç Eirêneuô

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Ler & Pensar



Amor ou obsessão denominacional?



Por Pr. Magdiel G Anselmo

Há uma linha tênue entre o amor e a obsessão pela denominação a que somos membros.

Alguns dentre nós parecem amar mais a denominação do que o próprio Deus. Parecem amar mais a forma da organização do que a própria Bíblia. Defendem com muito mais vigor a "sua igreja" do que propriamente as doutrinas bíblicas fundamentais.

Esse "amor" desmedido pela denominação da qual fazem parte traz um orgulho, que sabemos, não é saudável. Temos que entender que a denominação não é infalível e muito menos perfeita. Seus métodos e sua forma de se organizar pode não ser a melhor ou a mais eficaz hoje como eram a tempos. Não temos que "fechar os olhos" para seus erros administrativos e metodológicos.

Em toda organização existem momentos de manutenção e acerto de direção em sua trajetória.

Temos sim que levar em conta que o aperfeiçoamento dos processos deve ocorrer, e em alguns casos, a mudança ou até o abandono de formas antigas pode ser inevitável e necessária para que haja alcance, abrangência e acima de tudo, edificação.

Isso não significa negligenciar ou desrespeitar a tradição, mas sim, aprender com ela e quando necessário fazer dela o "trampolim" para novos procedimentos e novos dias.

O amor denominacional é compreensivo, mas tudo tem limite, não pode se tornar em obsessão cega.

Quando vivemos grande parte de nossa vida envolvidos com e em uma organização é comum adquirirmos por ela forte zelo e amor. Isso não é ruim, desde que direcionado corretamente.  Todo desequilíbrio traz problemas, inclusive nesse caso.

O amor pela "nossa igreja" não pode suplantar ou sobrepujar a reflexão e o discernimento do que é correto e do que é razoável.

O que é inquestionável e imutável devem ser sempre preservados como são o caso das Escrituras. As metodologias, formas e organizações que são criadas pelo homem devem sempre passar pelo crivo bíblico e, também pela prova do tempo e da sua eficiência em cada momento da história. Não é pecado aperfeiçoar ou mudar, desde que não incorramos em desrespeito ou infrinjamos os ensinamentos bíblicos já nos revelados.

Mas, lamentavelmente o que vemos muitas vezes é que somente a possibilidade em mudar traz um perplexidade tamanha que parece que estamos a negar a nossa fé em Cristo. Modificar uma estrutura de muitos anos parece ser mais difícil que a transformação de vidas em Cristo.

Inevitavelmente esse conceito conduz a arrogância e orgulho denominacionais. "A minha igreja é a melhor", "o nosso jeito é o melhor", afirmam soberbamente sem discernir se realmente isso é uma verdade atualmente, como se a forma, o jeito, o método, etc... Estivesse ao mesmo nível ou até superior a própria Palavra de Deus, essa sim uma verdade em qualquer época ou contexto. Os limites para se adentrar na caracterização de uma seita quase são ultrapassados. Temos que fugir do exclusivismo e da tendência de pensar que somos os mais perfeitos dentre os mortais. A forma pode variar desde que não afete o conteúdo, a essência - isso é que devemos propagar e defender.

Aí então, percebemos que muitos defendem com mais energia a não mudança ou o aperfeiçoamento de métodos e formas já comprovadamente ineficazes do que a própria fé cristã como orienta a epístola de Judas.

O zelo tornou-se obsessão arrogante e o amor transformou-se em cegueira espiritual.

O orgulho denominacional tem crescido principalmente nas igrejas mais antigas, tradicionais e históricas, e esse crescimento nada traz de bom a causa de Cristo ou a expansão da Igreja, mas tem alcançado também as novas e já percebemos os conflitos desnecessários que causam.

Mais reflexão bíblica e menos paixão denominacional, são aconselháveis em nosso contexto atual.

Nos desapegarmos de costumes e tradições denominacionais  que já não tem sentido ou necessidade é algo a se considerar para que cresçamos e façamos a diferença em nosso presente século. A ideia equivocada de que é pecado mudar procedimentos ou formas deve ser rejeitada e o aprimoramento de nossa atuação exige muitas vezes um replanejamento e direcionamento adequados e contextualizados.

O questionamento da postura de meros replicantes do passado é crucial. O cristão "papagaio de pirata" que somente repete sem avaliar, sem julgar o que lhe é ensinado ou imposto pelas organizações não tem mais espaço em uma Igreja que deseja aprender com seus erros e progredir em sua expansão. As questões secundárias (as que não dizem respeito ao texto bíblico) devem ser reavaliadas e provadas em seu funcionamento, operacionalidade e eficiência.

Não podemos e não devemos canonizar o que não é sagrado.

As desculpas de termos e seguirmos linhas teológicas variadas e de possuirmos histórias diferentes não justificam ou explicam os erros cometidos ou a ausência de reflexão sobre o assunto em questão.

