segunda-feira, 4 de junho de 2012

O Show não pode continuar


É hora de acordar pra realidade, sem medo de encarar os nossos erros e ter caráter pra admitir que estamos falhando.

Eu Recomendo

Depois de uma longa pausa reflexiva exponho alguns textos e vídeos que me mostraram novamente o caminho, nos próximos dias a conclusão do texto que escrevi. Medite.


Os 8 ais de Jesus sobre a hipocrisia dos fariseus em Mt.23.13-33 é atual e aplicáveis hoje

O primeiro ai: V. 13) Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois, vós não entrais, nem deixais entrar os que estão entrando.

Esta passagem de denúncias não representa uma mera opinião de Jesus, mas é o julgamento do Santo de Deus sobre aqueles que estavam fazendo da religião inteira uma zombaria e um fingimento. O ai significa o fogo eterno do inferno. Este será o castigo deles, como diz Lutero. Eles, em sua hipocrisia e em sua ação, chegaram ao ponto em que enganam tanto a si mesmos como aos outros.

Fingem, com grande ostentação de zelo, estar abrindo as portas dos céus aos seus semelhantes, ensinando-lhes o caminho da salvação farisaica por obras. Mas, procedendo assim, de fato, fecham os portais do céu diante deles. Pensavam que tinham o céu como certo e que, quando bem quisessem, podiam entrar, mas, tão só, se enganaram e ainda enganam outros, impedindo-os de entrar.

O segundo ai: V. 14) Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque devorais as casas das viúvas e, para o justificar, fazeis longas orações; por isso sofrereis juízo muito mais severo.

Os fariseus não gostavam de trabalho braçal ou mental, com o qual pudessem conseguir a vida honestamente. Assim como sua religião era mera farsa, também seus costumes religiosos eram usados para esquemas de enriquecimento. Longas oração, como as que eles costumavam fazer, eram a sua marca forte, sendo produzidas com a finalidade de mostrar ao povo que possuíam méritos e poderes excepcionais. Mulheres, despojadas de seus protetores naturais, viúvas, cujos sentimentos facilmente podiam ser dominados, com muita disposição pagavam pela assistência de longas orações feitas por elas. Este era o pretexto frívolo pelo qual escribas e fariseus conseguiam propriedade e riquezas, Is.5.8. Esta forma de suborno era especialmente condenável, porque incluía o abuso do nome de Deus, e, desta forma, era tanto uma blasfêmia como um assalto.

O terceiro ai: V.15) Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque rodais o mar e a terra para fazer um prosélito; e, uma vez feito, o tornais filho do inferno duas vezes mais do que vós.

Os escribas e fariseus, em seu desejo de impressionar o povo, eram zelosos em ganhar prosélitos para a igreja judaica. Atravessavam os mares e viajavam pelos desertos procurando homens e mulheres que pudessem ser ganhos para a religião judaica, sendo naquele tempo notável o número de prosélitos da porta e os prosélitos da justiça, ou seja, daqueles que haviam aceitado as doutrinas judaicas sem ou com a circuncisão e o batismo. Mas eles, juntando externamente pessoas à igreja, internamente lhes causavam eterno dano às almas, ensinando-lhes a religião da hipocrisia.

Muitos dos prosélitos da justiça eram muito mais fanáticos do que os próprios judeus. Desta forma os fariseus, mais uma vez, provaram que eram adeptos da dissimulação, visto que aos olhos das pessoas isto parecia que eles eram zelosos por Deus, e que tiravam muitas pessoas da idolatria.
Mas, de fato e de verdade, eles as metiam numa idolatria ainda muito maior, do que a anterior, ainda que oculta, porque passaram a crer em suas próprias boas obras.