Pensemos urgentemente com seriedade sobre essas questões.

Fonte: A Verdade Bíblica

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Fala Deus





                             

O EVANGELHO É SUFICIENTE PARA VOCÊ?

Por Leonardo Gonçalves

Um dos pontos que diferencia evangélicos das seitas pseudocristãs é a suficiência da Palavra de Deus. Todo cristão evangélico sustenta que a Bíblia é a infalível Palavra de Deus, totalmente suficiente, ao ponto de já não necessitarmos novas revelações alheias ao evangelho, nem de aparições angelicais ou ainda tradições esclerosadas de origem duvidosa. Na verdade, afirmar a Suficiência das Escrituras equivale a que não precisamos de nenhuma outra coisa além do evangelho. Nada além das Escrituras.

Se isso for verdade, segue-se que todo o resto é enfeite de culto. É bonito, interessante, as vezes didático, mas secundário. Remova o púlpito, e ainda terá uma igreja cristã. Remova as cadeiras e não perderemos nada. Desligue o ar condicionado do templo e ainda teremos uma igreja evangélica. Acabe com o grupo de musica, desligue o projetor, e ainda teremos uma igreja evangélica, uma pregação evangélica, e um culto evangélico. Será?

Imagine que um dia você chega na sua igreja e encontra um templo vazio: o púlpito não está lá, as cadeiras acolchoadas também não, não há instrumentos musicais, nem banda, nem letras no telão, nem teatro, danças, coreografias, nada nesse estilo. Você entra e tudo o que vê é um homem com uma Bíblia na mão. Como você reagiria? Como você se sentiria? Será que você ainda pensaria que está entrando em uma igreja? Será que a sua igreja sobreviveria sem todos estes elementos secundários? Será que sua fé resistiria a todas essas mudanças? Se nós tivéssemos cultos somente de pregação, as pessoas assistiriam mesmo assim?

Em outras palavras, o Evangelho é realmente suficiente para nós?

A verdade é que se estes elementos deixassem de existir, muitas igrejas desapareceriam também. Isso porque são igrejas centradas em vaidades, e não no evangelho de Cristo. Para elas, a suficiência das Escrituras é apenas um dogma a ser confessado, e não uma verdade para ser vivida!

Pastor, proponho que você faça o seguinte: Remova as cadeiras, tire o púlpito do lugar, desligue os ventiladores, tire os instrumentos e todas as outras coisas não essenciais de sua igreja e aguarde seu rebanho com a Bíblia na mão. Use a oportunidade para falar da suficiência da Palavra. Mostre a eles a diferença entre o essencial e aquilo que é secundário. Deixe que eles sentem no chão, com a Bíblia sobre as pernas e saboreiem a Palavra sem distrações. Aproveite para dizer a eles que milhões de crentes ao redor do mundo se reúnem assim: sem cadeiras, sem edifícios ostentosos, ar condicionado, projetores e banda de musica; são os cristãos perseguidos. Conte a eles como, para milhões de crentes ao redor do mundo, a Bíblia é suficiente.

Marque reuniões mensais assim, onde vocês se despojarão de tudo o que não é essencial para saborear a Palavra e viver como a igreja primitiva e como os crentes perseguidos. Tenham refeições em comum durante este período e intercedam pelos seus irmãos em todo mundo. E se depois de alguns dias você ficar sozinho com a Bíblia na mão, comece a plantar de novo, pois o que você tinha não era uma igreja evangélica, um rebanho de ovelhas, mas apenas uma seita centrada em uma infinidade de elementos não essenciais, mas totalmente distante da verdadeira fé e do evangelho de Deus.

***
Leonardo Gonçalves é missionário no Peru e editor do Púlpito Cristão.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Deus tá vendo irmão






IGREJAS QUE FEDEM HERESIAS


Dizem que sou muito agressivo quando escrevo sobre algumas igrejas-porcarias que se intitulam "igrejas evangélicas". Para mim, muitas delas fedem heresias mesmo, e nem creio que façam parte do corpo de Cristo.

Dentre elas não estão incluídas igrejas doentes, pois todas as igrejas verdadeiramente cristãs podem passar por problemas, devido às imperfeições que seus membros carregam consigo (e eu sou um deles). Nem àquelas com pouco conhecimento da Bíblia devido às dificuldades culturais, geográficas, etc.


Refiro-me àquelas produto da vontade humana, cujos pastores tiveram a lucrativa ideia de fundá-las. Sim, eles estavam em dificuldades financeiras e pensaram no futuro. Então o deus da mente deles lhes deu uma saída: Fundar uma igreja para mudar a história dessa rua, desse bairro, dessa cidade, desse estado, desse pais, desse continente, desse planeta, desse MUNDO, desse UNIVERSO. É isso mesmo! Mudar a história MUNDIAL e UNIVERSAL.


Nessas maldições de Satanás, o nome de Jesus é o centro: da avareza, da politicagem, da malandragem, da corrupção, da discórdia. O sangue dessas igrejas - o dinheiro dos fiéis - corre em cada microvaso de seus líderes. Só pensam nisto: Quanto vou ganhar?

A mão ressequida e o exu boiadeiro, no picadeiro da fé, fazem+das vítimas corpos sugados, surrados pelas esporas de seus montadores de rádios e TVs, e a bênção financeira é o comercial. Sim ou não?

Devem nos caçoar: "No suor do rosto deles, comem pão", mas com o meu suor como do melhor. Sim ou não?

- Pega essa nota de 1REAL, demônio, em nome de Jesus!
- Peguei!
- Pega essa de 2Reais, em nome de Jesus!
- Tá, eu pego!
- Pega essa de 50 Reais!
- De jeito nenhum!
- Eu disse, em nome de Jesus, pega essa nota de 100 Reais aí no chão, AGORAAAA!
- Não pego de jeito nenhum!
- Por que você não pega essa nota de 100 Reais, se as outras você pegou?
- Porque as outras são minhas mesmo, mas a de 100 Reais é de Jeová!
- Tá vendo, irmãos? Até o diabo sabe que quando doamos notas de pouco valor, entregamos o que já é do diabo. Mas quando doamos uma de 100 Reais, esses 100 são do Senhor! Para quem você vai doar hoje: Para Deus, ou para Satanás?

To suando muito? Sim ou não?


Fernando Galli.
  
Fonte: Instituo Apologético Cristo Salva

Eu, você & Deus



“Certo homem tinha dois filhos o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me  a parte dos bens que me cabe . E ele repartiu os haveres. Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente. Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade. Então, ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar porcos. Ali, desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada. Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho ; trata-me como um dos teus trabalhadores ; E, levantando-se , foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.  O pai, porém, disse aos seus servos:

Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos; porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se. Ora, o filho mais velho estivera no campo; e, quando voltava, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Chamou um dos criados e perguntou-lhe que era aquilo. E ele informou: veio teu irmão, e teu pai mandou matar o novilho cevado, porque o recuperou com saúde. Ele se indignou e não queria entrar, saindo, porém, o pai procurava conciliá-lo. Mas ele respondeu a seu pai. Há tantos anos  que te sirvo sem jamais  transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos ;vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes , tu mandaste matar para ele o novilho cevado Então, lhe respondeu o pai : Meu filho, tu sempre estás comigo ; tudo o que é meu é teu. Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.”  Lucas cap.15 vers. 11 a 32

O amor de Deus
Sem rebuscar minhas palavras apenas quero descrever o que meu coração sente ao ler a parábola do filho pródigo. Imagino que em todo a sua presciência Deus já analisava a confusão que os homens fariam sobre o tema: Natureza Humana X Graça de Deus. Deus em sua grande sabedoria nesta parábola em questão mostra qual a sua posição diante da natureza humana. Débil, falha e transitória. Sei que este mesmo trecho comumente é usado para uma análise de dois tipos de crentes que encontramos na igreja, mas, apenas quero aqui analisar e assim me permite Deus, ver a referida passagem com outros olhos, os olhos de um Deus que sabe muito bem quem é o homem.

Hoje mais do que nunca se estuda, se analisa e se busca de todas as formas ter o conhecimento da natureza humana, para que assim se possa satisfazer cada vontade e cada intenção do seu coração, assim coloca a passagem acima. A busca por este autoconhecimento gera muitas vezes pessoas movidas por busca de si mesmo, levando a caminhos que se colocam como soluções praticas para esta busca. Mas o homem (homem e mulher) é um ser complexo e inquieto que sempre se sente insatisfeito com o que tem , com o que é e com o que busca. Temos isso dentro de nós, e acho que era isso que Deus queria falar nesta passagem. O ser humano foi criado pleno e perfeito, com todas as coisas dispostas a suas necessidades, o homem estava de forma uníssona com Deus. Mas o ser humano queria mais, queria aquilo que era mais do que Deus tinha dado. Somos assim queremos o mais mesmo quando em Deus temos tudo.

Analisado desta forma um lado deste tema, se coloca a seguinte pergunta: E Deus como age sobre isso? Deus ama. Deus em sua infinita misericórdia nos amou primeiro. Acima de tudo Deus sabe quem é o homem, sabe que queremos muitas vezes correr sem suas mãos a nos proteger. Mas precisamente Deus antes da queda nos oferece os braços abertos, falo com relação a sua providencia divina para a inquietação do home.