O quarto ai: V. 16) Ai de vós, guias cegos! Que dizeis: Quem jurar pelo santuário, isso é nada; mas se alguém jurar pelo ouro do santuário, fica obrigado pelo que jurou. 17) Insensatos e cegos! Pois, qual é maior: o ouro, ou o santuário que santifica o ouro? 18) E dizeis: Quem jurar pelo altar, isso é nada; quem, porém, jurar pela oferta que está sobre o altar, fica obrigado pelo que jurou. 19) Cegos! Pois, qual é maior: a oferta, ou o altar que santifica a oferta? 20) Portanto, quem jurar pelo altar, jura por ele e por tudo o que sobre ele está. 21) Quem jurar pelo santuário, jura por ele e por aquele que nele habita; 22) e quem jurar pelo céu, jura pelo trono de Deus e por aquele que no trono está sentado.

É um exemplo típico das diferenças sem sentido que eram permitidas porque a tradição assim o falava. Jesus chama aos escribas e fariseus de guias cegos, ou seja, aqueles que se atreviam guiar outras pessoas enquanto eles próprios careciam de conhecimento e compreensão corretos, Rm 2.17-24. Era considerado um transgressor manifesto aquele que, sob juramento, fazia um voto pelo ouro do lugar santo ou pelo sacrifício sobre o altar, coisas que eram santificadas a Deus, caso não considerasse seu voto como totalmente obrigatório.

Mas, jurar pelo santo dos santos ou pelo altar de sacrifício era nada, tinha nenhum valor e não era obrigatório. Detalhes pequenos e insignificantes eram sustentados no interesse de preceitos humanos e com o propósito de conservar os corações das pessoas por meio da pressão do medo, sendo, porém, ignorados os assuntos fundamentais. O Senhor os chama de tolos estúpidos e cegos, que não têm entendimento nem valor reais. É o altar que santifica, que dá o valor ao sacrifício. É o lugar santo que confere santidade ao ornamento. É Deus, o Rei dos céus, que dá ao trono lá do alto dignidade e valor. Por isso chegara o tempo para os judeus para reajustarem os valores. Os votos são sacros e válidos, mas nunca deve acontecer que distinções humanas os encubram.

O quinto ai: V.23) Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da lei, a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas.24) Guias cegos! Que coais o mosquito e engolis o camelo.

É um outro exemplo da observância religiosa de coisas insignificantes. Interpretavam a lei do dízimo tão severamente, Lv 27.30,31, que, conforme uma explicação rabínica, se preocupavam sinceramente em incluir as menores ervas e vegetais da horta, a cheirosa hortelã, o endro, o cominho aromático, cujo uso era medicinal. Em outras palavras, eram severíssimos no escrúpulo em observar, até, os mínimos detalhes de sua religião.
Mas, fazendo isto, deixavam de lado os assuntos mais pesados da lei, como o juízo, a misericórdia e a fé. Justiça e equidade para com todos, misericórdia e amor para com aqueles que estavam em necessidade de compaixão, fé em Deus como a fonte de toda religião verdadeira. Eles nada sabiam destas grandes virtudes, mas as omitiam e desprezavam. Era bom e elogioso dar o dízimo, mesmo se a interpretação dos mestres incluía as ervas da horta, mas o que representava a exatidão neste assunto tão pequeno em comparação com a necessidade muito maior de cultivar as virtudes maiores? Sua atitude bem podia ser comparada ao proverbial engasgar na tentativa de engolir um mosquito, mas engolir com a maior facilidade um camelo. Com extremo cuidado coavam qualquer pequeno inseto do vinho, para que não se contaminassem, mas o engolir dum camelo lhes dava pouco remorso. A menor omissão duma regra secundária feria suas consciências, mas a infração dos preceitos fundamentais de Deus, que deviam observar diante das pessoas, isso não os impressionava.

O sexto ai: V. 25) Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque limpais o exterior do copo e do prato, mas estes por dentro estão cheios de rapina e intemperança. 26) Fariseu cego! Limpa primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo.