Um bêbado, um drogado uma prostituta ainda que queiram a vida que levam Deus os ama e espera de forma paciente a volta destes para a condição de filho. Vejo e nas linhas desta passagem um Deus que como dono de tudo podia ter lançado o filho regresso aos seus mais duros castigos, mas vejo um pai que corre ao encontro de um filho sujo e maltrapilho. Um filho que buscou se encontrar, nos mais diversos caminhos. Álcool, drogas e muito prazer não puderam lhe dar a resposta. No fim a casa paterna era o caminho de volta, mas, como voltar seria humilhante e sem as vistas dele resultado garantido de descanso e voltaria sem respostas, mas resposta estava lá, sim nos braços do pai, a resposta sempre esteve com ele.

Deus se levantou e contra todas as probabilidades deu solução ao coração do filho que retornou, ele não jogou na cara os dias em claro e o dinheiro perdido, ele simplesmente fez a ação mais inusitada de todas, Deus amou e se reconciliou conosco. Meus amados, Deus veio a terra entendeu o homem como um todo e ele mesmo se reconciliou com a sua criação.

Deus sabe o que sentimos e o que buscamos. Ele sentiu o que sentimos, e sabe o que queremos e ainda mais, nos ama e quer nos dar cada dia um pouco de si mesmo.

Xápiç Eirêneuô

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Superman é para os fracos


Ao longo desta caminhada muitos homens e mulheres fazem a gente perceber que o evangelho ainda tem seus heróis n ativa. Homens e mulheres que deixaram tudo por amor a mensagem de Deus que trás vida aos cansados e sem paz. 

Um destes é o casal de missionários  Ir.Joelson Lourenço da Silva e  Neves Ferreira Lourenço que estão  em Edelira-Paraguai. Algumas imagens deste abençoado trabalho.

Xápiç Eirêneuô


Continuem orando por nós e por este projeto, pois Paraguai necessita de projeto que expresse o verdadeiro significado do reino de Cristo. Um povo sofrido que necessita de pessoas, que assim como Cristo, expresse o amor e compaixão por eles.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Evangelho



Estamos de volta,

Depois de um longo período de silencio aqui neste espaço, estamos voltando as atividades, neste período muitas coisas aconteceram: os 30 anos, a vinda de um filho ( um menino kkkk) que juntando com a idade, me faz rever certos pensamentos que norteiam a minha vida. As minhas observações do espiritual que me cerca e as demonstrações de um mundo que é invisível, mas latente no visível: o mundo de Deus.

Não sei se isso acontece com todos os homens mas um filho nos mostra muita coisa encoberta aos nossos olhos, vendo o mundo com mais calma percebo que certas guerras travadas em nome do evangelho são fúteis e que a verdade e que de uma forma ou de outra a vontade de Deus sempre vai prevalecer, independente das aspirações humanas de usufruir negativamente da graça de Deus, o objetivo dela a graça vai sempre se concretizar, digo isso vendo muitas vezes como os homens vendem Deus como se fosse mercadoria, como um livro de autoajuda apenas um suvenir para espantar o mal olhado. Mas, mesmo assim vejo agora o que nítido o que é claro, mas estava cortinado aos meus olhos: “O que importa e o nome de Jesus, seja anunciado”.

De fato temos que impedir o avanço distorcido de certos movimentos que apenas servem de banco para seus lideres, mas algo que se torna ainda pior é a guerra que se faz seja na internet ou em qualquer outro lugar de grande acesso, lideres contra lideres de um mesmo entendimento, as tomadas de territórios que se assemelham as guerras de chefes de trafico, disputas que levam a óbito almas ainda na puberdade da vida cristã. Não me tornei alienado as verdades da bíblia e sei que a verdade tem que ser defendidas, mas, me pergunto: “ Todos estão contra todos” que evangelho e esse que dissemina a desunião e o ódio entre aqueles que um dia foram chamados a amar?

Sou  convicto do evangelho da graça sem meritocracia com Deus, sou convicto do céu e quero defender as verdades da bíblia sagrada, mas me preocupo com a graça de Deus, com as almas inocentes que procuram uma igreja não pela sua placa ou líder, mas pela necessidade de encontrar alivio para sua alma, descanso para suas dores. Essas almas buscam o Cristo do amor incondicional que deixa tudo por um perdido, estamos nos atendo às guerras cibernéticas pela primazia da verdade e nos tornando genocidas das almas que nos rodeiam, vamos depor as armas. Aos céticos lideres parem de lucrar com a necessidade aleia, deixe de atesourar ouro aqui na terra e tomem posse não do ouro daqui, mas das moradas eternas.

Aos que usam a net para defender a verdade usem-na pensando nas almas e na alma também do alvo de vossos ataques não à pessoa, mas ao seu erro lembrando que Deus abomina o pecado, mas ama o pecador, mesmo ele sendo contumaz (mas quem não é) se tem alguém imune a essa lei, que seja levado logo ao céu. As almas estão ai, doentes e cansadas querendo um abrigo das dores e violência, devemos nos unir e dar as mãos a está tão grande ceara que está a nossa frente, Deus é luz e vida aos cansados.

Xápiç Eirêneuô

Quero recuperar minha alma



Quero recuperar minha alma

Do que adianta ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? indagou Jesus. Já pensou quantas coisas nesta vida estão a roubar nossa alma? Já imaginou quantas futilidades estão a nos consumir e não nos damos conta? Meu Deus, deixo-me levar por tanta coisa inútil!

Quero recuperar a minha alma.

Às vezes, nossa rotina é tão esmagadora; o trabalho é só cansaço e estresse; os murmúrios que ouvimos são apenas reclamações, nossas e de outros. A insensibilidade começa a tomar conta de nossa alma. Tornamo-nos facilmente irritadiços, impacientes, indiferentes que não percebemos o outro ou o sopro do Espírito nas simples coisas, como o sorriso de um bebê.

Quero recuperar minha alma.

Às vezes, somos tragados por hábitos ruins que começam pequenos e vão se avolumando e tomam uma proporção avantajada em nosso ser que, quando nos damos conta, estamos presos numa teia difícil de soltar. A doença física, mental ou espiritual se instala. A vida se torna um cativeiro do qual é duro sair. E alma paga presa à terra e à lama.

Quero recuperar a minha alma.

Às vezes, focamos apenas nas coisas terrenas como se fossem as mais importantes. Dinheiro, poder, sucesso, fama, minha satisfação pessoal, a admiração dos outros, o estrelismo. Nos últimos dias de nossa vida, enfim, descobrimos que nada disso importa, nada disso traz conforto, nada disso traz esperança ante o destino final e irrevogável. E ainda assim nossa alma chafurda nessas frívolas coisas.

Quero recuperar a minha alma.

Às vezes, uma severidade nos toma de assalto. Colocamo-nos como padrão para as pessoas, portamo-nos como juízes do ser humano, tornamo-nos brutos, empedernidos. A rigidez cimenta o coração. A chuva caindo, o frio soprando, a flor desabrochando, a árvore mudando suas folhas, nada é capaz de nos sensibilizar, muito menos a dor do outro, a situação do outro.

Quero recuperar a minha alma.

Às vezes, as preocupações, o dia a dia, o corre-corre, o consumo desenfreado, os sonhos mirabolantes, os objetivos pessoais inatingíveis tornam-nos surdos e não ouvimos, e não percebemos, e não atentamos ao convite de Deus que vem a nós como uma brisa soprando, como um murmúrio de águas tranquilas nos chamando para perto dele onde verdadeiramente encontramos satisfação.

Quero recuperar a minha alma.

Quero a beleza da natureza. Quero a perfeição do canto coral. Quero a simplicidade das crianças. Quero descontração das conversas com os amigos. Quero as risadas com a família. Quero a glória dos momentos de louvor simples a Deus. Quero meus momentos a sós com o Pai. Quero ouvir sua voz acalentando meu ser. Quero sentir os seu braço a me envolver. Quero falar-lhe de minhas tristezas e senti-lo confortando-me. Quero perder o mundo mas ganhar a minha alma.

Quero a minha alma de volta. O caminho está apenas começando.

Alexsander Carvalho

segunda-feira, 4 de junho de 2012

O Show não pode continuar


É hora de acordar pra realidade, sem medo de encarar os nossos erros e ter caráter pra admitir que estamos falhando.

Eu Recomendo

Depois de uma longa pausa reflexiva exponho alguns textos e vídeos que me mostraram novamente o caminho, nos próximos dias a conclusão do texto que escrevi. Medite.


Os 8 ais de Jesus sobre a hipocrisia dos fariseus em Mt.23.13-33 é atual e aplicáveis hoje

O primeiro ai: V. 13) Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois, vós não entrais, nem deixais entrar os que estão entrando.

Esta passagem de denúncias não representa uma mera opinião de Jesus, mas é o julgamento do Santo de Deus sobre aqueles que estavam fazendo da religião inteira uma zombaria e um fingimento. O ai significa o fogo eterno do inferno. Este será o castigo deles, como diz Lutero. Eles, em sua hipocrisia e em sua ação, chegaram ao ponto em que enganam tanto a si mesmos como aos outros.

Fingem, com grande ostentação de zelo, estar abrindo as portas dos céus aos seus semelhantes, ensinando-lhes o caminho da salvação farisaica por obras. Mas, procedendo assim, de fato, fecham os portais do céu diante deles. Pensavam que tinham o céu como certo e que, quando bem quisessem, podiam entrar, mas, tão só, se enganaram e ainda enganam outros, impedindo-os de entrar.

O segundo ai: V. 14) Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque devorais as casas das viúvas e, para o justificar, fazeis longas orações; por isso sofrereis juízo muito mais severo.