É uma figura tomada da bem conhecida rigidez dos fariseus no assunto das purificações e abluções prescritas na lei. Em todas estas formas exteriores, também nos preceitos sobre comida e bebida, tomavam o cuidado de manter uma aparência imaculada diante das pessoas. Mas, enquanto isso, os lucros de assalto e incontinência enchiam seus bolsos. É essencial que em verdadeira pureza, primeiro, esteja limpo o lado de dentro do prato e da xícara. A pureza do exterior seguirá como consequência. Não pode haver verdadeira piedade, ou retidão de viver, a não ser que, primeiro, o homem interior esteja renovado. A conversão precisa preceder à santificação. Uma pessoa pode exercitar-se para observar a aparência exterior apropriada e, até, das virtudes cristãs, mas sem uma mudança de alma tudo isso nada será. “Ele diz: Tudo está externamente tão limpo que não podia ser melhor”. Mas, como está em vosso coração? Ele não fala da xícara ou do prato, mas do coração que está cheio de impurezas.

Ele não rejeita sua pureza, mas deviam, primeiro, limpar o que está dentro. Esta pureza a qual não só observais, mas também ensinais, quando pensais que se a roupa de púrpura está escovada e tudo, seja cama e vestes, está limpo, esta é a vossa justiça, e não obstruís esta pureza mas a enfatizais, mas estais, ainda, internamente cheios de assalto, ganância e impurezas, e ainda defendeis esta doutrina e vida. Não pode ser pecado, quando assaltais e roubais tudo o que eles, o povo pobre, possuem”).

O sétimo ai: V. 27) Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos, e de toda imundícia. 28) Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniquidade.

Era costume entre os judeus, desenvolvido de Ez 39.15, pelos rabis, do qual se afirmava que voltava até aos tempos de Josué, que, no dia quinze do mês de Adar de cada ano, um mês antes da páscoa, as sepulturas daqueles que haviam sido sepultados nas encostas dos morros ou perto das estradas deviam ser pintadas com uma espécie de cal. Desta forma eram bem visíveis, tanto de dia como de noite, e os peregrinos, que não estavam acostumados com o país, que vinham às grandes festas, podiam evitar qualquer contaminação levítica, quando caminhavam por entre estas sepulturas, visto que o contato com uma sepultura podia contaminar a um judeu. De acordo com o julgamento de Cristo, os escribas e fariseus são exatamente como essas sepulturas. Sua vida, tal como eles a apresentam à vista da multidão, era imaculada, provocando nada menos do que elogios, mas, quando se penetrava para além da casca exterior e examinava o coração, a verdadeira abominação era tão grande que provocava nada menos do que a condenação. São hipócritas, cujo verdadeiro orgulho da lei se mede em indisciplina e oposição da lei.

O oitavo ai: 29) Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque edificais os sepulcros
dos profetas, adornais os túmulos dos justos, 30) e dizeis: Se tivéssemos vivido nos dias de nossos pais, não teríamos sido seu cúmplices no sangue dos profetas. 31) Assim, contra vós mesmos, testificais que sois filhos dos que mataram os profetas. 32) Enchei vós, pois, a medida de vossos pais. 33) Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do inferno?

As sepulturas verdadeiras e supostas dos profetas do Antigo Testamento eram tidas em grande veneração pelos judeus do tempo de Cristo. Um sinal que geralmente caracteriza uma ortodoxia morta é edificar os túmulos e decorar as sepulturas enquanto, de fato, se rejeita as palavras dos profetas que se honra com esta demonstração exterior. Tudo isto acompanhado com muita exibição de santimônia.

Lamentam amargamente o fato que os pais mostraram tão pouco juízo e foram tão rápidos em sua ação – o que é uma peculiaridade encontrada até este dia numa geração que imagina estar no entendimento e no conhecimento, em especial das Escrituras e na compaixão, muito acima das pessoas, que viveram a poucos séculos passados. Tudo isto, unicamente, mostra que eles tinham a mesma índole e sangue de seus pais, que, como filhos de assassinos de profetas, teriam pouca compunção, e não hesitaram em preencher a medida de seus pais, excedendo-os em crueldade e em sede por sangue, matando ao Salvador. Em vista de tal vileza e hipocrisia, o Senhor, só com muito esforça, acha epítetos que expressam seu desprezo a tal maldade. Chama-os de serpentes e prole de víboras, a quem não será possível escapar da condenação do inferno.


Bereiano
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