Os fariseus não gostavam de trabalho braçal ou mental, com o qual pudessem conseguir a vida honestamente. Assim como sua religião era mera farsa, também seus costumes religiosos eram usados para esquemas de enriquecimento. Longas oração, como as que eles costumavam fazer, eram a sua marca forte, sendo produzidas com a finalidade de mostrar ao povo que possuíam méritos e poderes excepcionais. Mulheres, despojadas de seus protetores naturais, viúvas, cujos sentimentos facilmente podiam ser dominados, com muita disposição pagavam pela assistência de longas orações feitas por elas. Este era o pretexto frívolo pelo qual escribas e fariseus conseguiam propriedade e riquezas, Is.5.8. Esta forma de suborno era especialmente condenável, porque incluía o abuso do nome de Deus, e, desta forma, era tanto uma blasfêmia como um assalto.

O terceiro ai: V.15) Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque rodais o mar e a terra para fazer um prosélito; e, uma vez feito, o tornais filho do inferno duas vezes mais do que vós.

Os escribas e fariseus, em seu desejo de impressionar o povo, eram zelosos em ganhar prosélitos para a igreja judaica. Atravessavam os mares e viajavam pelos desertos procurando homens e mulheres que pudessem ser ganhos para a religião judaica, sendo naquele tempo notável o número de prosélitos da porta e os prosélitos da justiça, ou seja, daqueles que haviam aceitado as doutrinas judaicas sem ou com a circuncisão e o batismo. Mas eles, juntando externamente pessoas à igreja, internamente lhes causavam eterno dano às almas, ensinando-lhes a religião da hipocrisia.

Muitos dos prosélitos da justiça eram muito mais fanáticos do que os próprios judeus. Desta forma os fariseus, mais uma vez, provaram que eram adeptos da dissimulação, visto que aos olhos das pessoas isto parecia que eles eram zelosos por Deus, e que tiravam muitas pessoas da idolatria.
Mas, de fato e de verdade, eles as metiam numa idolatria ainda muito maior, do que a anterior, ainda que oculta, porque passaram a crer em suas próprias boas obras.

O quarto ai: V. 16) Ai de vós, guias cegos! Que dizeis: Quem jurar pelo santuário, isso é nada; mas se alguém jurar pelo ouro do santuário, fica obrigado pelo que jurou. 17) Insensatos e cegos! Pois, qual é maior: o ouro, ou o santuário que santifica o ouro? 18) E dizeis: Quem jurar pelo altar, isso é nada; quem, porém, jurar pela oferta que está sobre o altar, fica obrigado pelo que jurou. 19) Cegos! Pois, qual é maior: a oferta, ou o altar que santifica a oferta? 20) Portanto, quem jurar pelo altar, jura por ele e por tudo o que sobre ele está. 21) Quem jurar pelo santuário, jura por ele e por aquele que nele habita; 22) e quem jurar pelo céu, jura pelo trono de Deus e por aquele que no trono está sentado.

É um exemplo típico das diferenças sem sentido que eram permitidas porque a tradição assim o falava. Jesus chama aos escribas e fariseus de guias cegos, ou seja, aqueles que se atreviam guiar outras pessoas enquanto eles próprios careciam de conhecimento e compreensão corretos, Rm 2.17-24. Era considerado um transgressor manifesto aquele que, sob juramento, fazia um voto pelo ouro do lugar santo ou pelo sacrifício sobre o altar, coisas que eram santificadas a Deus, caso não considerasse seu voto como totalmente obrigatório.

Mas, jurar pelo santo dos santos ou pelo altar de sacrifício era nada, tinha nenhum valor e não era obrigatório. Detalhes pequenos e insignificantes eram sustentados no interesse de preceitos humanos e com o propósito de conservar os corações das pessoas por meio da pressão do medo, sendo, porém, ignorados os assuntos fundamentais. O Senhor os chama de tolos estúpidos e cegos, que não têm entendimento nem valor reais. É o altar que santifica, que dá o valor ao sacrifício. É o lugar santo que confere santidade ao ornamento. É Deus, o Rei dos céus, que dá ao trono lá do alto dignidade e valor. Por isso chegara o tempo para os judeus para reajustarem os valores. Os votos são sacros e válidos, mas nunca deve acontecer que distinções humanas os encubram.

O quinto ai: V.23) Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da lei, a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas.24) Guias cegos! Que coais o mosquito e engolis o camelo.

É um outro exemplo da observância religiosa de coisas insignificantes. Interpretavam a lei do dízimo tão severamente, Lv 27.30,31, que, conforme uma explicação rabínica, se preocupavam sinceramente em incluir as menores ervas e vegetais da horta, a cheirosa hortelã, o endro, o cominho aromático, cujo uso era medicinal. Em outras palavras, eram severíssimos no escrúpulo em observar, até, os mínimos detalhes de sua religião.
Mas, fazendo isto, deixavam de lado os assuntos mais pesados da lei, como o juízo, a misericórdia e a fé. Justiça e equidade para com todos, misericórdia e amor para com aqueles que estavam em necessidade de compaixão, fé em Deus como a fonte de toda religião verdadeira. Eles nada sabiam destas grandes virtudes, mas as omitiam e desprezavam. Era bom e elogioso dar o dízimo, mesmo se a interpretação dos mestres incluía as ervas da horta, mas o que representava a exatidão neste assunto tão pequeno em comparação com a necessidade muito maior de cultivar as virtudes maiores? Sua atitude bem podia ser comparada ao proverbial engasgar na tentativa de engolir um mosquito, mas engolir com a maior facilidade um camelo. Com extremo cuidado coavam qualquer pequeno inseto do vinho, para que não se contaminassem, mas o engolir dum camelo lhes dava pouco remorso. A menor omissão duma regra secundária feria suas consciências, mas a infração dos preceitos fundamentais de Deus, que deviam observar diante das pessoas, isso não os impressionava.

O sexto ai: V. 25) Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque limpais o exterior do copo e do prato, mas estes por dentro estão cheios de rapina e intemperança. 26) Fariseu cego! Limpa primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo.

É uma figura tomada da bem conhecida rigidez dos fariseus no assunto das purificações e abluções prescritas na lei. Em todas estas formas exteriores, também nos preceitos sobre comida e bebida, tomavam o cuidado de manter uma aparência imaculada diante das pessoas. Mas, enquanto isso, os lucros de assalto e incontinência enchiam seus bolsos. É essencial que em verdadeira pureza, primeiro, esteja limpo o lado de dentro do prato e da xícara. A pureza do exterior seguirá como consequência. Não pode haver verdadeira piedade, ou retidão de viver, a não ser que, primeiro, o homem interior esteja renovado. A conversão precisa preceder à santificação. Uma pessoa pode exercitar-se para observar a aparência exterior apropriada e, até, das virtudes cristãs, mas sem uma mudança de alma tudo isso nada será. “Ele diz: Tudo está externamente tão limpo que não podia ser melhor”. Mas, como está em vosso coração? Ele não fala da xícara ou do prato, mas do coração que está cheio de impurezas.

Ele não rejeita sua pureza, mas deviam, primeiro, limpar o que está dentro. Esta pureza a qual não só observais, mas também ensinais, quando pensais que se a roupa de púrpura está escovada e tudo, seja cama e vestes, está limpo, esta é a vossa justiça, e não obstruís esta pureza mas a enfatizais, mas estais, ainda, internamente cheios de assalto, ganância e impurezas, e ainda defendeis esta doutrina e vida. Não pode ser pecado, quando assaltais e roubais tudo o que eles, o povo pobre, possuem”).

O sétimo ai: V. 27) Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos, e de toda imundícia. 28) Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniquidade.

Era costume entre os judeus, desenvolvido de Ez 39.15, pelos rabis, do qual se afirmava que voltava até aos tempos de Josué, que, no dia quinze do mês de Adar de cada ano, um mês antes da páscoa, as sepulturas daqueles que haviam sido sepultados nas encostas dos morros ou perto das estradas deviam ser pintadas com uma espécie de cal. Desta forma eram bem visíveis, tanto de dia como de noite, e os peregrinos, que não estavam acostumados com o país, que vinham às grandes festas, podiam evitar qualquer contaminação levítica, quando caminhavam por entre estas sepulturas, visto que o contato com uma sepultura podia contaminar a um judeu. De acordo com o julgamento de Cristo, os escribas e fariseus são exatamente como essas sepulturas. Sua vida, tal como eles a apresentam à vista da multidão, era imaculada, provocando nada menos do que elogios, mas, quando se penetrava para além da casca exterior e examinava o coração, a verdadeira abominação era tão grande que provocava nada menos do que a condenação. São hipócritas, cujo verdadeiro orgulho da lei se mede em indisciplina e oposição da lei.

O oitavo ai: 29) Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque edificais os sepulcros
dos profetas, adornais os túmulos dos justos, 30) e dizeis: Se tivéssemos vivido nos dias de nossos pais, não teríamos sido seu cúmplices no sangue dos profetas. 31) Assim, contra vós mesmos, testificais que sois filhos dos que mataram os profetas. 32) Enchei vós, pois, a medida de vossos pais. 33) Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do inferno?

As sepulturas verdadeiras e supostas dos profetas do Antigo Testamento eram tidas em grande veneração pelos judeus do tempo de Cristo. Um sinal que geralmente caracteriza uma ortodoxia morta é edificar os túmulos e decorar as sepulturas enquanto, de fato, se rejeita as palavras dos profetas que se honra com esta demonstração exterior. Tudo isto acompanhado com muita exibição de santimônia.

Lamentam amargamente o fato que os pais mostraram tão pouco juízo e foram tão rápidos em sua ação – o que é uma peculiaridade encontrada até este dia numa geração que imagina estar no entendimento e no conhecimento, em especial das Escrituras e na compaixão, muito acima das pessoas, que viveram a poucos séculos passados. Tudo isto, unicamente, mostra que eles tinham a mesma índole e sangue de seus pais, que, como filhos de assassinos de profetas, teriam pouca compunção, e não hesitaram em preencher a medida de seus pais, excedendo-os em crueldade e em sede por sangue, matando ao Salvador. Em vista de tal vileza e hipocrisia, o Senhor, só com muito esforça, acha epítetos que expressam seu desprezo a tal maldade. Chama-os de serpentes e prole de víboras, a quem não será possível escapar da condenação do inferno.


Bereiano

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Não Ameis o Mundo I



 “Não ameis o mundo nem as cousas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo.” (1 João 2.15-16)

Porque amamos tanto o mundo que nos cerca? Freneticamente buscamos as melhores coisas deste mundo como se o melhor de Deus se acomodasse a esta realidade sem sal e plástica. Pisamos a terra com uma eterna vontade de possuí-la como se aqui fosse nossa morada final, ao contrario do que Cristo fez ("Eu vim não para ser servido, mas para servir e dar a vida por resgate de muitos" Mc 10,45). Cristo tinha todos os pretextos para requerer o melhor deste mundo, para ser servido e tomar os reinos da terra para si,  mas ele não o fez e assim descreve o apostolo João em I João 3:8 que Cristo o milagre do amor veio para libertar-nos das obras do diabo. “... para isto o Filho de Deus se manifestou, para desfazer as obras do diabo”. Cristo tinha em mente que o mundo com toda a sua exuberância está tomado pelas obras do inimigo, que sua beleza nos chama para uma trilha de destruição e morte. “O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir” Jo 10:10a.

Nestas palavras vemos o que o mundo tem a oferecer, então porque uma vez provado do verdadeiro tesouro que nos espera, temos a intenção de construir castelos e feudos na obra do Senhor e se assenhorear daquilo que não é nosso e que, no sentido que se percebe deste mesquinho esquema de dominação, uma nova roupagem dos agentes legalistas da entrada aos céus que, na época de Cristo se chamavam fariseus. Cristo nos deu uma missão muito maior, uma tarefa de levar a mensagem que liberta os cativos e que muda vidas. “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão.” Marcos 16:15-18

Não podemos nos deixar levar pelos sentimentos de querer ter um relacionamento de meritocracia com Deus, temos que ter o céu como nosso alvo de lutar, querer as glórias da terra é apenas uma forma de ter os holofotes humanos e perder os olhos do Pai em cima de nós. Ignorar que os sentimentos do mundo hoje permeiam o seio de muitas igrejas é fazer o Senhor se irar. “...Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele...”

“...a concupiscência (ou desejo) dos olhos....”
Os olhos são a candeia do corpo assim falou Jesus "A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz; se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!" Mateus 6.22-23. 
Fiz questão de mostrar na integra esta passagem para mostrar na bíblia o que é um conceito em vender algo, fazer a propaganda ser a alma do negócio. Durante toda a existência humana o diabo tem usado este principio que o próprio Senhor mostrou “Os olhos a candeia do corpo” no jardim do Éden foi à primeira investida e a mais devastadora. Em Gn. 3 1-6 vemos a serpente fazendo a propaganda do negócio que nocivamente vem escravizando toda a raça humana até hoje: a busca por ser Deus e ter todo poder, note que nos versículos anteriores ao seis, o diabo faz toda uma argumentação tentadora com relação ao que acabo de falar:

Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal”. Gênesis 3:5

Tenho em mente que a possibilidade de saber sobre o bem e o mal na mente de Adão e Eva daria a eles o poder de decidir suas vidas e também de ser criador. Apenas imagino que tal pensamento poderia ter passado na mente dos mesmos. A difusão de evangelhos alternativos em que, o que vale é o que se torna praticável aos olhos, dando ao homem o direito da palavra final, e a Deus apenas o agente paparicador do “filho de Deus”. Deus nestes modelos de evangelho também atua como garçom, a sua palavra meramente especulação para um viver na “sua vontade”.

Isso não é coisa nova, a história nos mostra que o homem em “nome de Deus” os tais arrogavam para si o poder temporal, o direito de reinar os homens como deuses, eternizar os nomes nos livros da história humana. Tento pensar por que o desejo de ser maior que Deus vem tanto na mente humana, a origem sabemos que teve com o diabo, e imagino que nossa natureza caída propicia terreno fértil para este sentimento diabólico.

Nunca seremos Deus, e nossa vida aqui na terra não nos foi dada para requerer nada além daquilo que Deus nos deu e nos dará. Usar o nome de Deus para fundar reinos e feudos na igreja do senhor é se condenar a uma eternidade sem Deus e sem a verdadeira riqueza. Nunca teremos um reino inabalável, sempre que quisermos ter reinos na terra haverá guerra no arraial de Deus. Continua....

Xápiç Eirêneuô
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